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01 É Assim Que Sou. Assim Que Soou. BT by Adson Sodré on SoundCloud - Hear the world's sounds. Downloads. Postado em 1/abr/ | 0 comentários · download-playback · Louvor e Evangelho vol. 1 - Play-Backs (). Conheça aqui o primeiro álbum solo do Adson Sodré, album instrumental gravado em no PD Stúdio. Adson nasceu em em Jequié/BA e desde cedo mostrou aptidão para . Disponível em MP3 para download.

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Or see other languages. À Rosa Barros Tossini pelo apoio e companheirismo. V2 9 de abril de Global Rock Team. Hey, German Friend from Black Forest Gringo Louis 25 de abril de O Hard bop começou mais tarde que o estilo West Coast e durou mais tempo. Outro fator limitante para a nossa pesquisa foi a dificuldade em localizarmos alguns dos discos do violonista. Eu fui tomar caipirinha muito tempo depois; eu tomava mesmo era uísque, tinha champanhe e tal. Write a review.

Downloads. Postado em 1/abr/ | 0 comentários · download-playback · Louvor e Evangelho vol. 1 - Play-Backs (). Conheça aqui o primeiro álbum solo do Adson Sodré, album instrumental gravado em no PD Stúdio. Adson nasceu em em Jequié/BA e desde cedo mostrou aptidão para . Disponível em MP3 para download. Ouça músicas de Adson Sodré como Pyromania, Saudade de Ver a Lua e outros . Também possui um álbum instrumental intitulado "É assim que sou. View credits, reviews, tracks and shop for the CD release of E Assim Que Sou. Assim Que Soou. on Discogs. Fotos · Vídeos · Download · Making Of · Mapa de Palco Adson Sodré, músico cristão, casado, baiano de Jequié, onde dando início a banda “Promesa D”, com a qual gravou três CDs, e tempos depois formou a banda “Speed Plain”, um trabalho de música instrumental, com ênfase no rock progressivo.

O Pixinguinha, para mim, é minha identidade pessoal maior. É o que eu mais trabalho, o que eu mais toco, o choro é o gênero que eu abracei, com que convivo diariamente. Ao menos duas vezes por mês a gente toca. Nossa perspectiva é trabalharmos o segundo cd.

Isso foi uma pesquisa muito interessante que a gente começou a fazer logo que pensamos em gravar. Saímos buscando as pessoas. Zezé procurou outros e assim a gente saiu caçando, Nuna Gomes [ Um Sorriso ]. O [ disco ] Choros Maranhenses me parece ter tido um desdobramento com o Caderno de Partituras de Zezé. Com certeza! Cada dia que você põe um programa, assiste um canal, a gente vê coisa nova, impressionante, a gente pira. Pra mim é extremamente inovador, criativo, interessante.

É uma nova roupagem. É igual aquela capa do cd do Pixinguinha: aquele monte de tinta, vem a do meio, a de fora, é tudo se renovando. Que nomes você destacaria? E dos grandes mestres, de outras gerações? Quem é a sua grande referência? Eu pessoalmente adoro o Joel [ Nascimento, bandolinista ], estudei três vezes com ele, em três oficinas. Foi o Joel quem me deu um laboratório de bandolim.

Fui o bebezinho do Joel. É um cara que tem um jeito todo especial de lidar com o aprendiz. Hoje os bandolinistas mais jovens, todo mundo cita, é quase uma unanimidade, o Hamilton de Holanda.

O Hamilton é uma referência. Em 90 e alguma coisa eu era aluno do Joel e o Hamilton também era aluno do Joel. Você consegue identificar isso? O disco do Pixinguinha meio que deu uma mostra do nosso estilo. O cd do Instrumental veio com essa cara. Eu gosto. Aldeia Sesc Guajajara de Artes. O Instrumental Pixinguinha foi pioneiro ao lançar, em , Choros Maranhenses.

Quando : 27 de outubro domingo , às 19h. Saxofonista, dono do Brito Som Seis. Chegou a ser um dos maiores do nordeste. Era meu vizinho, morava de frente a minha casa.

Eu saía, chegava na porta, ele estava tocando Saxofone, por que choras? Talvez a coisa da minha musicalidade seja a seguinte, tem uma história muito interessante.

Quando eu era criança eu era muito fraquinho das pernas, cheguei a ir a médicos, tomar remédios, pra ficar mais forte. Zezé Alves recebeu os chororrepórteres em casa. Mas eu só vivia cantando. Na realidade me formei em contabilidade, sou contador, técnico em contabilidade.

Quando tu falas que começaste a tocar com 22 anos, isso tu falas profissionalmente? Quando chega em 77, em 76 eu saí de casa, em 77 é que aí eu digo que é o meu marco: eu participei de um show chamado Boca do Lobo , de [ o compositor ] Sérgio Habibe.

Esse show foi o primeiro com características de show, com banda, com [ o violonista ] Joaquim Santos, [ o compositor ] Ronald Pinheiro, e eu na flauta começando. Ele reforçou isso. Até por que eu gosto de ensinar, sempre gostei de ensinar, eu ficava dando aula em mesa de bar [ risos ].

Sim, sim. Como instrumentista, o que eu ganhava era pra pagar a passagem no outro dia e tomar uma e tal. A gente percebe que o registro ainda é uma fraqueza, mesmo com todas as tecnologias hoje disponíveis. A que tu creditas essa pobreza de registro? O pouco registro se deve a certo descaso nosso mesmo. Nós admiramos muito o que é dos outros, muita besteira. O Rabo de Vaca foi um grupo que eu sempre disse que é uma escola, muita gente passou por ele: Ronald Pinheiro, [ o compositor ] Josias Sobrinho, [ o compositor ] Beto Pereira, [ o contrabaixista ] Mauro Travincas, todo mundo passou, mas tem pouco registro.

Josias deve ter uns k7s. De que outros grupos você participou? O mais importante foi o Rabo de Vaca. O Rabo de Vaca é a cabeça de Josias. Ele tinha saído do Laborarte e eu entro no Laborarte, era muito amigo de Nelson Brito [ ator e diretor teatral, ex-diretor do Laborarte ], que trabalhava numa loja de discos de um tio dele, tava todo mundo debandando, e havia um departamento de artes, eu entrei, o período em que fiquei no Laborarte, Josias saiu, mas o [ a peça ] Cavaleiro do Destino ainda estava sendo encenado.

Nos outros lugares era playback. Josias convidou Beto Pereira, Mauro Travincas, acho que [ o percussionista ] Manoel Pacífico e Vitório Marinho, um cara que pouca gente fala, um moço cego que tocava violino. E o [ Instrumental ] Pixinguinha? Aí sim, aí é que vem o Pixinguinha. Por que um grupo de choro? Por que Instrumental Pixinguinha? O Instrumental Pixinguinha vingou, tocamos em muitos lugares, fez um trabalho belíssimo, aquele cd, Choros Maranhenses , pioneiro, que esse caderno [ aponta para o Caderno de Partituras] é uma continuidade dele, aqueles dez choros e mais alguns.

E atualmente? Atualmente eu sou titular, fundador do Pixinguinha. Emérito [ risos ]. Atualmente o que eu quero mesmo é essa coisa de educador musical. De repente foi todo mundo embora. Dessa leva o cara que ficou e hoje é uma figura importante é o Marcelo Moreira.

Quando Padilha chega, pegou os alunos mais avançados e transformou em professores. Era eu, Raimundo Luiz e alguns outros. Vem sim. Por um bom tempo ela ficou nisso, ficou nessa insistência. Eu queria que tu lembrasses outros discos que têm tua flauta. De Sérgio eu nunca toquei em nenhum disco dele, ele gravava quase tudo no Rio. Fiz pontas em outros. O que é o choro pra ti? Luiz Gonzaga quando chegou no Rio, chegou tocando choro. Como tu observas o choro hoje?

Que nomes tu destacarias nessa cena? Gostei muito do [ saxofonista ] Eduardo Neves. Atualmente, que eu conheço, o Guinga, que a gente pode considerar um cara do choro. Tu disseste que tua obra como compositor é pequena. Quantas composições? Ah, poucas. Choro é só essa.

Com Paulinho Lopes eu tenho umas coisas que nunca foram gravadas. Por que eu me interessei pelo choro quando foi criado esse grupo que eu tive que aprender a tocar, a mergulhar. Por que com o Rabo de Vaca eu tocava era os bois da gente, os baiões, frevo, xote, xaxado. Quando era criança, o primeiro cara que eu ouvi tocando Saxofone, por que choras? Se você pegar, todo mundo, Cleômenes, Palito, seu Raimundo Amaral.

Tag: instrumental pixinguinha

O Pixinguinha foi o segundo grupo. Nesse processo de pesquisa para o Caderno de Partituras , quais foram as principais dificuldades? Minha ideia foi recolher mais uma de cada. Eu editei, fui nos autores pra corrigir.

Escolhi algumas que achava muito importantes. A ordem é aquela mesminha: Sérgio Habibe é um cara maravilhoso, o Chico, Josias, tem um cara que eu tenho lembrado muito dele agora, por causa dessa história do Bandeira de Aço , que é o Mochel.

Cesar Teixeira inegavelmente, tem características muito próprias, de samba, tem aquela consciência política dele muito forte.

É um cara muito especial. Me aprofundar mais. Fazer um mestrado, se der. Qual é a diferença entre o Zezé da Flauta e o Zezé Alves? O Zezé da Flauta surgiu a partir do momento em que eu peguei uma flauta e comecei a tocar em shows, com todo mundo. Esse é o Zezé da Flauta. O Zezé Alves é o educador, que começa a racionalizar mais as coisas.

Por que Zezé Alves ainda bebeu pra poxa [ risos ]. A gente era mais romântico. O convite de grandes amigos, participar de um projeto interessante, com minha turma. É só me ligar e marcar que eu vou. A dança dos coqueiros ao vento e o vai e vem da maré fizeram parte da paisagem perfeita para a conversa, descontraída, regada a cerveja e camarões empanados. Como era teu universo musical familiar?

Quem mais te influenciou em casa? Em casa foi meu pai. Em casa! Antes de eu sair pra tocar fora, de procurar aprender, foi essa minha realidade, só em casa. Altamiro e Dilermando eram os preferidos dele. Era de quem ele mais comprava discos? Queria que a gente fizesse um grupo. Aí ele comprou pra mim uma sanfona de baixos, eu tinha 10 anos de idade. Contratou um professor ali no fundo do [ extinto cinema ] Eden [ hoje loja Marisa, na Rua Grande ], e eu morava na rua de Santana no fundo da [ extinta loja de departamentos ] Lobras.

Pra eu carregar esse acordeom até a casa do professor eu acabei com a caixa, arrastando. Tinhas mais ou menos que idade? Teu pai tinha vontade de que vocês tocassem, isso na década de Boêmio, vagabundo, o preconceito da época? Se desse, tudo bem.

Marcelo [ Moreira, violonista, professor da EMEM; Solano se confunde com as datas em que tomou aulas com ele, inicialmente chutando a década de 70 ], anos Brenha Neto tinha muita amizade com Raul [ do Cavaco ], com [ o percussionista ] Mascote. Eles começaram a me levar e isso mexeu comigo.

Aprendi muita coisa ali. Eu tinha uma viagem para o Rio e ele pediu que eu levasse o cavaquinho dele para consertar. Era um Do Souto, eu nem sabia o que era isso. Aí é que foi a história! Eu fui convidado por Juca [ do Cavaco ] e [ o cantor e percussionista ] Zé Costa pra fundar o [ grupo ] Amigos do Samba. E Juca apareceu, querendo fundar, eles tinham saído do [ grupo ] Sambando na Praia. Eu resolvi aceitar. Foi um ano certinho [ risos ], a gente tocando no Caneco [ choperia na Rua do Norte, centro, hoje dedicada às serestas de teclado ], samba.

Eu comecei no Tira Teima por que Gordo [ Elinaldo ] sempre foi muito ocupado. Aí eu ia, quando estava pra terminar, ele chegava. Ele mesmo abandonou, muito trabalho, Boi Barrica, viagens.

Você conviveu com [ o compositor e instrumentista ] Zé Hemetério? Quem era ele? Eu mesmo posso dizer que aprendi muita coisa com ele. Tocava violino com uma técnica apurada, veio da Baixada [ maranhense ], estudou com os padres. E principalmente às pessoas a quem ele passou conhecimento. Gordo foi um discípulo de Zé Hemetério. Eles tinham um repertório monstruoso, tudo ensaiadinho.

A gente tinha muita oportunidade de trocar, de conversar. Outra referência muito importante é o Tira Teima. O próprio Gordo, Paulo Trabulsi. O que eu consegui desenvolver com a minha pouca tendência musical eu devo muito ao Tira Teima, muito a Zeca [ do Cavaco ], muito a Paulo, Gordo. Essa troca, sem ser aquela coisa de sala de aula, a vivência.

Tu consideras a roda de choro uma grande escola? Eu acho que é a maior. A escola do choro é a roda. O choro nasceu assim e só tem valor se for assim, no meu entender. Comente um pouco do clima. Eu estava fazendo seis cordas e Gordo sete. De que outros grupos musicais tu fizeste parte? O [ Instrumental ] Pixinguinha foi o primeiro grupo que nós criamos. Fomos nós quem fundamos: eu, Jansen, Marcelo, aí nós convidamos [ o violonista ] Domingos [ Santos ] para fazer seis cordas.

Antes disso nós fizemos o programa de Gabriel Melônio no canal 2, Teclas e cordas. Ele deixou só a voz guia, morreu antes do disco ficar pronto. Nós estamos pleiteando recursos, projeto. Tive uma experiência de arranjador naquele show do Pixinguinha. Depois eu fiz duas partes e mudou o nome para Companheiro e Paulo fez uma terceira parte.

É um choro que vai estar no disco [ do Tira Teima ]. No Rio deu uma esfriada. Brasília, acho que continua a mesma coisa, muita gente nova estudando, muita coisa que motiva. É incrível, tudo lotado. É realmente impressionante. Eu acho que aqui deu uma melhorada agora, ultimamente. Eu acho que a gente tem que falar da época do Clube do Choro Recebe, realmente ali foi o auge. Nossa experiência hoje é lembrar daquilo. Mas essa melhorada de que tu falas é na época do Clube do Choro Recebe [ ] ou herança do projeto?

Houve um estímulo. A gente criou um palco, as pessoas podiam tocar, choro começou a dar dinheiro. Era um palco disputado, as pessoas tinham um cachezinho. Nós estamos numa entressafra, embora eu acredite que estejamos próximos de uma virada. Qual o principal sete cordas da história chorística brasileira? E qual a grande referência pra ti, hoje, em vida? Pra mim a grande referência foi uma pessoa que eu tive o prazer de conversar, de ele me dizer muita coisa, que foi Dino.

O Dino é a grande referência para o sete cordas. Vivo nós vamos ter que dividir as coisas. Todo mundo vai pro sete. Faz tudo o que o seis faz e mais alguma coisa. Pra onde você vai tem um tocando, e muita gente muito boa. Aquilo ali foi um negócio muito sério! Eu vou ter que começar com minha casa: Serra, Paulo Trabulsi, esse tem espaço em qualquer lugar, eu conheço pouca gente que conhece choro como Paulo. A gente tem que falar de Robertinho, [ o cavaquinhista e bandolinista ] Wendell [ Cosme ] é muito bom.

A princípio falta a gente retomar o Clube do Choro Recebe, reabrir o Clube do Choro, retomar nossos projetos. Isso é o primordial. Nós temos gente com experiência. Uma coisa que a gente poderia fazer, que é feito no Clube do Choro de Brasília, é gravar os shows, gravar tudo o que acontece no palco.

Dentro do que tu pretendes, tu te consideras um cara realizado? O que falta? Eu tou sempre insatisfeito com o que eu tou fazendo. Seu talento é reconhecido internacionalmente.

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Era o Sinhô, Sinhozinho. Eu sempre tive certos indícios de sensibilidade. Ele fazia parte da velha guarda das pessoas que lidavam com o choro. Foi ele o meu vínculo com o choro, era violonista, compositor. Cheguei a ter aulas com ele. De uma parte da família, que me incentivou. Tinham muitos saraus na minha casa. Ele foi a primeira pessoa que me falou da cultura musical brasileira. Os personagens que ele citava para mim eram Pixinguinha, Ernesto Nazareth, falou de Agustín Barrios quando passou aqui, ele era amigo do pai de Turíbio, que era seresteiro, e frequentava um pouco esse grupo, que a gente chamava os velhos, na época.

Nessas reuniões meu padrinho notou meu interesse em ficar ouvindo aquilo. Esse choro tem uma peculiaridade formal [ fala enquanto continua tocando ]: é que ele tem três partes, todas no mesmo tema, ele é uma síntese da forma do choro. Isso faz diferença?

Faz diferença. Quer dizer, em termos. Eu fui por outro caminho alternativo, me beneficiei da companhia dos meus professores. Depois Turíbio me convidou para montar um curso no Rio de Janeiro.

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Tava começando a Difusora. Tinha esse desejo? Como é que era isso na época? Eram alunos dedicados. Pra mim era um movimento artístico, pra eles era político. Conte um pouco dessa história. Eu passei a ser habitué de todos os saraus que o Jodacil participava. Marquei um ensaio com eles, acho que na minha casa, e me encantei com o trabalho, aí começamos a montar a Suíte Retratos.

Eu fiz o meu primeiro disco de forma independente em Era o que eu ia perguntar: tem disco com a Camerata, com Paulinho da Viola, com Turíbio, tem disco em que tocas só em uma faixa, casos de Mistura e Manda [ de Paulo Moura, ] e Shopping Brazil [ de Cesar Teixeira, ], para citar apenas alguns.

Por que na realidade eu era um mero componente, eu digo que fui testemunha privilegiada. Soubemos que você anda compondo. Eu fiz arranjos na época, na própria época do Valsas e Choros os arranjos eram assim coletivos, mas sempre prevalecia uma base. Isso é recente? Mais recente, eu sempre tive minha ideia de compor, compor choro, compor valsa, sempre toquei valsas e choros que eu mesmo compus. Tem coisas que eu nem escrevi, que foi embora, Turíbio até brigava comigo por conta disso.

Ela me deu um livro, eu preciso dar esse livro pra vocês lerem. Ela me deu um livro e eu descobri coisas assim maravilhosas. Quais os fatos mais importantes, recentes?

Robertinho [ Chinês ] eu acho que é um grande talento. Mas é só isso? Na tua entrevista diversas vezes tu citaste Turíbio. Turíbio Santos é o mais importante violonista brasileiro.

Pra mim ele é uma espécie também de matriz fundadora. E é facílimo de explicar. Com a memória de Villa-Lobos. Que é um reconhecimento, por que Villa-Lobos projetou a carreira dele. Queria que tu deixasse registrada aquela história gostosa do carrinho de picolé. Antes era num tipo de carrocinha, que o sujeito abria, aquela coisa toda. O cheiro de todos aqueles aromas e pode estar o calor que tiver que vem aquela brisa maravilhosa. Genuinamente brasileiro, o Choro é tocado — e apreciado — no país todo.

O produtor também conta que, hoje, com o interesse das novas gerações, o Chorinho, como é também chamado, renova-se, ganha sobrevida, tem o advento de instrumentistas mais novos no tocar e apreciadores mais jovens no ouvir. Eles deram dicas bacanas para quem quer ouvir e saber mais sobre o Choro.

Texto completo aqui. No ano seguinte nos juntamos ao César Roberto, radialista que também tinha essa ideia, e fizemos o tributo no Armazém da Estrela [ bar na Praia Grande, hoje fechado ]. Foi o maior sucesso, lotamos o Armazém numa terça-feira chuvosa, todo mundo adorou. Depois fizemos no Dom Calamar [ bar no Turu, hoje também fechado ]. A rapaziada do rock era apaixonada por ele. Fazer amigos talvez seja o maior legado de Pixixita, cuja obra enquanto compositor é pequena.

Jogava tarô e adorava seus cristais. O flautista Serrinha inaugura série de entrevistas com grandes instrumentistas do Choro maranhense. Mais conhecido pela alcunha de Serrinha, Serra de Almeida é um senhor tranquilo e elegante. Sua imagem, uma espécie de Copinha timbira, contrastava o senhor de camisa e calça sociais, sempre muito bem alinhadas, quando de apresentações em espaços como a Serenata Caixa Alta, o Clube do Choro Recebe e as mais recentes rodas com o Regional Tira-Teima que têm ocupado as sextas-feiras do Hotel Brisa Mar.

Aí deu aquela travada. Comprei o cavaquinho e foi o início de tudo. O lance de cavaquinho veio do bloco. Isso se mantém hoje? Se mantém! Eu sou louco por bloco tradicional. Toquei muito tempo no Boi Pirilampo, viajei muito com o Pirilampo, até pra fora do Brasil.

Pra mim é superimportante. A cultura popular, a gente tem o bumba boi, o bloco tradicional, principalmente, que eu gosto demais, a tribo de índio, o divino [ espírito santo ]. Era o quarteto. Deu uma parada, todo mundo correndo pra um lado e pra outro. Quem foram teus mestres no cavaco? É importante eu falar do Eduardo, o Dudu. Foi ele quem me emprestou o cavaco, que nem era dele, na hora o dono apareceu. Ele foi um cara que me ajudou muito no início.

Você foi aluno dele na Escola? Fui aluno do Juca. Você falou que considera ter entrado um pouco tarde no ramo. Eu tava engatinhando nisso, botava o cd em casa, ficava escutando, e começava a tirar as coisas. Quando a gente se conheceu no Clube do Choro Recebe você tocava um cavaquinho cheio de fitinhas coloridas. Lembro sim. Aquilo foi um grande incentivo.

Depois do cavaquinho você se tornou também um grande bandolinista. Como é que o bandolim surge, em que momento passa a fazer parte dessa história? Comprei e fui aprendendo só. De bandolim eu nunca tive aula com ninguém. Olhava algumas coisas na internet, olhava os grandes, Hamilton de Holanda, Jacob [ do Bandolim ].

Pra você, quem é a maior referência? Maior do que Jacob? Eu sei que é uma pergunta escrota. É [ risos ], é escrota mesmo. Ralei, ralei, ralei mesmo. No sentido de te mandar procurar fazer outra coisa. Estou na UFMA. No início foi assim, mas graças a Deus eu tive o apoio da família.

É o maior grupo de samba daqui, uma referência. A gente vai muito em Teresina. É legal.

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Na tua cabeça tem algum conflito entre choro, samba e pagode? Ou você toca tudo com o mesmo gosto? Como é que você lida com isso? O choro a gente tem que estar sempre tocando, é muita nota, principalmente pra quem é solista. O samba, como eu faço só base, sou centrista, raramente faço solo.

Toquei muito tempo no Sob Medida, um grupo de samba, antes do Argumento.

E discos de que você participou? Muita coisa também. Deixa eu tentar lembrar algumas coisas importantes [ pensativo ]. Participei de um projeto, acho que era do Sesc, também com Israel. O que significou o Chorando Callado para você? Foi onde tudo começou mesmo. A gente começou a tocar e começou a surgir. Você considera que o grupo acabou? Tiago, a gente se fala pela internet, quando ele vem aqui a gente sai junto. Rola um pouco. Você toca na igreja também? É um projeto.

Eu acho muito sério. Eu vejo dessa forma. Cavaquinho e bandolim, os dois têm a mesma importância no teu fazer musical? Você tem preferência por algum? Cavaquinho me acompanha mais, pelo fato de estar tocando samba todo o tempo, mas o bandolim também é importante, me abriu muitas portas. Eu e Robertinho somos grandes amigos, estamos o tempo todo nos falamos. Ele me empresta coisas.

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Você gosta de produzir? Arranjar e produzir eu gosto, eu me sinto bem. Quando eu faço um arranjo, que tu pega e vai escutar, eu acho legal. Quero me qualificar para fazer mais isso. Pra você o que é o choro? É superimportante. Você tem acompanhado o desenvolvimento do choro no Brasil hoje, os novos nomes? Tem muita gente fazendo coisas. Tem muita gente fazendo som, os meninos do Saracotia em Recife fazendo um som bem legal.

Tem muita gente se movimentando. Eu gosto de valorizar a essência do choro. O choro aqui, naquela época em que a gente começou, estava bem forte, a gente empurrou, empurrou e começou a acontecer. Tem muita gente tocando choro, na UFMA. É isso mesmo. Eu acho que isso depende muito da gente mesmo. Eu lembro que a gente tocava na Cohab, em um bar, eu nem sabia que saía isso em jornal. Mas, elegante, dispôs-se a pagar a despesa dos chororrepórteres.

Você morava no Centro? No Centro, se você considerar a Vila Passos. Por falar na tua infância: como era o ambiente musical em tua família?

Muita gente, principalmente instrumentistas, só gosta daquilo que é complexo. Eu sou um cara que gosta de Kenny G, o pessoal detesta. Você fala que começou a, com 10 anos, fazer uma bateria, uma coisa meio instintiva. Teve algum professor? Tem umas histórias depois disso. Inclusive eu toquei clarinete por algum tempo.

Inclusive na formatura do ano, desfilei na banda tocando clarinete. Depois, meu próprio ouvido me traiu. Quando chegou aqui o primeiro disco de [ o saxofonista soprano ] Saraiva, foi uma febre, tocava em todos os lugares. Tua família incentivou, na medida em que te deu presentes. Pagando professor, um sargento reformado da polícia. Depois teve um outro professor, Pedro Grombell. Depois cheguei a tocar, eles organizavam ladainhas.

Ele foi meu mestre, tocava violino e eu tocava clarinete com ele. Desse grupo que você falou, havia um nome? Saíamos sexta-feira. Éramos perdidos. Hoje eu sou um cara direito [ risos ]. Você falou dos brinquedos de bateria, depois do clarinete. Na linha do Tonga Trio? Eu, Mascote, os filhos de Mascote. Mascote é muito falado por todo mundo.

Através dele, inclusive, é que conheci outros vocalistas aqui. Nós fizemos o Samba Cinco, um grupo vocal instrumental.

Fazíamos vocal com quatro vozes. Essa história do vocal, que vocês fizeram aqui e fizeram sucesso, pelo que nos disseram. Isso era em que ano? Anos , começo de Tinha [ o colunista social ] Evaldo Melo, onde a gente tocava ele estava fotografando. Sim, eu te falei do Samba Cinco, que era um grupo vocal com quatro vozes, difícil. Foi aí que eu comecei a tocar timba. No Tira-Teima, eu tocava timba.

Essa timba, tinha uma resistência. Ele achava que a timba era uma marca da gente. Quem te ensinou a tocar pandeiro? Aprendi sozinho. A princípio pegava um livro, comecei a fazer os movimentos. Eu queria aprender pandeiro, mas aprender corretamente. Depois internet. Hoje eu toco pandeiro por que fui assistindo vídeos, procurando vídeos, grandes pandeiristas, Jorginho do Pandeiro, mas eu tenho outras referências.

Tem um cara que eu admiro demais, o Léo Ribeiro. Léo Ribeiro é um cara novo ainda. Você lembra em que ano entrou no Tira-Teima?

Como pintou o convite?

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Nós tocamos por muitos anos, fazendo principalmente restaurantes. É boa. Às vezes é preciso, facilita. Eu me atrevo a fazer arranjo. Eu sou perseverante, quando eu quero fazer uma coisa, eu luto, luto, e consegui.

E o canto? É outra coisa. Antes eu quero dizer o seguinte: atualmente, todo mundo que tem algum sentimento musical pode cantar. Qualquer pessoa. Fala a verdade! Em casa, no banheiro, em farras. Cantar hoje você aprende. Eu tou vendo esses atores e atrizes globais, de vez em quando partindo pra cantar e cantando bem. Eu, pelo fato de ter trabalhado muito, forçando, fazendo vocal sem nenhuma técnica, fumando, bebendo, eu perdi.

Das vezes em que te vi cantando no Clube do Choro [ Recebe ] gostei do resultado. É algo que você faz pouco. Olha, eu tenho uma autocrítica. Além disso, ainda tem o negócio de decorar letra, como é que eu vou cantar todo tempo com uma coisa na minha frente? Se um vento der, eu perco?

Eu gosto de tudo o que é bom. Gosto de tudo o que me agrada. Encontro coisas que me agradam em todos os segmentos. Quem lida com choro, o primeiro nome que vem à cabeça é o de Pixinguinha. Jacob do Bandolim. O que eu acho é o seguinte: Brasília tem um movimento muito forte nesse mundo do choro. Você vê um Hamilton de Holanda [ bandolinista ], um cara desses.

Compra de discos? Eu gosto, mas parece que parou. É todo autoral? Entre instrumentais e cantadas? Que recado você deixaria para os chorões, os mais novos e os mais velhos? Se você repetir, você aprende. Nascido em 11 de abril de na Maternidade Benedito Leite e criado por perto do primeiro, o percussionista até hoje mora no Conjunto Radional. Como era a vivência musical na tua casa, na tua infância?

Ele comprava discos? Comprava discos, cds, k7s. Até hoje eu guardo, tenho comigo. Que outras vivências musicais você tinha? Mas eles tocavam instrumentos? Também teve aquela influência da escola. Por volta de 14 anos de idade comecei a me interessar por tocar. A gente foi, digamos assim, beber da fonte. Eu quero aprender, eu vou na Madre Deus, naquela época era assim, os melhores percussionistas tocavam na Madre Deus. Peguei minha mochila e fui com ela.

Fiz o teste e fiquei.

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Por volta de , 95, por aí assim. Na época eu fazia assim: eu tive influências também, depois, de canto coral. E paralelamente, na escola, eu fazia esportes. No começo foi difícil. Quando você cita o falecimento de seu pai, ele era o mais radicalmente contra? Ele era a favor de tudo. Eu tocava com o Barrica. Todos os instrumentos de ritmo regional.

Eu entrei pra tocar no Bicho Terra. Era só gente do meio. Eu entrei em , com 15, 16 anos. Pra estudar cavaquinho. Estudei, toquei cavaquinho durante uns quatro anos. Saquei o dinheiro e comprei meu primeiro cavaquinho, meu primeiro instrumento. Aí mudei de curso. Tinha essa coisa dessas influências do samba, e eu misturava essa coisa do samba com os ritmos regionais. Até no Barrica. Eu fui da primeira turma. Acho que , Nem terminou o curso de cavaquinho?

Paralelamente eu fazia os dois. Na Escola era Jeca, meu professor. Você disse que passou uns 15 anos no Barrica.

A que se deveu? A eu me profissionalizar mesmo. No sentido de que o Barrica é um espaço amador?

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Hoje eu tenho outros trabalhos paralelos, mas eu consigo. Eu tenho minha carreira acadêmica. Estou pensando em dar aulas em faculdade.

É o que eu sempre digo: tu quer viver bem ou tu quer sobreviver? Viver bem, bem, é difícil. Talvez se eu fosse pra fora. Zé Pretinho, um cara bom pra poxa. E outros, os grandes mestres. Fora também o estilo de tocar de pandeiro diferente aqui, do pessoal do Fuzileiros da Fuzarca [ bloco carnavalesco da Madre Deus ]. Em que instrumento você se sente mais à vontade? Os instrumentos daqui, o pandeiro de couro, que eu estudei mais, e os instrumentos também de samba, que vem do tempo em que eu tocava cavaquinho.

Quais seriam esses instrumentos maranhenses? Mas como integrante? Toquei em grupos de samba: toquei no Retoque, desde a época do cavaquinho eu tirava mais festa. Ou eu escolhia um ou outro. E grupo de choro? Choro foi o seguinte: quando eu entrei na Escola eu vi o [ Instrumental ] Pixinguinha tocando e eu sempre me interessei.

Aí eu vi aquilo e disse: vou aprender isso aí. Comecei a estudar e o primeiro grupo de choro, formado, bonitinho, foi o Chorando Calado. Depois Jordani saiu, ficamos só nós quatro. Qual a importância do Chorando Calado pra você? A gente é uma família, nós quatro. Hoje quando a gente se junta, é só olhar um pro outro. Mas o Chorando Calado nunca mais fez apresentações como Chorando Calado.

Até por que teve a história do Clube do Choro [ Recebe ] dar um tempo. Eu tenho esperança que volte, foi uma escola pra gente na época.

Um projeto de suma importância, na época era o nosso palco. Ali que a gente começou a fazer nosso trabalho, a ter novidades no repertório. Fora o Chorando Calado, você integrou outros grupos de choro?

Outra influência de que lembrei agora, que eu tive na infância, bastante grande, foi a Casinha da Roça. Eu cresci naquilo ali. É possível fazer esse encontro? Você acha interessante? É o que tu chega, é o que tu mostra, e o pessoal fica de boca aberta. Cabe no choro? É uma célula a mais. Meu set up tem um monte de instrumentos de fora, mas tem os instrumentos daqui pelo meio.

O Barrica, pra mim, foi uma escola. O que é o choro para você? Tanto quanto é o bumba boi é uma influência musical muito grande. Até meus amigos dizem que quando vai pro lado do choro eu sou meio ranzinza. Eu me considero. Eu escuto tudo, os tradicionais, os modernos. É essa linha que eu gosto mesmo de escutar, de sentar pra escutar.

O que significou para você? Você vê o quanto o trabalho do maranhense é esquecido. Ali eram só composições antigas, só que totalmente atuais. Pessoas com quem eu nem sonhava tocar. Bandolinista, cavaquinhista, violonista, violinista. O pai construiu a maioria das casas do povoado e outros adjacentes, por onde andava, entre o boi e a carpintaria.

Durante a conversa, tocou Elegante , choro de sua autoria, gravado em Choros Maranhenses , disco de seu grupo que registra o que entrega o título, e Flor Amorosa , de Joaquim Callado. Eu adorava ver esses senhores tocando! Daí eu comecei esse gosto musical. Você se lembra de estar inserido nessas festas a partir de que idade? Acho que 12, 13, 15 anos.

Como era a vivência musical em casa? Eram dois, três dias pra chegar aqui, principalmente no inverno. E o impacto com a cidade? As your browser speaks English, would you like to change your language to English? Or see other languages. Ver todas as faixas. Adicionar evento Ver todos os eventos. Adicionar imagem. Assine agora. Ver todas as faixas populares. Ver todos os recursos. Carregando o player Scrobble do Spotify?