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Uma foi morar na cidade e a outra foi morar numa fazenda invadida pelo Movimento dos Sem-Terra. Memória e identidade. Coisas ditas. Poderia viver o resto da minha vida aqui, lembrando de meu E foram simbora e a gente ficou trabalhando. Algumas vieram do estado vizinho, Pernambuco, do qual Alagoas foi território até — o que explica o fluxo de migrantes instituído entre esses dois estados até hoje. Marcadores: Coletênea Reggae Alagoas , Downloads. O escravismo colonial. Ele é sobrinho da mulher dona Dilu. Niterói,

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Entonse, antes da gente sair pra procurar outra morada eu resolvi subir. Uma terra que era boa, mas coberta de mata, onde ninguém morava. Isso era tudo desabitado, tudo era mata, né. E voltei e falei pro meu pai. Morador de fora. Dizendo que a gente tava enricando na Serra da Barriga e Aí pai foi. E foi dada a renda todo mês de janeiro. E continuamos a vida aqui, em paz, graças a Deus. E cerca de quatro ou cinco anos depois da estrada funcionando: - Era uma tal de visita, visita, visitantes e tudo mais E seu Clemente viu o engenheiro e seus homens medirem a terra cortando por dentro das lavouras, das fazendas e sítios.

E foram simbora e a gente ficou trabalhando. Ele veio pessoalmente, subiu a Serra. Nunca tinha vindo! Apareceu aí mais os empregado dele, tudo à cavalo. Aí ninguém pagou mais nada. Acabou-se, assim, o tempo do fôro, que durou 20 anos. Segundo Damatta , p. Porque ele saiu e foi embora, né. Mas ficou o rapaz que apanhou a morada no lugar dele. Ele é sobrinho da mulher dona Dilu. Ele morava com os pais, num trecho mais em cima do parque, chamado Cabeceira da Serra, nas terras que eram de Geraldo Pontes, e que agora pertencem à Usina Laginha.

Conta seu Clemente que Seu Carlito, que morava na cidade, conheceu dona Mirian porque sempre ia à Serra da Barriga visitar a tia, dona Dilu. Ele chegou desse modo. Eles autorizaram, basta eles querer.

E tinha a família dele. Onde ia ficar? Aí ele fez aquela morada ali, ainda xingaram um pouco e tal, mas num teve jeito. Ele fez a morada. Aquela de Pedrinho fizeram quase, quase que nem essa, sem eles querer. Eles num queriam mais que fizesse, mas quase no fim aceitaram, né.

Carlito trabalhava. Era porque nesse tempo eles queriam ir embora, né, da morada. Esse Carlito mermo, quer dizer que ele chegou pra morar aqui depois de dona Judite e seu Lindoval O compadre Salu era Ficaram no lugar dela, mas sendo mais novo.

A sogra de seu Salu e de seu Carlito, dona Carminha, chegou na Serra da Barriga, por sua vez, através de uma parente que indicou a morada como boa. O marido veio e gostou da terra. No tempo quase, vamo dizer assim, que tinha gente que chegava aí antes da reforma, depois da gente, se acumulava aí num canto, quase que eu nem pensava tava tudo fincado ali Era gente que vinha procurando terra pra ficar Seu Joaquim Fulô abandou a mulher sozinha no sítio.

Foi assim que ficamos tudo conhecido. A terra que Seu Porfírio vendeu à dona Carminha e o ao seu marido, pais de dona Catarina e dona Mirian, começou a ser trabalhada durante o processo de tombamento da Serra da Barriga por uma negociata feita entre o pai de seu Clemente e o prefeito da época, Afrânio Vergeti.

Aí eles [o pai e mais os três filhos, É comum entre os moradores usarem o termo moreno para se referirem a pessoas negras.

E logo voltou. Isso se deu em meados dos anos Foi assim que dona Jane justificou sua chegada na Serra da Barriga. Eu morava em Maceió, no Clima Bom. Aí ele trabalhando sempre fazia bico, cavava um metro de fossa, cinco metro. Às vezes passava quinze dias sem receber. Aí foi cavando uma fossa que ele conheceu o dono daqui, é daqui, da Serra da Barriga [da terra onde fizeram morada]. Aí conversaram.

Primeiro conversaram com Seu Tonho. Depois com seu Zeca. E a torna foi coisinha pouca. Aí eu vim olhar e me agradei. Por aqui por arredor da casa tudinho até metade do parque era lavoura. Seu Lindoval quando ouvia isso pensava na troca que fez e chorava muito. Mas todos diziam que essa era uma história muito velha e que ninguém nunca ia sair dali.

Nesse mesmo ano a energia foi individualizada e os moradores do parque passaram a pagar cada um sua taxa de consumo. Cinco vieram pequenos, com idade variando entre 7 e 3 meses. Aí ela foi arrumou esse marido dela, vai fazer Aí foram morar na cidade. E o comer? Mas graças a Deus ninguém passa fome. Aí pronto, aí na casa do pai dele ela num quer, porque é uma grota muito funda, muito feia e num pode fazer nem um barraquinho Anos depois foi que o governo arrumou e fez uma de tijolo e areia, como as que moram dona Rita, seu Clemente e seu Zezinho.

Essa, sim, seria uma casa resistente. Seu Lindoval trabalhou muito em Maceió para conseguir isso. E num misto de saudosismo e arrependimento ela se lembrou da antiga casa na periferia de Maceió. Inclusive a que ele vendeu [em Maceió] fizeram primeiro andar.

A mata só na entrada do parque mesmo. Aí eles começaro a apertar, num podia trabalhar. Aí eles quiseram assim, porque a gente trabalhava um ano e deixava dois anos sem trabalhar para a terra descansar, porque só tinha aquela.

Modo foi onde eles oprimiram mesmo. Mas antes, onde você quisesse botar roçado você botava. Por aqui abaixo isso tudo era roçado. O governo diz, e muitos da comunidade acreditam, que isso acontece por causa do desmatamento.

Por isso ela e Seu Lindoval trabalhavam muito, o dia todo. Num iam trabalhar, iam pra casa de amiga. E ninguém tinha família Adolescente tudo sem juízo Porque aqui num tinha divertimento pra elas. Porque esse povo quer conhecer o mundo, aí A frase significa que as meninas esqueciam das responsabilidades com a própria família. Eram apenas dois vigias e uma pessoa para limpar contratados pela Prefeitura.

Na segunda reforma, entre e , a FCP contratou a All Serve e mais seis guardas e seis agentes de limpeza, revogando todos os contratos anteriores. Foi assim que ele fez. Aí ele foi, aí eles botaram eu na limpeza e mais cinco, juntamente com dona Ester Porque a gente trabalhava na terra porque a gente plantava macaxeira e vendia. Vendia uma mercadoria e comprava outra Silenciou por alguns minutos, os olhos fixos no horizonte. De repente, soltando um largo sorriso entrecortado por gargalhadas, dona Jane me disse: - Minhas lembranças é disso aí que eu falei, que a gente trabalhava, tudo alegre, tudo unido.

Inda inventei de criar umas cabrinhas, mas num deu certo. As galinhas botava a comida bem cedo. E era tudo mais farto. As galinhas só viviam mermo no mundo e eu num criava. Eu criava, porque eu trouxe um monte, eu trouxe um bocado de galinha da cidade Mas o Zezinho tinha aí um barzinho, né, um negocinho de vender Até as crianças podiam ganhar um trocado. Se tivesse uma florzinha dava aos turistas. Elas ganhavam cinquenta, quarenta reais toda semana, toda semana Só que a gente proibia, num era legal, era pra deixar os turistas tranquilo, mas menino é teimoso, menino quando ver dinheiro se amostra.

Às vezes se juntava com os meninos de Dona Carminha, a finada. Pegava briga, porque uma ganhava dois reais e num dividia, aí pegava briga.

Oia, pense na Era bom na época e ao mermo tempo era ruim, por causa que menino briga demais. As Ajudar o pai nos negócios, nas atividades da rua, é responsabilidade dada aos rapazes, a fim de que aprendam a organizar uma casa e um sítio.

Iam pra escola, mas num iam. Foi aí que ela me contou que frequentava a Assembléia de Deus, desde , antes de ir morar na Serra da Barriga. Seu Lindoval e os filhos também, mesmo os que hoje moram fora.

Olhos Verdes

O Lindo também, um ano depois. Os meninos todinhos nasceram no Evangelho. Ensinei tudo a eles, o que aprendi ensinei tudo a eles. Isso que eu aprendi eu ensinava e eles ouviam. A gente tem cuidado nisso.

E isso eu ensinei a eles, mas eles num deram ouvido. Primero se prostituíram, dançaram, farraram. Tudo é desobediência pra quem num obedece a Deus. E se refazendo das tristes reflexões, se recompôs voltando o olhar aos céus e me falando da vizinhança.

A vizinhança é boa, graças a Deus. Dona Dilu é uma pessoa muito boa. Trazia, trazia assim uma coisa que eu num tinha, uma banana, um Porque banana a gente veio ter banana logo no início. E também dos outros num tenho o que dizer, né. Num tenho o que dizer de jeito nenhum. Com o pessoal que fica mais próximo. O elemento relacional é principalmente forjado pelos laços de compadrio parentesco ritual, constituído , parentesco consanguíneo e por afinidade, através do casamento, mas também pela espacialidade das casas.

Para as famílias evangélicas a igreja é o principal espaço de sociabilidade. Para os que moram no topo da Serra, no parque, existem alguns locais de sociabilidade privilegiados como a varanda da casa de dona Jane, que é larga, extensa e com bastantes bancos e cadeiras, onde se é possível recostar para um bom papo.

Como apenas 3 moradores dos 14 possuem transporte Pedrinho, Zezinho e Neto é possível sempre encontrar alguém perambulando por ali, para ver se arranja uma carona para a cidade ou para casa. A feira é especialmente o momento e espaço de encontrar os vizinhos e compadres distantes.

Depois a descida até a parada onde passam os transportes que levam até a cidade: kombis, caravans e caminhões - o primeiro momento dos encontros - ou a carona de um vizinho que tenha carro, como seu Zezinho e Pedrinho. O retorno nos mesmos transportes também permite novos encontros. Tendo assumido seu Janio e Wanderson, seu filho, morador do sítio Recanto. Ela sabia que a terra era boa, por isso marcou ela. É tudo trabalho deles, contou-me seu Lindoval sobre uma parte da estrada tomada em grande parte pelo mato rasteiro.

Trechos de terra das propriedades desses 4 fazendeiros constituíram o território camponês tombado na Serra da Barriga. As terras que possui foram herdadas por ela e o marido com a morte do pai.

O lado bom da mudança do filho, embora ela o quisesse ali pertinho, foi que ganhou dos sogros dele, moradores desse sítio, um espaço para plantar umas roças de milho, onde trabalha todo dia com o marido. A compra da posse também foi a forma pela qual chegaram seu Zuzu e o filho Neto e seu Laurindo e os filhos. Eu vou me prestar a sair de minha casa pra pegar o que é dos outro.

O círculo situado à esquerda do desenho, entrecortado pela linha da estrada e cercado de roças, é a parte alta e plana da Serra da Barriga, fundado como morada pela família de Seu Clemente e local onde foi construído o Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

Para os moradores que residem dentro do parque a energia provinha das suas instalações, sem que pagassem nada por ela. Isso era feito com custo mínimo para os moradores. Por causa dos constrangimentos a respeito do uso da bomba da FCP, os moradores resolveram baixar uma outra, que ficava sob sua responsabilidade. No caso dos Nuer o tempo também leva a espaços distintos, aldeia e acampamento, ora é tempo de um, ora é tempo de outro.

Lugar de negro é em todo lugar. Acesso em janeiro de Eu acho que a gente ia até por ali. Muito mato, muito mato, muito mosquito, mutuca, as abelhas mordiam a gente. Aí fui crescendo e assim vinha muito esporadicamente, geralmente a gente vinha mais na madrugada. Zumbi dos Palmares, história de Serra da Barriga?! Ninguém sabia de nada, num se falava do guerreiro, se falava nas escolas, sutilmente, minha filha. Coisa de nêgo num se falava dessa forma, como hoje você vai fazer um doutorado sobre o quilombo.

Ousadia, né. No passado nunca houve isso. A gente sabe que é um direito, mas assim, quem era besta pensar sobre isso, quem ia estudar sobre nêgo rebelde, minha filha? Por isso os moradores da época se referem à chegada das pessoas, de visitantes, falando em tombamento e em Zumbi dos Palmares somente por volta de Era Ossanhe, era Florzinha, era Caboclo, entendeu?

A gente vinha fazer trabalho mesmo na mata. Sempre foi um lugar sagrado, de muita força, muita energia, entendeu? E nunca, nunca vai deixar de ser, minha filha. P — Mas, a senhora se referiu ao que acontece depois do A gente vai lançar MN — Vinham muitos grupos de fora. Ano passado vieram todos de Recife.

P — A senhora lembra como foi que começou essa ideia de reconhecer a Serra como um espaço do negro? Na época era o professor Zezito, era Betinho, era a Vanda Menezes, entendeu? E o incentivo das casas religiosas também. Entretanto, o uso no singular - Movimento Negro - é, segundo Lélia Gonzales, exatamente aquilo que o diferencia de todos os outros movimentos; ou seja, a sua especificidade.

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Em foi transformada em partido político e Acabaria fechada, cerca de um ano depois, e juntamente com os demais partidos, pelo golpe do Estado Novo. Ambos, permeiam o cabedal de símbolos e personalidades representantes da luta do Movimento Negro.

Nos Solidarizamos: a com toda e qualquer luta reinvidicativa dos setores populares da sociedade brasileira que vise a real conquista de seus direitos políticos, econômicos e sociais;b com a luta internacional contra o racismo. Por uma autêntica democracia racial! SILVA, E na bibliografia dele aparecia o livro Quilombo dos Palmares.

O quilombo dos Palmares. As guerras nos Palmares subsídios para sua história. As camadas médias tiveram acesso ainda aos novos empregos gerados pelas multinacionais que aqui se instalaram e aos cargos na burocracia governamental.

Foi a fase da tecnocracia, do planejamento centralizado GOHN, , p. Ela ia fazer a Gabriela, do Jorge Amado. Ela era uma atriz que, na época, era muito respeitada. Estava tudo certo para ela fazer o papel na Globo. Aí chamaram a Sônia Braga, que teve que tomar quantidades de banhos de luz para escurecer um pouco a pele para entrar como negra na novela.

Isso foi um escândalo na época, no meio negro. Era um movimento político, que revolucionou aquela cidade e o estado como um todo Zezito é um companheiro de luta que foi diretor do Neab toda a vida.

A esse respeito Maria da Glória Gohn explica que A partir de , com a crise internacional do petróleo, o chamado "milagre brasileiro" entra em crise. A resistência ao regime militar começa a se articular.

Os movimentos sociais emergem das cinzas. Em , quando foi criado o Ministério da Cultura MinC , o primeiro titular da pasta criou a Assessoria de Cultura Afro-Brasileira, coordenada por um ativista ligado ao Movimento Negro.

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A Assessoria atuava em sintonia com as agremiações negras, com as universidades, com os governos estaduais. Procurava ser o agente catali- sador das aspirações culturais e sociopolíticas afro-brasileiras.

Tais fatos só aumentaram a credibilidade e o poder político do Movimento Negro na arena política brasileira. E quando o Conselho foi esvaziado, a gente estava fazendo um trabalho com os sindicatos que a gente achava que era importante, as pessoas diziam que era importante.

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Outro importante marco desse período foi a luta pelas ações afirmativas para negros no Brasil, que só vai se efetivar no início dos anos Reconhecendo e honrando o valor do feito palmarino, o ato se traduz como uma releitura de nossa História, agora vista desde a perspectiva dos dominados.

O gesto pioneiro de , e outros dos anos seguintes, ajudaram a fixar na memória nacional a data de 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra. Atas do Conselho do Memorial Zumbi. Fazer respeitar as religiões afro- brasileiras. Isso que facilitou o intercâmbio. Como é que nós íamos intercambiar as informações? E para nós era importante, porque cada intelectual negro que vinha de fora para participar dos nossos cursos, das nossas reuniões, a comunidade participava, a universidade, os estudantes participavam.

A gente tinha muitas trocas. O Ilê Aiyê era muito parceiro, Vovô sempre foi muito parceiro. E a gente tinha uma coisa chamada Encontro de Negros do Norte-Nordeste todos os anos. Foi por meio destes debates que se determinou, pelas diversas entidades do Movimento Negro no país, no ano de , levar oficialmente ao SPHAN o pedido de tombamento da Serra da Barriga. Nessa perspectiva, um museu ou lugar de memórias é também um campo de poder, um elemento integrante das lutas políticas e ideológicas.

Ele é ativado visando, de alguma forma, ao controle do passado e, portanto, do presente. Assim, monumentos, museus dentre outros objetos da memória social, juntamente com esses intelectuais e artistas, atuavam como elaboradores de estratégias político-pedagógicos promotoras das mudanças sociais acenadas.

É nele que as sociedades definem suas identidades e objetivos, definem seus inimigos, organizam seu passado, presente e futuro CHAGAS, , p. O que se vê como passado é, na verdade, um signo de uso social e cultural que tem seu significado modificado de acordo com as novas referências da sociedade, com os interesses coletivos e individuais, com a vontade de quem o re cria.

Assim, um lugar de memória institucionalizado é também um lugar de esquecimento. De acordo com Gonçalves o patrimônio deve ser entendido como mediador entre mortos e vivos, deuses e homens, nacional e estrangeiro, negros, brancos, índios, podendo ser interpretado como um fato social total, na perspectiva de Mauss. Também podem ser considerado como formas culturais de grande poder simbólico, devido às convenções que lhe originam.

O pedido de tombamento da Serra da Barriga foi acompanhado por documentos contendo assinaturas de diversos setores da sociedade civil — contabilizando ao todo - e cartas de apoio de instituições culturais, de pesquisa e lideranças de outros movimentos sociais apresentando sua solidariedade, mobilizando meios e recursos para pressionar o SPHAN. O caso do tombamento de Casa Branca poderia ser analisado como um drama social nos termos de Victor Turner Independentemente de aspectos técnicos e legais, o que estava em jogo era, de fato, a simbologia associada ao Estado em suas relações com a sociedade civil.

Tratava-se de decidir o que poderia ser valorizado e consagrado através da política de tombamento. Esse esclarecimento de Gilberto Velho, à época integrante do SPHAN e relator do processo do tombamento do Terreiro Casa Branca é bastante elucidativo sobre as condições vividas naquele momento político.

O museu foi implantado em 6 fases — de a , quando foi novamente reinaugurado. E é sobre ele que me debruçarei a seguir. Assim, as duas concepções expressam ideias que têm origem em raízes e posturas distintas. Sua vida depende e resulta disso. Essa é a forma de relacionar-se com ela.

O curioso, como coloca Mark Dowie , p. Importância dada à unidade familiar, doméstica ou comunal e às relações de parentesco ou de compadrio para o exercício das atividades econômicas, sociais e culturais; h. Importância de mito e rituais associados à caça, à pesca e a atividades extrativistas; i. A tecnologia utilizada é relativamente simples, de impacto limitado sobre o meio ambiente. Fraco poder político, que em geral reside com os grupos de poder dos centros urbanos; e k.

Este é o caso da Serra da Barriga, que se torna repositório de cultura e natureza. O discurso do patrimônio natural aponta tanto para a possibilidade do desaparecimento da natureza quanto para a permanência dela. Ou seja, a natureza funcionaria como base material, espaço- testemunho do fato acontecido.

Funari sustenta que a ideia de que o estudo das fontes materiais de grupos subalternos permite um acesso mais amplo aos grupos sociais pouco representados no registro escrito. Em , devido à falta de estudos sobre a resistência escrava em quilombos nas Américas, Pedro Paulo Funari, historiador e arqueólogo brasileiro, reuniu um grupo de estudiosos para desenvolver o Projeto Arqueológico de Palmares Por estes resultados Charles Orser afirma haver uma ampla e complexa rede de relações, conflituosas ou harmoniosas, no antigo quilombo, entre palmarinos, colonizadores europeus, indígenas sul- americanos e africanos principalmente angolanos FROZZA, , p.

Pedro Funari , p. Em julho de iniciaram-se as atividades da primeira etapa, que consistiu em um levantamento de superfície juntamente com os registros e observações das informações obtidas de moradores da Serra da Barriga. Ao todo, foram pesquisados 14 sítios, dos quais foi coletada uma amostra representativa de materiais. Em geral, portanto, pode afirmar-se que os africanos, na América, passavam a forjar culturas especificamente americanas, diversas das africanas.

O arqueólogo americano ainda sugere que essa história difundida sobre Palmares foi baseada, principalmente, com o objetivo de se demonstrar elementos em comunidades tidas como africanas, no Novo Mundo, que poderiam ser relacionadas a antecedentes de culturas e sociedades africanas ALLEN, , p.

Consequentemente, ele acredita que a historiografia sobre o quilombo é afrocêntrica, enfatizando as contribuições africanas ao quilombo e o papel do escravo negro para a origem e desenvolvimento dessa comunidade. Para Allen, essa história epopeica de Palmares é o resultado de interpretações acadêmicas dos documentos escritos ligados a esse contexto. Ele é formado por uma paisagem natural inserida no bioma da Mata Atlântica e que foi acionada como palco de um acontecimento do século XVII.

Ora eram enaltecedoras dos feitos militares e dos ricos senhores, ora histórias de bravos e corajosos negros, companheiros fiéis dos portugueses e que moravam nas vastas, férteis e belas terras da mata interiorana CARVALHO, Mais que paisagem, ele é beleza, cantada e atestada por poetas e viajantes. No Parque Memorial Quilombo dos Palmares o turismo é mais expressivo no mês de novembro, mês da consciência negra é quando ocorrem as comemorações para o Dia Nacional da Consciência Negra, dia 20 de novembro, data de morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares, feriado estadual.

A visita ao lugar pode ser restrita ou pode ser estendida à caminhadas e cavalgadas pela mata, chamadas trilhas da liberdade, que levam da Serra da Barriga, na Zona da Mata, até Maceió, no Litoral alagoano, reconhecendo os lugares que os escravos fugidos percorriam.

O modo de vida e a arquitetura das casas dos moradores traz vivacidade ao parque. Um ou outro ainda consegue algum lucro vendendo lanches e fazendo bico de guias. Assim, a territorialidade vista como sentimento de pertencimento é reveladora de estratégias de luta pela terra de trabalho e de morada para os moradores da Serra e pelo lugar de origem para o Movimento Negro.

O que pode ser traduzido no que Carneiro , p. O trabalho, os saberes, as formas e locais de sociabilidade, solidariedade, reciprocidade e de lazer só fazem sentido se concebidos naquele recorte espacial. O termo conflito é utilizado geralmente para se referir a tensões entre diferentes grupos sociais. Ela é um lugar de camponeses que trabalham na lavoura para seu sustento. Nesse período muita coisa aconteceu. Explica Simmel , a esse respeito, que isso faz o indivíduo desaparecer e assumir um ponto de vista outro, uma postura individualista, quando tem seus direitos ameaçados.

Os moradores têm sua forma de conservar o ambiente, até porque eles conhecem os ciclos naturais que indicam quando plantar e quando colher, que indicam a fertilidade do solo e os limites da floresta. Isso leva a ver a terra como campo de poder e de conflito e, ao mesmo tempo, objeto de disputa, como também observou Jorge Calvimontes no Parque Estadual da Serra do Mar As situações sociais revelam as relações interdependentes em cada grupo e entre os grupos que atuam no território da Serra da Barriga.

A guarda, a princípio, era formada por homens do exército. Também foram contratadas pessoas para a limpeza, todos também daquelas redondezas.

Na mesma época aconteceu o enterro de Abdias Nascimento, um dos maiores líderes do Movimento Negro. E isso é algo que é bastante prezado nas interações entre moradores e representantes da FCP. Por este motivo, os moradores sempre buscam manter com ele relações harmoniosas. A Rita tem a terrinha ali, ela tem vinte e cinco cubos de terra, se tiver, no mirante ali.

Ele botou meio hectare. Botou dois pra o Neto, dois pra o Lauro, botou dez hectare pra Laurindo. O Negócio foi feio, Rosa. Botou detalhe de coisa que Brasília nunca ia saber, mas ele sabia. Aí quando eu pensei, Rosa, pelo amor de Deus. Eu fiquei com raiva dele [Diogo]. Eu disse tanta coisa a ele, que ele ficou um bocado de dia sem olhar na minha cara.

Eu fiquei doido, Rosa. Denunciante Diogo dos Santos Palmeira. Se num é o cara, por que saiu o nome do cara? Por isso os guardas inventam malfeitorias ou culpabilizam os moradores por tudo de errado que ali acontece, como os incêndios. Como é que o cabra vai botar fogo na casa que ele mora? Se a gente mora a aqui como é que vai botar fogo na Serra? Pra ser prejudicado?! Num pode, né. Como foi o caso do Pedrinho. Eu senti que ele ficou decepcionado.

Sendo filho dele, e eu tou de serviço nesse dia, aí eu tenho que barrar. Como é que eu fico nessa hora? Num vou me sentir bem. Eu posso virar as costas muito bem e mandar subir, mas eu num sei o momento. Pode ser que a empresa me despeça, mas é o momento. Waldeney e Cleiton afirmam que o trabalho é muito bom. E nada faz pelos moradores. Só tem um que pode cumprir, é o governo. Depende dele querer. Se ele quiser ele cumpre. Esse juízo sobre as pessoas do governo encontrei em todos os outros moradores.

Seu método de trabalho consistia em ir no parque uma vez por semana. Meu pai morreu aqui com quase cem anos e sempre dizia: - Mantenha a família aqui. Aqui é meu lugar, meu trabalho, rapaz. Trabalhar é bonito, faz parte da vida. O governo bem num sabe disso? Ele sabe disso. E o que é que tem a gente plantar? É um reflorestamento. Na parte da mata vamos guardar, na parte de plantar vamos trabalhar. Seu Zenon De direito inato do homem e de patrimônio: - A gente entende porque uma pessoa que nasceu e se criou numa terra tem suas benfeitorias.

Eu acho que por lei o governo deveria saber que qualquer um que vive na terra dele mermo tem o seu direito como ser humano. Ele tem seu direito de ter um patrimônio, deixar um lurgazinho pra minha filha, meu pezinho de lavora que eu planto aqui, entendeu?

Eu num queria saí daqui, porque aqui eu era livre. Eu nasci e me criei aqui. Poderia viver o resto da minha vida aqui, lembrando de meu Ai vai pra cidade pagar aluguel, trabalhar fora, mas num pode mais ajudar os pais no roço da terra. Agora morar numa terra que nem nós tamos morando aqui, que num se pode trabalhar, pra mim, isso é crime. Eles [o pessoal do governo] dizem que é crime o pai de família trabalhar pra se manter, pra manter sua família.

Crime é a gente morar num lugar, na terra e num poder trabalhar. Agora isso aí é crime! Seu Clemente Interessante destacar nesses relatos que os sentidos da terra e do trabalho como esteio da vida e alma do lugar, do indivíduo e da família, surgem claramente em meio às expressões negativas do impedimento ao trabalho.

É dessa perda do valor moral da terra que emerge o desastre da vida, o crime verdadeiro: o cativeiro Salu - Foram botando a gente dentro de um cerco, de um cerco, deixando nós que nem um cativo.

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Seu Clemente - Pra você vê, depois que pegaram nós e botaram nesse cativeiro. Pra você ter ideia, nós era o quê aqui? Nós era morador. Quando deu fé veio a polícia federal. Terra de governo e num sabia. Pois bem, e o povo somos cachorro pra chegar assim e chutar, é? Sabe por quê?

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Porque eu sobrevivo disso daqui Eu disse: - É um risco que a gente vai ter que correr. A gente vai esperar até quando?

A casa caindo por cima da gente. Ou você prefere que a gente desça essa mata aí e meta o machado aí pra cima derrubando toda madeira e todo passo de madeira normal?

A Maria Mas no que é meu eu num posso derrubar a mata, mas se for a minha capoeira, vou ter que derrubar. Tem que derrubar. Porque enquanto num tirarem a gente daí Que eu vô viver de quê?

Onde for arrancador tou trabalhando. Até um certos meio de terra. Mas porque eu tava cuidando do meu tio, mas agora por diante vô começar. Quando começar o inverno é que eu vou pegar aquela parte de papai pra cima. Num viu aquelas capoeira?

É arrancador. É Tudo arrancador. E num tem nada que vê comigo. Vive amarrado como um escravo. É um escravo. Cheguei em casa da rua o caibo tava quebrado. Eu vô esperar cair? Eu vô colocar. Tirou da onde? Tirei da mata. E eu vô deixar cair?

A casa é minha. Morreu e a casa caiu por riba dele. Eu plantei pra E como é que eu plantei e num tou sabendo que é pra arrancar? Porque eu plantei, eu mermo num vô arrancar. E é pra arrancar? Entonse quem vai arrancar é você. Achou que eu era malcriado. A terra me pertence que eu comprei e é pra trabalhar e eu tou trabalhando.

Eu quero saber qual é esse cara que vai me prender eu trabalhando. Agora se eu tiver roubando, pode me prender. Agora se eu tiver trabalhando pra eu me sustentar, sustentar minha família, eu vô preso? Eu vô meter a enxada roçadeira e beleza aí. Pode me prender. Eu tenho o maior prazer de ir preso. Agora só tem uma coisa, se eu for preso e me soltar e cair a realidade certa, porque eu tava trabalhando, e me soltar, aí depois quem me botou preso vai preso também. O seguinte é esse. Lula Pinto recebeu, mas num pago o povo.

Aí ficaram nesse chove num molha e o povo ficaram sem receber, sem ter pra onde ir. Pra onde vai sem receber? E nós só tamos aqui porque num recebemos nada. Um safado. Esse dos guarda. Porque aquela parte de cacho de bananeira que papai plantou. Papai tava ali embaixo ele chegou gritando. É uma coisa que num pode chegar na residência das pessoa é no grito.

É uma coisa que num pode. Levei uma carga bem cedo. Quando cheguei ele tinha chamado papai de safado. Agora se no dia tu me chamar de safado aí vai ser eu e tu. Ele num vai anda, porque eu sou capaz de tudo. Os outro vem comportadozinho comigo. Vem comportado, comigo. E ele trabalha aí. Neto Outros, no entanto insinuam passividade, utilizando apenas do silêncio, da aquiescência ou de uma ignorância fingida dos abusos vividos.

Porém, essa atitude oculta a resistência velada. Num conversa mais nisso, quando for o tempo de sair, sai. Quando num for, num sai. Nós somos crente, num somos bem visto nos olho de muita gente. Aí pronto, ela [a Maria, da FCP] veio aqui essa semana ninguém nem conversou, ninguém nem mais vai conversar com ela, deixa assim, deixa no querer dela, na responsabilidade dela. Porque o homem tem que ser temente a Deus. Tem quem tenha medo. Eu num tenho, que tenho fé em Deus. Pego, ajunto nas sacolas e boto tudo no lixo.

Dona Rita, moradora. Festa aqui também é muito bom, pra gente é bom demais. Sei do histórico que temo. Quando é nesse dia aqui ninguém toma providência de nada, o que eu tenho aí fica dando pra tudo. Eles só vêm e passa o dia aqui, um diazinho que é a festa.

Desapareceu tudo, galinha Veio autoridade, nesse ano veio tanta autoridade, tanta polícia que eu num sei de onde vieram tanta. Fizeram aquele meio de mundo. Mas só pra proteger, só segurança de quem tava na festa, deles. Cortavam, metiam o peito nas bananas, virava umas pra riba do outro, que ficou aquele maior estandarte de banana esbagaçada por esse meio de mundo a fora.

Foi uma coisa que só vendo, só quem viu mermo. Agora sem receber nada! O cabra desgosta e sai. Tudo bem. Eles pensam assim? Dez anos eu sei se eu tô viva?! Uns compartilhava, outros num coisavam. Tudo desunido. Fica assim! Porque se unindo consegue, mas um quer uma coisa, outro quer outra.

Como é que vai pra frente? É o caso da gente aqui. No entanto, a agência camponesa é muito bem percebida pelo governo e pelo Movimento Negro. A vistoria nos 8. Estamos mais próximos deles.

Eles conversam. Até porque todos os moradores, hoje, a gente conversa com eles. Ninguém tem raiva da gente, mas teve momentos na abordagem que eles ficaram com raiva.

Hoje ele é meu amigo e a gente conversa normal. Outros ainda permanecem; outros arrumam emprego de vigia, de segurança, de professor e assim vai. Vai pra outro estado e assim vai, né. A polícia federal veio e constatou desmatamento de todos os moradores. Nós guardas fizemos o relatório, foi isso. Todos os dias a gente tem um relatório feito aqui na base.

Pra ter certeza que teve desmatamento aqui ela mandou a polícia federal. E foi constatado que teve desmatamento, né. Mas jamais ele ia denunciar o pessoal da Serra da Barriga. Por quê? Os turistas que chegam aqui na Serra da Barriga Eu fiquei, assim, com vergonha, né.

Porque os filhos deles [moradores] fazem necessidades no caminho. Fica difícil. Aqui uso especialmente porque estava no posto da guarda-florestal, abaixo 4km do platô. Antes de entrar em casa ainda teve que tomar banho, porque estava toda enlameada. No dia seguinte a febre aumentou e teve que pagar um carro para ir para o posto médico na cidade.

Antonio, que também é guarda desabafou: - Hoje eu vejo que se você tirar os moradores vai ficar só mata, com o parque, tudo bonitinho, tudo bem. Agora tem aqueles moradores que extrapolam. Isso nunca. É difícil, mas é possível. Se pra nós é difícil e conseguimos, falta ao governo querer tentar com eles. Se estiver correto, é isso que informa o que deve ser lido como suposta passividade, ou, na outra ponta, como resistência.

E a honra mora justo quando isso acontece. Resistir, portanto, tem muitas acepções. Nessa perspectiva, torna-se primordial o olhar sobre o lugar a partir do qual os indivíduos se definem e definem os outros. Assim, o campesinato foi um dos grande pilares para que o Quilombo dos Palmares ficasse por tanto tempo quase um século erigido no meio da Mata Atlântica. O poder político conquistado pelo Movimento Negro emerge aí com força, com tendência a ser considerado absoluto. Se assim, a terra, lugar de trabalho e morada da vida do camponês, é também seu lugar de memória.

Em alguns casos chega-se a dizer que existe racismo contra gordo ou homossexual. A guerra é um negócio comercial gigantesco e toda a perspectiva deve ter isto em conta.

Para isso, é preciso destruir os seus sistemas de referência. O panorama social é desestruturado, os valores ridicularizados, esmagados, esvaziados. Mas pode ser apropriado para fins pedagogicos. O desafio é imenso, ma existem ferramentas abundantes para oferecermos subsídios para um debate frutífero. Talvez seja esta a principal mensagem que a Lei Tags: adinkra , africa , africana , africanidade , astronomia , carlos moore , civilizaçao , civilizações africanas , desenvolvimento tecnologico , dogon , egito , fanon , fractais africanos , fraktais , geometria , hegel , humanidade , imothep , introduçao ao estudo das civilizaçoes africanas , ioga , kemetic yoga , mali , medicina , olmecas , oralidade , sankofa , sengor , steve biko , tecnologia africana , timbuktu , tumbuktu.

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