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O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e. Alguém tem o livro O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini em PDF. Show trimmed Link para baixar 3deko.info pipas-khaled-hosseini-em-epub-mobi-e-pdf/. Show trimmed. Download-livro-O-Cacador-De-Pipas-Khaled-Hosseini-em-Epub-mobi-e-PDF Crie um website ou blog gratuito no 3deko.info Publicar.

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O Buraco na Parede — Rubem Fonseca. O Cemiterio — Stephen King. Por um instante, estive a ponto de falar mesmo. Personagens femininas e violência de gênero em Game of Thrones. A Hora mais Sombria - Meg Cabot. Zorro — O comeco da lenda — Isabel Allende. O Japao — Aluísio Azevedo. Alguém anunciou que tinha começado uma briga dois quarteirões adiante. Demônios - Aluísio Azevedo. Day Watch — Sergei Lukyanenko. Diarios do Vampiro — O Despertar — L. Fazenda Modelo — Chico Buarque de Holanda. Denis Leonardo. Clarke - Encontro com Rama. José Saramago — O Homem duplicado. Voltamos correndo para casa e vimos todos os convidados de pé no quintal, olhando para o céu.

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Omar era um sujeito bem legal. Tínhamos sido colegas na terceira série e, certa vez, ele me deu uma caneta-tinteiro, daquele tipo que a gente recarrega com um cartucho. Você viu Hassan? Fiz que sim com a cabeça. Omar a pegou, fazendo-a quicar para cima e para baixo. Quero dizer, com aqueles olhinhos apertados, como é que pode ver alguma coisa?

Omar o ignorou. Sem se virar, Omar apontou para o sudoeste com o polegar. No entanto, hoje à noite ele ia deixar de fazer as suas orações, e por minha causa. O bazaar estava ficando vazio bem depressa, com os mercadores encerrando os negócios do dia. Parei em uma tenda que vendia frutas secas, descrevi Hassan para um velho mercador que estava pondo caixotes de pinhões e uvas passas no lombo de uma mula e usava um turbante azul-claro.

Ele parou o que fazia para me olhar por um bom momento e só depois me respondeu. Ele me olhou dos pés à cabeça. O velho ergueu as sobrancelhas grisalhas. Ele apoiou o braço no lombo da mula e apontou para o sul. Uma pipa azul. Grande Hassan. O bom, velho e leal Hassan. Cumpriu a promessa e pegou aquela pipa para mim.

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Todos vestidos assim como você. Talvez os olhos do velho mercador o houvessem traído. Acontece que ele tinha visto a pipa azul. Metia a cabeça em cada ruela, em cada tenda. Nem sinal de Hassan. Cheguei a uma rua deserta e lamacenta, perpendicular ao fim da avenida que passava bem no meio do bazaar.

Dobrei a esquina da ruela esburacada e fui seguindo o som das vozes. De um dos lados da estreita passagem havia um barranco cheio de neve, onde, na primavera, talvez corresse um riacho. Voltei a ouvir aquelas vozes, agora mais altas, vindo de um desses corredores. Fui me esgueirando até a entrada. No final do beco sem saída, vi Hassan em uma pose desafiadora: punhos cerrados, pernas ligeiramente afastadas.

Wali estava parado de um lado, Kamal, do outro, e, no meio, Assef. Senti o corpo todo se contrair e alguma coisa gelada escorreu pelas minhas costas. Assef parecia relaxado, confiante. Os dois outros, nervosos, trocavam constantemente o pé de apoio, olhando ora para Assef, ora para Hassan, como se houvessem acuado algum tipo de animal selvagem que só Assef fosse capaz de domar.

Assef, o Caolho. Realmente brilhante. Exalei bem devagarinho, sem fazer barulho. Estava me sentindo paralisado. Estava de costas para mim, mas eu podia apostar que estava rindo. O que acham disso, rapazes? Tentou falar no mesmo tom de deboche, mas a sua voz saiu um tanto trêmula. Mesmo do lugar em que estava, pude ver o medo se instalando nos olhos de Hassan, mas ele abanou a cabeça. Essa pipa é dele. Leal como um cachorro — disse Assef.

O riso de Kamal soou estridente, nervoso. Eu lhe digo por quê, hazara. E me pareceu que tinha ficado vermelho. Algum dia você vai acordar dessa sua fantasia e descobrir que ótimo amigo ele é.

Agora, bas! Chega de lengalenga. Hassan se abaixou e pegou uma pedra. Assef vacilou. Assef desabotoou o casaco, tirou-o e, deliberadamente, dobrou-o com todo cuidado, pondo-o junto do muro. Abri a boca e quase disse algo. O resto da minha vida poderia ter sido bem diferente se eu tivesse dito alguma coisa naquela hora. Só fiquei olhando. Vou deixar que fique com ela para que nunca se esqueça do que vou fazer agora.

Hassan atirou a pedra, atingindo Assef na testa. Wali e Kamal o seguiram. Fechei os olhos. Sabia disso, Amir agha? Ela se chamava Sakina. Era uma linda hazara de olhos azuis, nascida em Bamiyan, e cantava para vocês velhas cantigas de casamento.

Sabia disso? Só uma rupia por cabeça, e abrirei para vocês as cortinas da verdade. Os seus olhos cegos eram como prata derretida encrustada em duas crateras profundas, idênticas. Uma rupia por cabeça. Eu ponho outra. Uma sombra percorre o rosto do cego. Vira-se para mim. Do outro lado do muro, um galo canta. Um sonho: Estou perdido em uma tempestade de neve. O vento assobia atirando pedacinhos de gelo que espetam os meus olhos. Vou cambaleando, os pés afundando em camadas daquela brancura fofa.

Volto a gritar, com a esperança sumindo como as marcas dos meus passos. Uma forma familiar se materializa.

Vejo profundos talhos paralelos cortando a sua palma e o sangue escorrendo, tingindo a neve. Estamos em um campo de relva verde-clara e macios flocos de nuvens deslizam no céu. Olho para cima e vejo o céu claro coalhado de pipas verdes, amarelas, vermelhas, laranja. Elas cintilam à luz do entardecer.

Pneus de bicicleta velhos, garrafas com os rótulos arrancados, revistas rasgadas, jornais amarelados, tudo jogado em meio a uma pilha de tijolos e de placas de cimento. Um fogareiro de ferro enferrujado, com um enorme furo em um dos lados, estava apoiado no muro. Uma delas era a pipa azul encostada no muro, perto do tal fogareiro enferrujado; a outra era a calça de veludo cotelê marrom de Hassan jogada sobre uma pilha de tijolos danificados. Ele parecia hesitante, excitado, assustado, tudo ao mesmo tempo.

Assef estava de pé, acima deles, pressionando, com o salto da bota de neve, a nuca de Hassan. Mas Kamal manteve os olhos voltados para o outro lado. Wali e Kamal concordaram com um gesto de cabeça. Ambos pareciam aliviados. Baixou o fecho ecler da calça jeans. Fez o mesmo com a cueca. Nem mesmo se lamentou. Virou a cabeça lentamente e pude ver o seu rosto de relance. O olhar de um cordeiro. Como sempre, baba escolheu pessoalmente o carneiro para esse ano: ele era branco e peludo, com umas orelhas negras meio descaídas.

Estamos todos de pé, no quintal dos fundos: Hassan, Ali, baba e eu. Um segundo antes de ele cortar a garganta do carneiro com um golpe certeiro, vejo os olhos do animal. E um olhar que vai assombrar os meus sonhos por semanas a fio. Mas sempre assisto. E um absurdo, mas imagino que o carneiro entende. Imagino que ele vê que aquela morte iminente tem um propósito mais elevado. Alguma coisa quente escorria pelo meu pulso.

E com tanta força que cheguei a tirar sangue das juntas. Percebi outra coisa também. Estava chorando. Poderia entrar no beco, ir defender Hassan — do mesmo jeito que ele me defendeu todas aquelas vezes no passado — e aceitar o que quer que viesse a acontecer comigo. Ou podia sair correndo. E, afinal, saí correndo. Saí correndo porque era um covarde. Tinha medo de Assef e do que ele pudesse fazer comigo. Tinha medo de me machucar. Foi o que disse a mim mesmo quando dei as costas para o beco e para Hassan.

Foi disso que me convenci. Talvez Hassan fosse o preço que eu tinha que pagar, o cordeiro que tinha de sacrificar, para conquistar baba. Era um preço justo? Voltei correndo por onde viera.

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Voltei correndo pelo bazaar quase deserto. Titubeando, parei em uma daquelas tendas e me encostei na porta trancada. Fiquei ali ofegando, suando, desejando que as coisas tivessem tomado outro rumo. Uns quinze minutos depois, ouvi vozes e tropel de passos. Me obriguei a esperar mais uns dez minutos. Nós nos encontramos diante de uma bétula desfolhada que ficava na margem do barranco. O chapan de Hassan estava todo sujo de lama na frente, e a sua camisa, rasgada logo abaixo do colarinho.

Ele parou. Depois, conseguiu recuperar o equilíbrio. E me entregou a pipa. Procurei por toda parte — disse eu. E ao dizer essas palavras, senti como se estivesse mastigando uma pedra. Esperei que dissesse alguma coisa, mas ficamos parados ali em silêncio, à luz do fim do dia. Benditas sombras do anoitecer, que encobriam o rosto de Hassan e escondiam o meu.

E se soubesse, o que eu veria se efetivamente olhasse nos seus olhos? Começou a dizer algo, mas sua voz falhou. Fechou a boca, voltou a abri-la e, depois, a fechou novamente. Enxugou o rosto. E isso foi o mais perto que Hassan e eu chegamos de uma conversa sobre o que tinha acontecido no beco.

Ou aquelas gotinhas que iam pingando por entre as suas pernas, deixando marcas escuras na neve. Afastou-se de mim e saiu mancando. Abri a porta do escritório enfumaçado e entrei. Ambos viraram a cabeça. Ele abriu os braços. Enterrei a cabeça no calor do seu peito e chorei. Nos seus braços, esqueci o que tinha feito.

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E isso foi ótimo. E, em geral, também cantava, encobrindo com a voz o chiado do ferro a vapor. Eram velhas cantigas hazara que falavam de campos de tulipas, Agora, só as roupas dobradas estavam esperando por mim.

Perguntei onde estava Hassan.

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Posso lhe perguntar uma coisa? Fiquei calado. Simplesmente, continuei a fazer o ovo cozido girar pelo prato. Inshallah, você me contaria se tivesse acontecido algo? Como posso saber se tem alguma coisa errada com ele? Às vezes as pessoas ficam doentes, Ali. Ultimamente vinha concordando com tudo que eu pedisse.

Por que baba tinha que estragar tudo daquele jeito? Ali disse que ele tem estado de molho, que passa quase o tempo todo dormindo. Vamos na sexta, baba? Acho que você se divertiria muito mais se ele fosse conosco. Ele sorriu. Piscou os olhos. Mas, na quarta-feira à noite, meu pai deu um jeito de convidar mais umas vinte pessoas.

Ligou para seu primo Homayoun — na verdade, seu primo em segundo grau — e mencionou que estava indo para Jalalabad na sexta. Enchemos três caminhonetes. Fiquei fitando aquela estrada cheia de altos e baixos, que ia subindo e descendo, enroscando a cauda no flanco da montanha; fui contando os caminhões de todas as cores que passavam por nós, carregados de indivíduos acocorados.

Tentei fechar os olhos, deixar que o vento batesse no meu rosto, e abri a boca para engolir aquele ar puro. De repente, alguém me cutucou. Kaka Homayoun e suas esposas estavam sorrindo para mim do banco do meio.

Sem laaf. Sua primeira esposa, a que tinha as tais verrugas, bateu palmas. Só Rahim Khan, sentado no banco do carona ao lado de baba, continuava calado. E me olhava de um jeito estranho. Fechei os olhos e virei o rosto para o sol. Elas rodopiavam, se fundiam e formavam uma só imagem: a calça de veludo cotelê marrom de Hassan jogada em uma pilha de tijolos naquele beco.

Os filhos de kaka Homayoun estavam brincando de esconde-esconde do outro lado do jardim. Baba, Rahim Khan, kaka Homayoun e kaka Nader estavam fumando na varanda. Kaka Homayoun dizia que tinha trazido o projetor para mostrar os slides da sua viagem à França. Baba e eu finalmente éramos amigos. Depois, fomos comer kabob no Dadkhoda em frente ao cinema Park. Comemos kabob de carneiro com naan fresquinho, saído do tandoor.

Aquilo tudo deveria ter sido bem divertido: passar um dia assim com baba e ficar ouvindo as suas histórias. Finalmente, eu estava tendo o que desejei durante todos esses anos. Ao pôr-do-sol, as esposas e as meninas serviram o jantar — arroz, kofta e qurma de galinha.

Só se ouvia a sua voz possante na sala. As pessoas erguiam a cabeça, me davam parabéns. Senti como se tivesse levado uma facada no olho. Mais tarde, bem depois da meia-noite, meu pai e seus primos, que tinham passado algumas horas jogando pôquer, foram se deitar.

As mulheres foram para o andar de cima. Fiquei me revirando para um lado e para o outro, ouvindo os meus parentes resmungando, suspirando e roncando enquanto dormiam. Uma réstia de luar penetrava pela janela. Meu pai se remexeu dormindo. Kaka Homayoun soltou um grunhido. Mas ele estava enganado a este respeito. Tinha um monstro no lago, sim. Ele agarrou Hassan pelos quadris e o arrastou para o fundo tenebroso. Esse monstro era eu. Foi a partir dessa noite que passei a ter insônia.

Tinha comido muito pouco no almoço e Hassan estava tirando a mesa. Respondi que estava cansado. Ele também parecia cansado: tinha emagrecido e dois círculos escuros tinham se formado em torno dos seus olhos inchados. Mas, quando perguntou novamente, aceitei, embora com relutância. Caminhamos até o topo da colina, com as botas deslizando na neve enlameada. Nenhum dos dois disse coisa alguma.

Nunca devia ter vindo até a colina. Ele me pediu para ler uma história do Shahnamah e eu lhe disse que tinha mudado de idéia. Que tudo o que queria era voltar para o meu quarto. Hassan desviou os olhos e deu de ombros. Descemos a colina exatamente do jeito que tínhamos subido: em silêncio. E pela primeira vez na vida, eu mal podia esperar pela chegada da primavera. Lembro que ficava razoavelmente feliz quando baba estava em casa.

Comíamos juntos, saíamos para ver um filme, visitar kaka Homayoun ou kaka Faruq. Até me pediu que lesse algumas das minhas histórias para ele.

Isso era bom e cheguei a acreditar que fosse durar para sempre. E baba também acreditou, acho eu. Mas quando baba saía — e ele saía muito — eu ficava trancado no quarto. Lia um livro a cada dois dias, escrevia histórias, aprendia a desenhar cavalos. Para meu desespero, Hassan continuou tentando fazer as coisas entre nós voltarem às boas. E se calou. Algo esbarrou na porta, talvez a sua testa. Queria que me dissesse. Enterrei a cabeça no peito, apertando as têmporas com os joelhos como se fosse um torno.

Desejei que ele revidasse, que arrombasse a porta, que me dissesse poucas e boas. Desabei na cama, enfiei a cabeça debaixo do travesseiro, e chorei. Eu tomava todas as precauções para que os nossos caminhos se cruzassem o mínimo possível, planejando os meus dias neste sentido. Porque, quando ele estava por perto, o oxigênio desaparecia do aposento. Sentia o peito apertado e tinha dificuldade para respirar; ficava ali, sufocando na minha bolhazinha de atmosfera absolutamente abafada. Tinha tomado um susto.

O que foi que você disse? Estava realmente arrependido de ter dito aquilo. Ele calçou as luvas outra vez. E Hassan Baixei a cabeça e peguei um punhado daquela terra fria. É o seu lar e nós somos a sua família.

Nunca mais me faça uma pergunta dessas! Me desculpe. Acabamos de plantar as tulipas em silêncio. Fiquei aliviado quando as aulas recomeçaram na semana seguinte.

Baba foi embora sem se despedir. A sineta tocou e, em fila, dois a dois, fomos para a sala de aula que seria a nossa. Quando o professor de farsi distribuiu os nossos livros de textos, rezei para que ele passasse toneladas de dever de casa. A escola me dava um pretexto para passar horas e horas no meu quarto. Mas minha cabeça acabava sempre voltando para aquele beco. Para a calça de veludo cotelê marrom jogada na pilha de tijolos.

Para o sangue que pingava, manchando a neve de um vermelho escuro, quase negro. Disse que queria ler para ele uma nova história que tinha escrito.

Ele estava estendendo roupas no quintal e vi como ficou impaciente pelo jeito meio atabalhoado com que acabou a tarefa que fazia. Subimos a colina falando sobre coisas banais. Hassan estremeceu ao ouvir isso e disse que esperava que eu nunca tivesse de passar por essa experiência.

Eu também ficava conversando na aula. O sorriso de Hassan desapareceu. Ele parecia mais velho do eu imaginava. Linhas marcavam o seu rosto moreno, e vincos contornavam os seus olhos e a sua boca. Hassan ficou sem cor. Perto dele, o vento soprava as folhas grampeadas da história que eu tinha prometido ler. Ela bateu em cheio no seu peito com um jorro de polpa vermelha.

O grito que ele deu estava cheio de surpresa e de dor. Hassan ficou olhando para a mancha no seu peito e para mim. Bata em mim! Hassan levantou mesmo, mas ficou parado, atordoado como um homem que é arrastado para o oceano por uma onda repentina quando, minutos antes, estava passeando calmamente pela praia.

O suco espirrou em seu rosto. Queria mesmo que ele fizesse isso. Queria que me desse o castigo que eu estava pedindo. Talvez, assim, pudesse finalmente dormir de noite. Talvez, assim, as coisas pudessem voltar a ser como antes entre nós.

Caí de joelhos, cansado, sem forças, frustrado. Abriu a fruta e a esmagou na própria testa. Depois, virou as costas e começou a descer a colina. O que é que vou fazer com você? E a fechar a porta.

Guardava todas elas empilhadas debaixo da cama, deixando-as ali porque, afinal, nunca se sabe Mas duvidava que baba algum dia voltasse a me pedir que lesse uma delas para ele. Salahuddin, o açougueiro, veio trazendo um novilho e dois carneiros, e se recusou a receber pagamento por qualquer dos três animais.

Ele próprio os abateu no quintal, perto de um choupo. Na véspera da festança, Del-Muhammad, um amigo de meu pai que era dono de uma casa de kabob em Shar-e-Nau, veio trazendo sacos de especiarias. Como aconteceu com o açougueiro, Del-Muhammad — ou Dello, como baba o chamava — se recusou a ser pago pelos seus serviços. Enquanto ele estava marinando as carnes, Rahim Khan cochichou em meu ouvido que foi baba quem emprestou o dinheiro para Dello abrir o seu restaurante.

Eu tinha de ir cumprimentar cada convidado pessoalmente. Beijei milhares de rostos, abracei gente inteiramente desconhecida, agradeci a todos pelos presentes que me davam. Era Assef, acompanhado dos pais, O pai dele, Mahmud, era um sujeito baixo e magro, de pele morena e rosto afilado.

Assef estava ali, entre os dois, bem mais alto que ambos, sorrindo, com os braços passados nos ombros de um e de outro. Veio se aproximando de nós como se fosse ele que tivesse trazido os pais à festa; invertendo os papéis, como se aqueles dois fossem os seus filhos. Uma espécie de vertigem percorreu todo o meu corpo. Baba lhes agradeceu por terem vindo.

O rosto de Tanya se repuxou e seus olhos foram de Assef para mim. Sorriu, de um jeito nada convincente, e piscou. Fiquei me perguntando se meu pai teria notado. Ele sempre quis que Assef e eu fôssemos amigos. Era assustador ver como conseguia fazer o seu sorriso parecer autêntico. Na semana que vem vamos jogar com o Mekro-Rayan. Deve ser um jogo bem legal.

Eles têm alguns bons jogadores. Baba assentiu. Baba retribuiu a piscadela. Tentei fingir que sorria, mas tudo o que consegui fazer foi erguer um pouquinho os cantos da boca. Meu estômago estava se revirando só de ver o meu pai todo enturmado com Assef.

Assenti em silêncio. Se quiser, pode levar o Hassan. E aquilo doeu: meu pai, pedindo desculpas por mim. De todo modo, ouvi dizer que gosta de ler e, por isso, trouxe um livro para você.

Um dos meus favoritos. Mas, para mim, eram os olhos que o traiam. Adoraria estar sozinho no meu quarto, com os meus livros, longe de toda essa gente. Queria que baba parasse de se referir a ele desse jeito.

Quantas vezes tinha me chamado de "Amir jan"? Antes que pudesse ficar mais sem jeito e deixar meu pai ainda mais embaraçado — mas principalmente para me livrar de Assef e do seu sorriso —, fui embora dali.

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Duas casas adiante, havia um grande terreno baldio. Rasguei o papel que embrulhava o presente de Assef e espiei a capa do livro à luz da lua. Era uma biografia de Hitler. Atirei aquilo em uma moita. Fiquei sentado ali por algum tempo, apertando os joelhos junto ao peito, olhando para as estrelas, esperando a noite acabar. Era Rahim Khan que vinha caminhando pela calçada até onde eu estava.

O gelo no copo de Rahim Khan tilintou quando ele se sentou ao meu lado. E me deu uma cutucada de brincadeira. Acendeu um cigarro, um daqueles cigarros paquistaneses sem filtro que baba e ele estavam sempre fumando. Mas como marido? Como pai? Ela se chamava Homaira. Era uma hazara, filha dos empregados dos nossos vizinhos.

Ainda posso ouvi-lo de vez em quando. Estou deixando você sem jeito, Amir jan? Faríamos uma grande festa de casamento, convidando todos os amigos e parentes, desde Cabul até Kandahar. Tomou um longo gole de uísque. E ouça o que lhe digo, Amir jan: no final, o mundo sempre sai ganhando. Nunca mais voltei a vê-la. Minha família jamais a aceitaria como uma de nós. Quando quiser. Por um instante, estive a ponto de falar mesmo. Quase lhe contei tudo.

Mas o que ele ia pensar de mim? Era um caderno com uma capa de couro marrom. Passei os dedos pelos pespontos dourados que acompanhavam suas bordas. Senti o cheiro do couro.

Ia abrir a boca para agradecer quando ouvimos um estrondo e explosões de luz iluminaram o céu. Voltamos correndo para casa e vimos todos os convidados de pé no quintal, olhando para o céu.

As crianças berravam e gritavam a cada estrondo e a cada assobio.

As pessoas explodiam em aplausos cada vez que um foguete chiava e estourava em buquês de fogo. Um país que continua lutando para recuperar a esperança. A barraca do beijo: Ela pode dizer ao seu melhor amigo qualquer coisa A sorte segue a coragem! Arcanos Maiores do Tarot: o seu significado sem recorrer à memória. Atalhos Da Loucura! Autoliderança emocional: Este poder é seu!

Da Silva. Dicas Para Todos Ed. Fica a Dica Sexo Ed. Frases e Cia Ed. Guilherme De Azevedo Ribeiro. Sangue Quente — Isaac Marion.

Seguindo a Correnteza — Agatha Christie. Sepulcro — Kate Mosse. Sobre a brevidade da vida — Seneca. Sobre Meninos e Lobos — Dennis Lehane. Solar — Ian Mcewan. Sombras do imperio — J. Somos Todos Inocentes — Zibia Gasparetto. Stonehenge — Bernard Cornwell. Sussuro — Hush, hush — Becca Fitzpatrick. Sussurro — Becca Fitzpatrick. Terra — Barbara Marciniak. Terra das Sombras — Meg Cabot. Terra do Gelo — John Flanagan. Textos nada escolhidos — Luis Fernando Verissimo. The Last Watch — Sergei Lukyanenko.

The Twilight Watch — Sergei Lukyanenko. Tormenta de Espadas Parte 1 — George R. Trilogia da Fundacao — Isaac Asimov. Tua Ate o Amanhecer — Teresa Medeiros. Ulceracao — Richelle Mead. Um Gato entre os Pombos — Agatha Christie. Um Momento Inesquecivel — Nicholas Sparks. Uma Dose Mortal — Agatha Christie. Vai sonhando — Cecily Von Ziegesar. Varias Historias — Machado de Assis. Veronika Decide Morrer — Paulo Coelho.

Viabilizando Talentos — J.

Viagem ao Centro da Terra — Julio Verne. Vida Depois da Vida — Dr. Walden ou A Vida nos Bosques — henry D. Thoreau — Cópia. Zorro — O comeco da lenda — Isabel Allende. A Hora da Estrela — Clarice Lispector. Agosto — Rubem Fonseca. As Melhores Historias da Mitologia — A. Besame Mucho — Mario Prata. Caim — Jose Saramago. Cem anos de solidao — Gabriel Garcia Marquez. Crime e Castigo — Fiodor Dostoievski. Ensaio Sobre a Cegueira — Jose Saramago.

Eu falo o que elas querem ouvir — Mario Prata. Fiodor Dostoievski, Crime e Castigo, Labirinto — Kate Moss. Lobo das Estepes — Hermann Hesse. Memoria de minhas putas tristes — Gabriel Garcia Marquez. Misto Quente — Charles Bukowski.

Mulheres — Charles Bukowski. O Afogado do Tamisa — Anne Perry. O Buraco na Parede — Rubem Fonseca. O Capital — Volume 1 — Karl Marx. O Capital — Volume 2 — Karl Marx. O Cobrador — Rubem Fonseca. O Codex — Jose Rodrigues dos Santos. O Idiota — Fiodor Dostoievski. O Processo — Franz Kafka. O Ultimo Chefao — Mario Puzo. Omerta — Mario Puzo. Os Anjos de Badaro — Mario Prata. Os homens que nao amavam as mulheres — Stieg Larsson.

Os Sete — Andre Vianco. Pantaleao e as Visitadoras — Mario Vargas Llosa. Romance Negro — Rubem Fonseca. Sexo na cabeca — Luis Fernando Verissimo. Sidarta — Hermann Hesse. Tormenta de Espadas — George R. Martin []. Uma Criatura Docil — Fiodor Dostoievski. Viagem ao Centro da Terra — Julio Verne 1. A Alma — Voltaire. A Ausência — Agatha Christie. A batalha do apocalipse — Eduardo Eduardo Spohr. A Carga — Agatha Christie. A Condessa Vésper — Aluísio Azevedo.

A Filha — Agatha Christie. A Mao Esquerda de Deus. A Mortalha de Alzira — Aluísio Azevedo. A Origem da Tragédia — Friedrich Nietzsche. A Política — Aristóteles.

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A Psicologia da Mentira. A Viagem do Elefante — Jose Saramago. Agatha Christie — Assassinato no Expresso do Oriente. Agatha Christie — O Misterioso Sr. Agatha Christie — O Natal de Poirot. Agatha Christie — Poirot Perde uma Cliente. Agatha Christie — Uma Dose Mortal-rev.

Aldous Huxley — A Filosofia Perene. Aldous Huxley — Chapéu Mexicano contos. Aldous Huxley — Moksha. Aldous Huxley — O Macaco e a Essência. Aldous Huxley — Os Demonios de Loudun. Aldous Huxley — Sem Olhos em Gaza. André Vianco — A Casa. André Vianco — O Senhor da Chuva. André Vianco — O Vampiro-Rei — vol 1. André Vianco — O Vampiro-Rei — vol 2. André Vianco — Sementes no Gelo. André Vianco — Sétimo. Anne Rice — Crônicas Vampirescas — vol 5 — Memnoch.

Anne Rice — O Servo dos Ossos. Antologia Poética — Vinicius De Moraes. Aos Vinte Anos — Aluísio Azevedo. Aristoteles — Arte potica. Arquivo X Quando a Noite Cai. Arquivo X Terrivel Simetria. Arquivo X Assassino Imortal. Arquivo X Fraude. Arquivo X A Besta Humana. Arquivo X Sangue. Arquivo X O Raio da Morte. Arquivo X O Ser do Espaco. Arquivo X Guerra das baratas. Arthur C. Clarke — Odisséia no Espaço. Clarke — A Sonda do Tempo. Clarke — As Fontes do Paraíso. Clarke — Encontro com Rama.

Clarke — O Fim da Infância. Clarke — O Outro Lado do Céu. Clarke — O Vento Solar. As Cartas de Amabed — Voltaire. Brisingr Cai o Pano Curtain — Agatha Christie. Caim — José Saramago. Cândido, ou O Otimismo — Voltaire. Carlos Drummond de Andrade — Poemas Eróticos.

Casa de Pensao — Aluísio Azevedo. Cem Gramas de Centeio — Agatha Christie-. Charles Bukowiski- Misto Quente. Charles Bukowski — Mulheres. Claudia Matarazzo — Etiqueta Sem Frescura. Dan Brown — Anjos e Demonios Ilustrado. Dan Brown — Fortaleza Digital. Dan Brown — O Codigo da Vinci.

Dan Brown — O Simbolo Perdido. Dan Brown — Ponto de impacto. PDF Demônios — Aluísio Azevedo. Edgar Allan Poe — Silêncio. Eldest Encontro com a Morte — Agatha Christie-. Eragon Filomena Borges — Aluísio Azevedo. George Orwell — A Filha do Reverendo. George Orwell — Lutando na Espanha.

George Orwell — O Triunfo dos Porcos. Girândola de Amores — Aluísio Azevedo. História de Jenni — Voltaire. Inheritance — Herança 4. Isaac Asimov — As Correntes do Espaço. Isaac Asimov — Caça aos Robôs. Isaac Asimov — Cair da Noite. Isaac Asimov — Como Descobrimos Netuno. Isaac Asimov — Eu, Robô. Isaac Asimov — Nós os Marcianos. Isaac Asimov — O Despertar dos Deuses. Isaac Asimov — O Futuro Começou. Isaac Asimov — Os Robôs do Amanhecer. Isaac Asimov — Poeira de Estrelas. José Saramago — A caverna.

José Saramago — A Jangada de Pedra. José Saramago — As intermitências da morte. Jose Saramago — Caim. José Saramago — Ensaio Sobre a Cegueira. Jose Saramago — História do cerco de Lisboa. José Saramago — Memorial do Convento. José Saramago — O ano da morte de Ricardo Reis.

José Saramago — O conto da Ilha desconhecida. José Saramago — O Homem duplicado. José Saramago — Terra do Pecado. Kate Moss — Labirinto. Livro do Desassossego — Fernando Pessoa. Marcelo Rubens Paiva — Bala na agulha.

Mattos, Malta ou Matta — Aluísio Azevedo. Micromégas — Voltaire. Morte na Praia — Agatha Christie-. Morte nas Nuvens — Agatha Christie-.

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