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Baixe grátis o arquivo Cabine 3deko.info enviado por agatha no curso de Engenharia Elétrica na UniFOA. Sobre: Livro Cabine Primaria. Download. CAPTULO III - RETIFICADORES CONTROLADOS A. TIRISTOR Os retificadores no controlados apresentados so usados na converso da tenso alternada em. Compre CABINE PRIMARIA - SUBESTAÇOES DE ALTA TENSAO DE, do(a) ERICA. Confira as melhores ofertas de Livros, Games, TVs, Smartphones e muito .

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O que aconteceu? Hoje, mais gente tem acesso a telefones celulares do que a banheiros que funcionam, e em média uma pessoa checa o celular vezes por dia e quase uma vez a cada seis segundos à noite. Um isqueiro? É uma tendência natural depois de anos no serviço, e todos somos tentados a cair nela. Assim como os antigos gregos26 entalhavam sulcos nas suas estradas de pedra para facilitar que carroças pesadas fossem puxadas por bois e burros, nossos cérebros amantes de eficiência deliberadamente buscam padrões similares. Por exemplo, uma lâmpada incandescente de 60 W pode ser substituída por uma lâmpada LED de apenas 3 W. GE imagination at work. A Primeira Guerra Mundial havia acabado de começar, e a França estava sofrendo grandes perdas. Ruth tem familiaridade e traquejo com aquarelas, e isto determina como interpreta os esboços. Em vez de a sua própria lente ser suficiente, tudo fica destilado através de uma segunda tela de LCD.

CAPTULO III - RETIFICADORES CONTROLADOS A. TIRISTOR Os retificadores no controlados apresentados so usados na converso da tenso alternada em. Compre CABINE PRIMARIA - SUBESTAÇOES DE ALTA TENSAO DE, do(a) ERICA. Confira as melhores ofertas de Livros, Games, TVs, Smartphones e muito . Cabine Primária - Subestação de Alta Tensão de Consumidor eBook: Devido ao tamanho do arquivo, o download deste livro poderá ser mais demorado. Veja grátis o arquivo Livro Cabine Primaria enviado para a disciplina de Elétrica Categoria: Outro - 4 - Cabine Primária - Substações de Alta Tensão de Consumidor. (Cód: ). Gedra,Ricardo Luis; Barros,Benjamim Ferreira de - Editora Érica (Livro Digital).

Exemplo Relé Buchholz. Opera eletricamente, com rearme manual ou elétrico, de modo a desligar e bloquear um equipamento no caso de ocorrência de condições anormais. Opera para religar automaticamente um circuito através de chave.

Atua para uma determinada seqüência de fase estabelecida Obs Ver nomenclatura dos reler anexo Os instrumentos podem ser classificados como: Acumuladores. Medidor de energia ativa e reativa. Amperímetro, fasímetro, voltímetro, frequencímetros.

Indicador de grandezas elétricas Acumulador de grandezas elétricas De acordo com a norma, de segurança NR Nos caso de curto circuito indicar o local em que este aconteceu e quais as medidas adotadas. NR — 10 item Itens; NR item Verificar o uso e condições dos EPI, ter a certeza que toda equipe esta a par do que fazer, para que fazer, de que maneira fazer. Solvente e matérias abrasivos devem ser tratados e estocados com cuidados, e longe de fogo.

Procedimento, verificações e ensaios. Ensaios: Os ensaios mecânicos consistem basicamente da abertura e fechamento. Ver anexo instrumento de ensaios.

Resistência de contato Para ensaios de resistência de contato o instrumento usado é o ôhmimetro. Caso tenha acesso verificar o estado dos contatos e sua simultaneidade, os contatos também devem ser limpos, reapertados e lubrificados. Os contatos de rolete devem ser limpos e lubrificados. Caso o disjuntor seja a óleo verifica o respiro, e o indicador de nível de óleo.

Nos disjuntores a pequeno volume de óleo, o óleo deve ser substituído. Verifica-se, o nível do óleo do balonete, condições da silica-gel caso esteja rosada substituí-la , ventiladores, isoladores buchas , ligações a terra. Termômetro O ensaio consiste no aquecimento de óleo em uma cuba onde deve ser colocados o bulbo capilar e um outro termômetro, para referencia. Neste ensaio verifica-se também, o automatismo dos ventiladores, os alarmes de temperatura, e o desligamento do disjuntor.

Vale salientar sua importância, pois é através dele que vamos detectar problema de falta de óleo no balonete. Este ensaio é feito no esvaziamento do óleo no rele que pode ser conseguido através de bombeamento de ar no rubinete superior, o mesmo utilizado para retirar amostra de gases para ensaios.

Após o esvaziamento de uma parte do óleo no relé, o alarme é acionado, em seguida ocorre o desligamento do disjuntor. Os TP e TC devem ser limpos, e bem fixado as estruturas. Ensaios: Resistência dielétrica, megômetro. O seu princípio de funcionamento é baseado no fato que quando uma corrente percorre um condutor, ha perda devido ao aquecimento.

Por este motivo deve-se ter o cuidado com choques elétricos, principalmente nos cabos devido à corrente capacitiva, após os ensaios deve-se esperar descarregar os cabos.

instalações elétricas 16° edição - helio creder.pdf

Teste de Rigidez Dielétrica. Teste de Óleo A rigidez dielétrica exprime a capacidade de um material de suportar esforços da corrente elétrica sem sofrer danos. Através de dois eletrodos, simula-se a realidade de um arco elétrico dentro de um equipamento, em condições especificas.

Secante Silicagel Juntas Vedações vazamento Indicador de nível de óleo Ventiladores funcionamento Registros, radiadores. Aterramento, tanque, neutro. Rua Aragoiania, — sl. Apostila Eletropaulo. Tecnologia dos Equipamentos de Estações.

Apostila Eletropaulo Benjamim Ferreira de Barros. Chave de controle para disjuntores, seccionadores, etc. Dispositivo de controle usado principalmente para desligar um equipamento e mantê-lo fora de funcionamento.

Dispositivo usado nos circuitos de anodo de um retificador de potência, com a finalidade principal de interromper o circuito do retificador se ocorrer um arco de retorno. Dispositivo desligador, tal como chave de faca, disjuntor, seccionador, chave fusível, usado com a finalidade de ligar e desligar barras e equipamentos de controle à fonte.

Dispositivo que atua quando a temperatura de um equipamento ou parte dele, ou de um meio de transferência de calor, sai de limites predeterminados. Indicador de temperatura do óleo de um transformador, com contatos. Dispositivo que detecta a presença de chama piloto ou da principal em equipamentos.

Chave faca. Chave fim de curso. Relé que opera quando a corrente ou a potência forem inferiores a um valor predeterminado. Dispositivo que atua quando a temperatura do mancal excede um valor predeterminado ou por outras condições mecânicas anormais a ele associadas. Chaves à óleo para bancos de capacitores. Chave seletor para amperímetro , voltímetro, de sincronismo de religameto. Detector de fumaça. Relé de sobrecorrente de sequência negativa. Relé que atua quando a temperatura de um equipamento excede um valor predeterminado.

Controlador de temperatura de um retificador de potência. Relé que atua instantâneamente por valor de corrente superior a um limite predeterminado. Relé que atua quando o fator de potência sai de limites predeterminados. Chave de aterramento. Relé detector de falha de capacitor, em banco de capacitores.

Relé detector de terra no campo do gerador ou na bateria. Relé que atua por um valor predeterminado de sobrecorrente CA fluindo em um sentido predeterminado. Chave seletora de bloqueio e fechamento do disjuntor.

Nada é preto e branco Superar os nossos vieses inerentes Partículas de poeira dançavam na luz fluorescente. Um gato miou de algum lugar à minha esquerda. O policial à minha frente ergueu o punho para bater, ao passo que seu parceiro — tenso, armado, pronto para agir — dava-lhe cobertura. Como é que eu tinha ido parar ali?

E a este acompanhamento policial particularmente intenso. Nem sempre é caso de vida ou morte; às vezes é simplesmente algo que altera nossa vida. E nós podemos afetar tudo isso nos outros.

Nós nascemos equipados para ambas. Porém, com mais frequência do que queremos admitir, fracassamos no uso dessas habilidades. Por quê? Porque também somos equipados para cometer esses erros. Nossos cérebros só podem ver até certo ponto, e conseguem processar ainda menos.

Queria saber mais sobre a mecânica de como vemos e de que modo olhar arte poderia melhorar nossa capacidade. Podemos treinar o nosso cérebro para ver mais, e para observar mais acuradamente. Um dos meus amigos perguntou se eu havia considerado treinar pessoal dos serviços de emergência e primeiros-socorros.

Na segunda-feira seguinte liguei na caradura para o Departamento de Polícia de Nova York. Eu meio que esperava que ele desligasse na minha cara, mas ele concordou em fazer uma tentativa. Quase imediatamente, comecei a receber telefonemas de empresas privadas, instituições educacionais e até mesmo de sindicatos de trabalhadores. E funciona. E posso ensinar isso a você. Todos nós precisamos disso. Pense neste livro como o seu novo autorretrato. Qual é a sua aparência para o mundo?

Você se comunica bem? É bom observador? Vamos usar o mesmo treinamento interativo que utilizo para trabalhar com líderes ao redor do mundo. Dê uma olhada na próxima fotografia. Que tipo de prédio você pensa que é? Vemos um corredor com muitas portas, e uma janela no final desse corredor.

Do mesmo modo, este livro vai alterar a maneira como você observa o mundo. Aprender a ver o que importa pode mudar também o seu mundo. Convido-o a abrir os olhos e ver como. Ele era diferente. Dentro dela, um sabonete novinho em folha. Todo quarto, todo dia?

Em todo hotel? No país inteiro? Nos Estados Unidos, eles jogam fora o sabonete depois de terem usado apenas uma vez! Kayongo decidiu tentar fazer alguma coisa com o lixo do seu novo país para ajudar o antigo. Depois de voltar para casa, em Atlanta, ele pegou o carro e percorreu os hotéis locais, perguntando se podia ficar com os sabonetes usados.

Sim, esse era um problema. Hoje, podemos sobreviver e prosperar se soubermos como ver. Ver o que importa. Enquanto milhões de pessoas curtiam o prazer de usar um sabonete novo no hotel diariamente, só Kayongo viu o potencial para um programa de reciclagem capaz de salvar vidas. O que fez com que ele visse exatamente a mesma coisa que os outros, mas de maneira diferente? Cansada de perder comida e tempo com o processo de descascar ovos, que além disso provocava uma enorme sujeira, Kaufman concebeu uma maneira de ferver os ovos em recipientes em forma de ovo desde o começo, eliminando assim a necessidade das cascas.

Foi também a habilidade de ver que ajudou a propulsionar Steve Jobs, o ícone da Apple, para o topo da pirâmide tecnológica. Basta simplesmente ver. Minha primeira parada: o dr. Sebastian Seung. Seung é uma espécie de astro do rock da neurociência. O edifício é intimidante desde o primeiro passo. Ele pressiona sua carteira de identidade contra um pequeno painel de vidro, e nós subimos.

Digo-lhe quem eu vim ver. Morei pertinho da rua Nassau por cinco anos. Quando encontro o dr. É mais como um computador. Assim como o condicionamento cognitivo pode ser usado para impedir a demência, pode ser usado também para aguçar a nossa capacidade de observar, perceber e comunicar.

Para estimular nossos sentidos e disparar nossos neurônios empregaremos as mesmas técnicas que uso diariamente em minhas aulas com o FBI, os analistas de inteligência e as grandes empresas: vamos estudar arte. Ou pode analisar obras de arte para as quais temos as respostas: quem, o quê, onde, quando e por quê. O Exército me chamou para trabalhar com oficiais antes que eles fossem enviados para o Oriente Médio.

Porque quando eles partem para o além-mar, encontram o inesperado e o desconhecido. Descrever o que você vê na pintura de uma mulher usando uma gola engomada de trinta centímetros com quatro camadas exige o mesmo conjunto de habilidades para descrever o que você vê num mercado estrangeiro ou num aeroporto internacional. E, surpreendentemente, desconforto e incerteza provocam o melhor nos nossos cérebros. Portanto, a melhor maneira de repensar algo que temos feito durante anos — o jeito como fazemos nosso trabalho, como interagimos com os outros, como vemos o mundo — é sair de dentro de nós mesmos, da nossa zona de conforto.

A arte nos transporta para longe da nossa vida cotidiana, levando-nos a repensar como vemos, percebemos e comunicamos. Parte da beleza da arte, sobretudo das peças mais inquietantes, é que qualquer um pode discuti-la. Tomemos por exemplo este retrato de uma jovem mulher. Como você descreveria a moça? Bonita ou pouco atraente? Sim, mas é acurado? E quanto ao enorme decote da mulher? E, finalmente, examinaremos formas de adaptar o nosso comportamento com base nos três primeiros elementos.

Com uma barba branca como a neve com a ponta virada para cima, o pioneiro das comunicações era agora avô e aproximava-se do fim da sua ilustre carreira. Ele ficou chocado ao descobrir um vale coberto de musgo que levava ao mar. E, ao fazê-lo, perdemos alguma coisa. Podemos desconsiderar algo simples como a maneira como carrapichos grudam nas meias e perder a oportunidade de ficarmos ricos.

Podemos negligenciar algo banal como um sabonete tamanho viagem e perder a chance de melhorar o mundo. O que nós mesmos perdemos? Desligar-se leva a mais consequências do que apenas oportunidades perdidas. Hoje, mais gente tem acesso a telefones celulares do que a banheiros que funcionam, e em média uma pessoa checa o celular vezes por dia e quase uma vez a cada seis segundos à noite.

Uma deficiência de quinze pontos é significativa, pois reduz o QI de um homem adulto ao de uma criança de oito anos. Vocês têm tempo para estragar as coisas. Detalhes, padrões e relações levam tempo para ser registrados. Nuances e informações novas podem ser perdidas se passarmos correndo por elas. Você tem que agarrar este momento. Deixe a maldita câmera de lado! É mais como ler uma placa na parede perto de uma obra de arte e aí deixar de examinar o objeto que ela descreve. Em vez de a sua própria lente ser suficiente, tudo fica destilado através de uma segunda tela de LCD.

Você acaba vivendo uma vida removida, dissociada das suas próprias sensações, percepções e sentimentos. Em geral, no começo, todo mundo fica muito nervoso, especialmente se trabalha em empregos que exigem relatórios.

O cérebro é mais poderoso do que qualquer engenhoca. Essencialmente, Seung precisou de neurônios para mapear neurônios. Para fazer com que nosso próprio cérebro e olhos fiquem engajados e focados, vamos olhar uma obra de arte bastante conhecida, uma obra que você pode ter visto antes. Se puder sair do seu ambiente normal, melhor ainda. Agora olhe a pintura seguinte. Faça uma lista de tudo, na cabeça ou no papel. Olhe a figura durante quanto tempo quiser. O visitante médio de um museu passa dezessete segundos olhando cada obra de arte, o que eu considero muito pouco.

A professora Jennifer L. Que perguntas o quadro suscita? Leva mais tempo para descobrir detalhes e perceber relações. Durante o tempo que você olhou para o quadro, notou a faixa laranja no colo da mulher sentada? Que a toalha de mesa azul estava amontoada na extremidade esquerda da cena? Dê a si mesmo mais um ou dois minutos inteiros para realmente absorver detalhes. Você olhou por tempo suficiente?

Você viu as profundas pregas no alto da manga esquerda da mulher sentada? As dobras de cor âmbar que se estendem ao fundo? O reflexo de janelas no tinteiro e no vidro? Que relações podemos detectar ou desconsiderar? Preparando nossas mentes para observar e absorver tudo, e para descobrir as possibilidades em torno e dentro de nós, abrimo-nos para o sucesso em nossas vidas.

Uma fila de pacientes ambulatoriais que o homem nunca tinha visto antes esperava no corredor para ser apresentada ao vivo a seus alunos. Entrou uma mulher idosa vestida de preto. A mulher levou um susto. Como é que ele podia saber que ela tinha um cachimbo?

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Chocada, ela tirou da bolsa um pequeno cachimbo de barro. O professor chamou um dos alunos. Use os olhos, senhor! Por exemplo, você viu muitas vezes os degraus que trazem do vestíbulo a esta sala. Apesar de ter visto. O que você vê? Em apenas uma frase, diga-me o que você vê. Que frase você usaria para descrever completa e acuradamente esta cena?

Ouço falar dos arbustos junto à cerca, e da própria cerca, do banco, das folhas caídas e das sombras em primeiro plano. Você a viu originalmente? Você a incluiu na sua sentença descritiva? O C realmente existe. Ele é parte importante da fotografia? Digno de ser mencionado? É sim, por muitas razões. Ele ajuda a estabelecer o intervalo de tempo no qual a foto foi tirada, pois o C apareceu inicialmente em todo branco e foi repintado de azul-claro com contorno branco em E podemos fazer isso com a ajudinha de um orangotango chamado Kevin.

Kevin é um boneco. Michael Graziano O dr. Por mais que eu tivesse me preparado ceticamente — um boneco macaco na Ivy Leagueb? Kevin faz piadas grosseiras, alega ser Darth Vader e olha ao redor da sala de maneira aparentemente independente de seu dono. Em vez disso, precisa focar algumas coisas à custa de outras. Você fica atento a uma coisa, e efetivamente o cérebro suprime ou filtra todo o resto.

Assim como no caso do experimento da letra C, metade dos participantes do estudo falhava em notar a gorila, mesmo quando ela ficava na tela o dobro do tempo que a mulher de sombrinha, olhava diretamente para a câmera e batia no peito em vez de simplesmente atravessar no meio da bagunça.

Allison West é uma prova viva. Quando a conheci, ela estudava medicina na Universidade de Nova York, recém-chegada de uma pequena cidade na Geórgia. Um de seus passatempos favoritos era frequentar museus, e Manhattan os tinha de sobra. Eu me senti como se estivesse andando por aí com lentes embaçadas deturpando tudo, e eu nem sabia que as estava usando! O ambiente é simples: paredes nuas, lençóis brancos com uma mancha de sangue do lado direito da cama. Bell moderno, West usa o que observa inicialmente para desvendar ainda mais.

O que ele faz para ganhar a vida? Portanto, tecnicamente, biologicamente, podemos conectar nossos cérebros para ver melhor. E começaremos com arte.

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Vou lhe dar uma dica: é uma natureza-morta disposta sobre o que parece ser uma mesa. Que quadro? E aí, o que você viu? Se puder me dizer que o copo estava vazio, a garrafa cheia, que estavam acima do prato e dos talheres, que o garfo estava à direita do prato e a faca de cabo verde à direita do garfo, e o olho era de um azul acinzentado, melhor ainda!

Que comida havia no prato? Pontos extra como prêmio se você tiver notado a mancha vermelho-escura no copo. Agora vamos observar de verdade. Volte e olhe novamente o quadro, mas com um cuidado ainda maior, mais devagar desta vez. Curta a mancha na lateral do copo. Note a luz se refletindo na superfície da garrafa, do copo e da prataria.

O que poderia estar causando o reflexo e as sombras, e onde procuraríamos tal objeto? Quando tiver acabado, volte e compare com o original, notando qualquer coisa que possa ter esquecido. Acrescente esses detalhes ao seu desenho. Mais uma vez, volte e corrija o desenho, adicionando quaisquer informações que faltem.

Escolha alguma coisa com muitos detalhes e estude bem o objeto por um minuto. Pegue de novo o objeto, mas, em vez de diminuir o tempo, aumente. Observe o mesmo objeto pelo triplo do tempo, isto é, três minutos, e veja quanto mais você consegue achar. Depois de frequentar minhas aulas, ela resolveu reengajar seus sentidos exatamente no mesmo trajeto, e a diferença foi impressionante. Da mesma maneira, quanto mais você observa seu ambiente conscientemente, mais natural o processo vai se tornando.

Para engajar seu senso de consciência, saia à rua na hora do almoço, escolha um ponto para ficar parado e pratique observar cada coisa específica que cruza o seu campo visual.

Todos nós temos as mesmas habilidades, só que nem sempre sabemos disso. Todos nós podemos fazer o mesmo. Imaginei que fosse algum tipo de mancha de tinta, como no teste de Rorschach, para revelar algum segredo sobre a nossa psique. Ele conseguiu tirar o bracelete do meu pulso e os óculos da minha cabeça sem eu nem sequer perceber. Ele devolve tudo. Depois de bater as carteiras do destacamento do Serviço Secreto encarregado do ex-presidente Jimmy Carter, Robbins tornou-se assessor de segurança e agora treina agentes da lei em consciência sensorial.

A pessoa sentada ao meu lado reconheceu decididamente um animal quase de imediato. Recostou-se na cadeira, satisfeita. Eu continuei a olhar. Com mais intensidade. Olhei de cabeça para baixo. Envesguei os olhos. Finalmente, tive de adivinhar. Era um ornitorrinco, concluí. Antes de você olhar a foto abaixo, dê outra olhada na figura anterior. É a foto de uma vaca. A vaca de Renshaw, com o rosto delineado Sem os contornos delineados, eu jamais teria visto a vaca.

Um gato, talvez. Um ornitorrinco, com certeza. Mesmo que a maioria das pessoas possa ver, nem todo mundo vê as mesmas coisas. Se alguma outra pessoa tentasse completar os desenhos de Eve, os resultados com certeza seriam diferentes dos de Ruth. Ruth tem familiaridade e traquejo com aquarelas, e isto determina como interpreta os esboços.

Parece óbvio que todos nós vemos as coisas de forma diferente. Todavia, esquecemos disso constantemente, e agimos como se houvesse apenas um modo correto de ver. Da nossa herança biológica aos vieses que desenvolvemos, tudo influencia nosso modo de ver e agir no mundo. Ela pode matizar,3 nublar ou modificar o que realmente existe para se tornar aquilo que pensamos estar vendo. Quer sentir isto agora? Volte a olhar a foto em preto e branco apresentada por Robbins.

É impossível. O poder do seu conhecimento novo — o fato de ser uma vaca — efetivamente apagou as suas percepções anteriores. Nosso filtro perceptivo é moldado pelas nossas próprias experiências exclusivas no mundo. Todo mundo é diferente de todo mundo, às vezes violentamente diferente. Claire, uma advogada da Procuradoria Distrital de Manhattan, morava a apenas dois quarteirões do World Trade Center com o marido, Matt, e seus três filhos. Alguns meses depois, o tio do marido de Claire, um escritor, conversou com ela e o marido separadamente sobre aquele dia e escreveu os dois relatos.

Claire ficou chocada quando os leu. Mesmo que ela e o marido tivessem estado juntos o tempo todo, no mesmo lugar, antes, durante e depois do ataque, tendo deixado Nova York no mesmo momento, você jamais acreditaria, lendo as narrativas, que eles tinham vivido a mesma experiência.

Quando resolveram sair para os corredores, Claire disse que as crianças precisavam de comida e agasalhos, enquanto Matt focalizou os moradores idosos que precisavam de cadeiras de rodas. Claire ligou para colegas nas redondezas e rogou, implorou e chorou por socorro. O que pode ser visível para nós, outra pessoa pode deixar de ver inteiramente. Para policiais texanos, SOB significa south of the border [ao sul da fronteira]. Se ao ver a figura em preto e branco apresentada por Apollo Robbins eu tivesse me levantado e ido embora depois de concluir que estava vendo um ornitorrinco, talvez jamais ficasse sabendo que a foto na verdade mostrava uma vaca.

Para obter a imagem mais acurada de alguma coisa, precisamos considerar as percepções dos outros e reconhecer outros pontos de vista. Como descobrimos o que outras pessoas veem ou pensam que veem? No entanto, nem as de todo mundo foram.

Quem estava certo? O que salta aos seus olhos? Ou um consultor empresarial sobre os traços retos do grupo? Como vivemos e trabalhamos com todo tipo de pessoas, precisamos estar antenados a como outros podem ver alguma coisa. Para testar nossa consciência das percepções de outros, vamos dar uma olhada na foto a seguir, que mostra outra escultura. Como você acha que um oficial de liberdade condicional a descreveria?

As reações variaram de uma conta parodística no Twitter até protestos e petições contra a escultura. É uma estrutura inanimada feita de bronze pintado. Ninguém pode ver as coisas como você, exceto você. Assim como a nossa capacidade de processar conscientemente o que vemos e pensamos depende inteiramente das conexões neurais do cérebro, o mesmo vale para as coisas que habitam o nosso subconsciente. No momento em que nos tornamos cônscios13de um processo em geral subconsciente, ele atravessa para o nosso consciente.

Sabemos que isso é verdade porque todos nós um dia aprendemos a amarrar os sapatos. Comecemos por identificar os nossos filtros perceptuais examinando-os mais detidamente. Como ela faz com que você se sinta? O que você sentiria se visse alguém desfigurando-a com um spray de tinta?

E se visse alguém chorando ao lado dela?

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Como me sentiria se visse alguém a desfigurando com um spray de tinta? Como eu me sentiria se visse alguém chorando ao lado dela? Preocupada, mas acharia difícil acreditar que a pessoa chorando estivesse mal por causa da escultura. SIM — Estou pensando numa grande amiga minha do colégio que, depois de ter sido deixada em casa pelo namorado após um encontro, deu de cara com um homem estranho esperando por ela na garagem.

SIM — Estou no meu escritório, segura e a salvo, bem longe da escultura. SIM — Sou uma mulher de altura mediana, e a escultura é de um homem em tamanho real, de altura mediana. Às vezes os nossos filtros perceptuais disfarçam opiniões como fatos, como ocorreu com a escultura do homem seminu de Matelli. Nada disso é fato. Nenhum dos dois. É um homem careca de cuecas.

Dizer que você o acha arrepiante é subjetivo. Ao buscar fatos, precisamos separar as descobertas subjetivas das objetivas, e estudaremos o conceito de subjetivo versus objetivo mais detalhadamente no próximo capítulo. Em vez disso, use a maneira como outras pessoas olham para as coisas para conduzi-lo a fatos novos que você possa ter deixado de observar.

É uma armadilha comum em muitos campos. Pais fazem a mesma coisa, procurando avaliar acuradamente um comportamento extravagante do filho. Mesmo que a tendência de ver aquilo em que acreditamos seja largamente inconsciente, podemos reduzir seu efeito quando sabemos que a expectativa de certo resultado nos predispõe a procurar mais intensamente evidências que apoiem essa expectativa. Ver o que nos mandam ver Às vezes outras pessoas podem adicionar filtros perceptuais às suas próprias observações.

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A integridade de nossa busca de fatos pode ficar comprometida quando procuramos por aquilo que pensamos que devemos achar. Se eu tivesse dito imediatamente que a fotografia na p. Se você soubesse que a escultura de Tony Matelli intitulava-se Sonâmbulo, talvez tivesse dificuldade em imaginar o homem como um invasor ou compreender como era possível que outra pessoa o visse dessa forma.

Com certeza pode ser. Primeiro você vivenciou por si mesmo a foto no começo deste capítulo, sem nenhuma influência externa. O nome significa alguma coisa para você e soa de algum modo familiar? Renshaw costumava mostrar a mal revelada foto do bovino a quem o visitava em seu laboratório na Universidade Estadual de Ohio e pedir-lhes que adivinhassem o que era.

Quase todos os adultos erravam a resposta. Em contraste, cada criança pequena a quem Renshaw mostrava a foto a identificava imediatamente como uma vaca.

Menos da metade dos hóspedes reconheceram o aparecimento de uma pessoa nova. E é aí que as coisas podem ficar perigosas. É uma tendência natural depois de anos no serviço, e todos somos tentados a cair nela. A joaninha subindo pelo seu tronco nunca antes percorreu exatamente o mesmo caminho com exatamente os mesmos passos exatamente na mesma hora. Vigaristas e trapaceiros fazem o mesmo quando buscam tirar nosso dinheiro. Para nos armarmos contra eles, devemos conhecê-los. Uma vez conscientes das nossas próprias lentes perceptuais, podemos ver através delas.

Com supermercado, banco, cassino, cinema e mais de oitenta lojas no complexo de 35 mil metros quadrados, havia muito para ver e fazer. Talvez demais. Em 21 de setembro de , quatro homens se dirigiram à principal entrada de pedestres do shopping e começaram a lançar granadas. Como foi que um punhado de homens conseguiu manter centenas de pessoas cativas dentro de um amplo e moderno shopping por tanto tempo?

A força de segurança do shopping tinha fugido. Os guardas armados do banco no interior do estabelecimento estavam encolhidos num canto. Durante todo o sítio, um dos maiores desafios enfrentados pelas vítimas e pelas autoridades foi descobrir quem eram os mocinhos.

Na metade do período de ataque, os terroristas trocaram de roupa. Quando se divulgou que os captores estavam poupando reféns muçulmanos, os clientes começaram a compartilhar suas roupas, para disfarçar sua nacionalidade. Do lado de fora, a polícia local confundiu um de seus próprios homens infiltrados com um terrorista e o matou. E se alguém que você ama estivesse?

De a houve dezesseis tiroteios em shoppings ao redor do mundo, doze deles nos Estados Unidos; e, em , o grupo terrorista somali al-Shabaab incitou seus seguidores a organizar um ataque igual ao do Quênia no Mall of America, em Minnesota. Vamos investigar como fazer isso passo a passo para estarmos mais bem preparados.

Vamos praticar estabelecer essa diferença do mesmo modo que fazemos ao longo do livro: analisando obras de arte. Para começar, dê uma olhada nestes dois quadros: Cada uma delas mostra uma mulher com cabelo curto e pernas expostas, sentada e olhando para baixo. As duas figuras parecem similares? Poderiam parecer, porque foram pintadas pelo mesmo artista, Edward Hopper.

Dê uma olhada nessas duas mulheres: Trata-se da mesma mulher? De fato é: Maud Dale, a esposa de um rico patrono das artes que teve o seu retrato pintado por dois artistas diferentes. É o mesmo artista? O quadro da esquerda foi pintado pelo artista francês Fernand Léger, o da direita pelo americano George Bellow, dezesseis anos antes. Durante o sítio do Westgate Mall em Nairóbi, pessoas cativas que presumiram incorretamente a identidade dos homens armados que encontraram pagaram caro.

Aqueles que saíram, agradecidos, de braços levantados foram baleados pelos traiçoeiros terroristas. Para tornar um fato real, é preciso conferi-lo toda vez. Quando as portas se fecharam e começamos a andar, o motorista me surpreendeu. Mais de mim? Precisamos ser mais atentos. Devemos também lembrar que as aparências enganam. Da mesma forma, a velhinha modestamente vestida pode ser tremendamente rica. O que aconteceu? Quando aconteceu?

Dedique tempo para realmente absorver o processo. Quem é o sujeito desta cena? Você tem certeza? Olhe outra vez. No reflexo da janela? O que mais sabemos sobre a pessoa? Ela é casada ou solteira? Sabemos seu nome? Como podemos descrevê-la de forma definida? E quanto à sua altura? Você consegue dizer a altura dela?

E quanto ao seu peso?

Segurança nos serviços com eletricidade – DDS

Um casaco e um chapéu. Seja mais específico. Se você tivesse que descrevê-la a outra pessoa, diferenciando-a de outra mulher de casaco e chapéu, como o faria? O que mais podemos observar sobre o seu traje? O chapéu tem uma aba caída que tampa o seu rosto. Saber o tipo de chapéu que escolheu usar pode nos dizer muita coisa a seu respeito. Quem se importa? Pequenos detalhes podem solucionar crimes. Pequenos detalhes podem levar a diagnósticos importantes.

Pequenos detalhes revelam grandes coisas. O fato de estar usando somente uma luva poderia indicar seu estado de espírito. Com pressa? Uma deformidade? Uma mancha? Um anel de casamento?

E quanto às joias? E quanto à sua linguagem corporal? Como você pode ter certeza? O quê? Tal simplicidade, porém, nem sempre é o caso. Vamos olhar mais de perto uma pintura que mostramos no capítulo 1.

O que se passa aqui? Um homem de cabelo comprido posta-se acima da mesa, derramando algum tipo de líquido na taça da mulher sentada. Outro garoto observa. Uma ave tropical com uma cauda de longas penas, possivelmente um papagaio, olha para o grupo de cima de um poleiro no canto da sala, perto de duas aves menores numa gaiola pendurada no alto da parede.

Podem ser vizinhos ou hóspedes num albergue. Aqueles que fugiram sem primeiro avaliar o que acontecia correram diretamente para a linha de fogo dos atiradores. Aqueles que esperaram, e concluíram que era um ataque terrorista, encontraram esconderijos seguros. Que fatos podemos descobrir sobre quando ocorreu a cena na pintura de Hopper da mulher sozinha à mesa?

Que época do ano era? Poderia ser início de primavera e ainda haver um frio fora de época? Que hora do dia é? Podemos reduzir esse intervalo de tempo, porém, notando que a cena do lado de fora da janela também carece de luz artificial. E quanto ao ano ou época? A pesquisa do chapéu da mulher nos colocou na década de Finalmente, precisamos avaliar onde. Com base nas paredes, portas, janelas e luzes elétricas, podemos ver que a cena ocorre no interior. O lugar é limpo, bem conservado e bem iluminado.

Podemos ver uma mesa redonda, de tampo branco, com duas cadeiras de cor marrom-escura. Isso é importante? Em caso de uma emergência, reservo um tempo para localizar o elevador e as escadas mais próximas. A sobrevivente do Westgate Mall Elaine Dang fez a mesma coisa, e isso salvou sua vida. Ela contou à CNN que um dos apresentadores do concurso disse a todo mundo para correr até o estacionamento. Foi o que ela fez, e sobreviveu. Um restaurante, lanchonete ou cafeteria? O que podemos ver?

A frente do estabelecimento é dominada por uma ampla janela. Assim, que local em meados da década de seria limpo, bem conservado, oferecendo comida e bebida, estando aberto à noite e sendo seguro para uma mulher sozinha? O título deste quadro é Automat, e ele foi exibido pela primeira vez em Porém, quanto mais observadores formos, mais fatos poderemos coletar, catalogar e processar, e mais saberemos. Sem os fatos, permaneceram onde estavam, e sobreviveram.

Quando um queniano ferido estava sendo evacuado com outros clientes, alguém notou um estojo de balas de metralhadora caindo de um de seus bolsos. No entanto, ele acabou sendo preso. Como foi que suas atividades e a transferência de armas passaram despercebidas? Com frequência leciono a pessoas que interagem com crianças como parte de seu trabalho — pessoal médico, educadores, investigadores dos serviços de família —, e elas me lembram da seriedade de reportar objetivamente.

Uma mulher, assistente social de Maryland, me mostrou a importância dos ferimentos. Machucados podem apresentar a cor vermelha até estarem totalmente sarados, mas feridas amarelas indicam caracteristicamente que pelo menos dezoito horas se passaram desde o impacto inicial.

Fazer com que ele venha do jeito certo requer um pedido descritivo acurado que começa com o freguês, continua com o atendente e termina com o encarregado de tirar o café. Pequenos erros se somam. Eu discordo. Deve haver pelo menos três ABPs por saída. O sujeito com mais de um metro e oitenta que perguntou à atendente sobre turbulência? A mulher que entra se arrastando com uma bengala?

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Um bom candidato. O que cheira mal para alguns — grama cortada, gasolina — tem um cheiro maravilhoso para outros.

Qual deles é objetivo e qual é subjetivo? Uma mulher com a boca fechada e olhando pra baixo segura uma xícara com pires, sentada sozinha a uma mesa redonda, de tampo branco. Mesmo diferenças sutis entre conclusões objetivas e subjetivas podem ser cruciais.

Tem alguma importância de que material é feita uma mesa? Pode ter muita. Rapidamente, eles passaram para um local mais bem fortificado, e sobreviveram. Ela pode ter sido solteira a vida toda. Volte para o quadro da p. Ela é, na verdade, uma prostituta.

Até mesmo as melhores organizações falham em eliminar suposições. Se você é uma testemunha ocular ou a primeira pessoa a receber uma notícia ou a preencher o relatório inicial, tem uma responsabilidade maior de ser objetivo e detalhado nas suas observações.

O retrato da sra. Winthrop foi pintado por John Singleton Copley em quando ela era casada com seu segundo marido, um professor de Harvard. Você notou o azul vibrante do vestido? Os punhos duplos de renda branca? O laço com listras azuis, pretas e brancas no peito?

O laço com listras vermelhas, pretas e brancas na touca? As seis fileiras de pérolas em volta do pescoço?

O estofamento vermelho da cadeira? As unhas curtas e limpas? O anel de granada e diamante no dedo anelar esquerdo?

Podemos ver as diversas texturas no seu corpete, as dobras de pele no seu pulso e muitas gloriosas rugas na sua face. Você chegou a reparar nela? Se reparou, realmente a estudou? Este quadro é na verdade o tour de force e testemunho da habilidade técnica do pintor. Nele, o artista pintou um reflexo perfeito da pele da sra.

Winthrop, seus dedos, os intricados padrões de renda de suas mangas, até mesmo traços da nectarina. A mesa domina quase todo o terço inferior do quadro. Conte-nos o que a senhora sabe. Os investigadores descobriram6 que Lowery vinha roubando a patroa e que tinha histórico criminal.

O que havia dentro da sacola e da bolsa: roupas sujas ou uma arma ensanguentada? Ninguém conseguiu ver. No seu lugar,7 viam-se costuras escuras verticais ao longo de ambas as pernas. Possivelmente, tratava-se da oportunidade que os investigadores estavam procurando.

Os detetives presumiram que ela o fizera para ocultar manchas de sangue. E davam solidez ao argumento. Da mesma maneira que deixamos passar a mesa de mogno e o pote de maionese: porque somos programados para isso. Se o fizesse, estaríamos sobrecarregados de dados. Imagine-se parado na Times Square. Considere o que o cérebro moderno administra enquanto descemos uma rua falando ao celular. A dra. Se um caçador pré-histórico tivesse que se esconder na relva alta à espera da passagem de uma gazela e seu olhar se fixasse em cada folha balançando diante dos olhos, o jantar talvez nunca fosse servido.

Que posasmos msemo asism lre plaravas cmo lteras ebmaralhadsa e cm vgs fltnd sm perder o sentido é prova disto. A empresa se empenha conscientemente17 em cada detalhe, desde examinar cada pixel numa tela com uma lupa até empregar um time de designers de embalagens que passa meses aperfeiçoando a experiência de abrir caixas.

Mesmo que seus engenheiros lhe dissessem que seria extremamente difícil, ele insistiu que as aves tropicais na Enchanted Tiki Room e os presidentes no Hall of Presidents — atrações da Disney — respirassem, se agitassem e se remexessem realisticamente, mesmo sem estar sob os refletores.

Era o exame da Regents, do estado de Nova York, que o deixava acordado à noite. Uma auditoria externa determinou que os alunos eram desrespeitosos e desengajados — isto é, quando chegavam a aparecer. Pior ainda: os resultados no exame da Regents. Sabia que precisaria de algo fora do comum para alcançar seus complicados objetivos. Ele ouvira falar do meu treinamento para estudantes de medicina na Frick Collection em Manhattan e queria saber se Vermeer seria capaz de ajudar seus alunos em apuros.

Uma semana depois, Sloan trouxe um grupo de alunos da nona e décima séries à Frick, para um passeio pelas galerias. Eles escutaram atentamente, participaram com entusiasmo e forneceram respostas cuidadosas às questões. Sloan ficou maravilhado com a diferença. Em relatórios escritos após o curso, a esmagadora maioria dos alunos indicou que tinha gostado de observar de perto obras de arte e pediu mais oportunidades para fazê-lo.

Quase dois terços dos relatórios mencionavam a importância de procurar e focar detalhes, exatamente o que Sloan queria instilar neles. Sloan tinha proposto a si mesmo resolver um grande problema: aumentar a nota de alunos abaixo da média em testes padronizados. Esses educadores tinham deixado de perceber um detalhechave que se escondia bem diante dos olhos: os semblantes dos alunos, desfocados e desinteressados. Sloan viu isto e soube que, antes de poder passar mais problemas para eles, primeiro precisava abordar sua atitude prostrada e incapacidade crônica de focar.

Foco nos detalhes Sabendo o que sabemos sobre como o cérebro processa e filtra e perde e esquece e transforma, como podemos focar melhor nos detalhes? O mesmo conceito se aplica aos nossos outros pontos cegos visuais.

Quanto mais observarmos arte especificamente em busca de detalhes, mais os veremos. Para nos ajudar a ver a mesa de mogno escondida diante dos nossos olhos, vamos voltar e olhar novamente o quadro.

Retorne a ele na p. Você vê o chanfrado ao longo da borda iluminada no canto esquerdo inferior da mesa? A textura da madeira correndo em diagonal de noroeste a sudeste? E o reflexo da sra.

Vemos o azul do seu vestido e o branco da manga rendada, mas podemos ver também o recorte do babado na borda trabalhada da renda. Seu braço é visível nesse reflexo, bem como oito de seus dedos.

Gedra,Ricardo Luis; Barros,Benjamim Ferreira de - ebooks e livros para download - 99ebooks

Se tivéssemos deixado escapar a mesa de mogno da primeira vez, também nos teria escapado o anel de casamento ausente. Winthrop, ou simplesmente o artista brincando num jogo visual com o espectador. Nunca se sabe quando um pequeno detalhe resolve um caso ou fornece uma resposta enganosa. Deixar escapar detalhes fundamentais significa deixar escapar outros detalhes importantes aos quais eles podem conduzir.

Quando vemos a mesa de mogno, podemos ver o anel ausente. Quando vemos a esposa do paciente sentada na cabeceira da cama, podemos ver um histórico de caso mais meticuloso. Quando vemos as calças viradas do avesso, podemos ver uma tentativa consciente de encobrir. Veja a maneira como a sra. Teria o artista nos deixado de propósito uma pista sobre a sra.

Se fizéssemos30 investigações adicionais nesse rumo, descobriríamos que a sra. Viram-se levemente de lado, os ombros ficam rijos. Tinha acabado de entrar na sala de tratamento parcamente iluminada, e, antes que eu pudesse dizer uma palavra, a massagista me perguntou se eu estava com frio e se meu pescoço doía.

Ela me vira olhando rapidamente para o aquecedor no canto da sala e esfregando nervosamente o pescoço — duas ações mínimas, inconscientes. Ela executou um serviço de primeira classe só por ter coletado detalhes a partir da minha linguagem corporal. Sloan e a massagista leram essas mensagens em nosso olhar e postura. Uma vez que alguns dos meus clientes usam codinomes no trabalho, decidi fazer o mesmo para nos ajudar a lembrar os passos.

Se Lowery tivesse saído do prédio só com a roupa de baixo, isto sim teria sido inusitado — teria sobressaído, e provavelmente levado os investigadores a detectar o fato imediatamente. Em vez disso, a mulher fundia-se com todas as outras pessoas do hospital. Somos instintivamente atraídos para o novo, o inovador, o estimulante. Para fazer isso, precisamos olhar de novo.

Precisamos olhar a cena inteira, toda ela, desde as margens, indo e voltando mais de uma vez. Finalmente, devemos nos reposicionar nós mesmos. Chegar mais perto, depois recuar.

Andar ao redor para mudar nossa perspectiva. Com quantas podemos lidar? Um recente estudo32 estabelece que o limite para a nossa memória de trabalho é de nada impressionantes quatro coisas. Quanto mais tarefas você executa, mais utiliza da nossa limitada fonte de recursos.

Assim, se os investigadores estivessem preenchendo relatórios sobre um crime diferente e falando ao telefone enquanto assistiam às imagens das câmeras de vigilância do prédio de Linda Stein, teriam reduzido drasticamente suas chances de ver detalhes importantes.

Para evitar esse escoamento cerebral resultante das multitarefas, concentre-se em vez disso em uma tarefa apenas de cada vez. Deixe outras distrações de lado, feche o computador, ignore o telefone e simplesmente observe. É por isso que paramos de sentir a cadeira na qual estamos sentados ou as roupas que estamos vestindo. Psicólogos acreditam que podemos impedir o nosso sistema de controle cognitivo de perder a vigilância, e ajudar a reter um foco duradouro, simplesmente fazendo pausas.

A chave é se envolver em uma atividade completamente diferente daquela que você estava fazendo. Segundo, relaxe por dez minutos a cada noventa trabalhados. Barulho excessivo40 e sobrecarga sensorial também podem contribuir para o estresse do cérebro, e fazer com que ele trabalhe com menos efetividade. Arranje um local tranquilo para ficar. Recomendo fortemente um museu próximo!

Muitas pessoas famosas41 encontraram suas famosas soluções enquanto faziam uma pausa. O mesmo vale para qualquer pessoa para quem o estudo da arte seja uma atividade nova e incomum.

Os investigadores estavam convencidos de que, quando Natavia Lowery deixou o prédio com uma grande sacola, esta continha a arma do crime. Eles estudaram o formato da sacola, a maneira como ela se deformava na parte de baixo, o quanto parecia pesada. Eles estavam procurando uma arma fumegante na verdade, um instrumento para golpear em vez de simplesmente olhar. E, em alguns casos, talvez tenhamos simplesmente que deixar outra pessoa olhar.

Peça a outra pessoa para olhar com você Finalmente, como cada pessoa percebe o mundo de maneira diferente, você talvez queira recrutar ajuda na sua busca. Traga alguém para olhar com olhos novos, preferivelmente alguém com perspectiva, histórico e opiniões diferentes das suas.

Gerente de vendas de uma empresa de limpeza comercial, ele tinha engatilhado um grande novo cliente, mas uma coisa estava atrapalhando: o contrato deste com um concorrente. O cliente potencial era um centro de serviços médicos com quarenta prédios, um negócio gigantesco para a companhia de Bliss, e ele estava determinado a fechar o negócio.

Tendo recentemente participado do meu curso, Bliss decidiu experimentar o sistema Cobra. Lembrou-se do primeiro passo: camuflagem. A resposta podia estar bem na sua frente, mas oculta. Talvez ele devesse se concentrar em alguma outra parte do documento. Uma coisa de cada vez. Realinhar expectativas. Um jeito de sair do contrato. Talvez esta seja a expectativa errada. Um jeito de o cliente ficar nocontrato? Peça a alguém para olhar com você.

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Bliss chamou um amigo advogado. Bliss fechou o negócio. Às 23h32 de uma clara noite de dezembro de ,45 enquanto os pilotos do voo da Eastern Air Lines se preparavam para aterrissar o jato Lockheed Tristar no setor doméstico do Aeroporto Internacional de Miami após um voo tranquilo do JFK, o comandante notou que o indicador luminoso do trem de pouso na cabine estava apagado.

E, nesse ínterim, segundo as transcrições do gravador de voz da cabine, deixaram de ver todo o resto. O jato iniciou uma descida suave sobre o Everglades.