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Lendas Africanas Dos Orixás – Pierre Fatumbi Verger. Leitura Dinamica Ad. Baixar em epub Baixar em pdf Baixar em mobi Ler Online. Descrição; Informação . Pierre Fatumbi Verger - Os Orixas - documento [*.pdf] Deuses Iorubás na África Antes de se ter conhecimento do termo “iorubá”, os livros dos. Livros e artigos, Escrito por Fundação Pierre Verger, autorizado essa reprodução, que está publicado no seu livro Pierre Fatumbi Verger: do olhar livre .

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O que recebeu nas pernas ficou aleijado. Recebeu a novo nome africano, Gbobagnl, o rei desce sobre a terra. Depois, as viagens constantes para a frica com navegao e relaes comerciais diretas Foge, evidentemente, aos limites do presente trabalho traar um quadro geral desse complexo sistema de relaes. A famlia numerosa, originria de um mesmo antepassado, que engloba os vivos e os mortos. Os elgn de Exu participam das cerimnias celebradas para os outros Orixs.

Pierre Fatumbi Verger - Os Orixas - documento [*.pdf] Deuses Iorubás na África Antes de se ter conhecimento do termo “iorubá”, os livros dos. Livros e artigos, Escrito por Fundação Pierre Verger, autorizado essa reprodução, que está publicado no seu livro Pierre Fatumbi Verger: do olhar livre . Candomblé - Pierre Fatumbi Verger - Os Orixas. Download do Livro. Poderá também gostar de: Fanti Ashanti–Pai Euclides "Talabian" Ferreira. Nkorin S´ Awon. Além de um aplicativo para smartphones que permite ouvir as narrações de todas as lendas do livro feitas por Vovó Cici. Basta fazer o download (links abaixo). Compre os livros de Pierre Verger, no maior acervo de livros do Brasil. Encontre aqui obras novas, exemplares usados e seminovos pelos melhores preços.

Desde que com suas ressalvas e parcimônias. O que você acha desses livros, seus autores? E o papo é bem esquisito. Mas a bem da verdade meu caro, poucos sabem do que se trata. Acho que Candomblé pode e deve ser tratado como movimento cultural e toda cultura deve estar disponível para quem tem interesse.

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Existia ainda, na poca, a tendncia de se identificar Xang com Santa Brbara, como se v at hoje em Cuba, apesar da diferena de sexo, pois o argumento das relaes com o trovo parecia dominar. Nina Rodrigues escrevia, ento: Aqui na Bahia, como em todas as misses de catequese dos negros africanos, seja ele catlico, protestante ou maometano, longe de o negro converter-se ao catolicismo, protestantismo ou ao islamismo, acontece, ao contrrio influenci-los com seu fetichismo e adapta-los ao animismo do negro.

Basta, para compreender o fenmeno, assistir aos servios divinos nos templos protestantes do Harlem, em Nova York, ou mesmo na frica, aos cultos de numerosas seitas mais ou menos sincrticas, como a dos querubins e Serafim, onde os fiis so visitados e possudos, violentamente algumas vezes, pelo Esprito Santo. Nos Candombls, as duas religies permanecem separadas, e Nina Rodrigues constatava que, em fins do ltimo sculo, a converso religiosa no fez mais que justapor as exterioridades muito mal compreendidas do culto catlico s suas crenas e prticas fetichistas que em nada se modificaram.

Concebem os seus santos ou orixs e os santos catlicos como de categoria igual, embora perfeitamente distintos. Os africanos escravizados se declaravam e aparentavam convertidos ao catolicismo; as prticas fetichistas puderam manter-se entre eles at hoje quase to estremes de mescla como na frica. Depois, as viagens constantes para a frica com navegao e relaes comerciais diretas Facilitaram a reimportao de crenas e prticas, porventura um momento esquecido ou adulterado.

Com o passar do tempo, com a participao de descendentes de africanos e de mulatos cada vez mais P g i n a Os nags, cuja maioria pertencia nao Kto, formavam duas irmandades: uma de mulheres, a de Nossa Senhora da Boa Morte; outra reservada aos homens, a de Nosso Senhor dos Martrios.

Essa separao por etnias completava o que j havia esboado a instituio dos batuques do sculo precedem e permitia aos escravos, libertos ou no, assim reagrupados, praticar juntos novamente, em locais situados fora das igrejas, o culto de seus deuses africanos. Varias mulheres enrgicas e voluntariosas, originrias de Kto, antigas escravas libertas, pertencentes Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da Igreja da Barroquinha, teriam tomado a iniciativa de criar um terreiro de Candombl chamado y Omi s ir Intil, numa casa situada na Ladeira do Berquo, hoje Rua Visconde de Itaparica, prxima Igreja da Barroquinha.

As verses sobre o assunto so numerosas e variam bastante quando relatam as diversas peripcias que acompanharam essa realizao. Os nomes dessas mulheres so eles mesmos controversos. Duas delas, chamadas Iyaluss Danadana e Iyanass Akal, segundo uns, e Iyanass Ok, segundo outros, auxiliadas por um certo Bab Assik, saudado como Essa Assik no pad do qual falaremos mais tarde, teriam sedo as fundadoras do terreiro de s ir Intil.

Iyaluss Danadana, segundo consta, regressou frica e l morreu. Iyanass teria, pelo seu lado, viajado a Kto, acompanhada por Marcelina da Silva.

No se sabe exatamente se esta era sua filha de sangue, ou filha espiritual, isto iniciada por ele no culto dos Orixs, ou ainda, se tratava de uma prima sua. As opinies sobre o assunto so controversas e tornam-se objeto de eruditas discusses, estando, porm todos de acordo em declarar que seu nome de iniciada era Obatoss. Marcelina-Obatoss fez-se acompanhar nessa viagem por sua filha Madalena. Aps sete anos de permanncia em kto, o pequeno grupo voltou acrescido de duas crianas que Madalena tivera na frica, e grvida de uma terceira, Claudiana, que ser por sua vez me de Maria Bibiana do esprito Santo, Me Senhora, Oxum Miua, da qual tive a insigne honra de tornar-se filho espiritual.

Iyanass e Obatoss trouxeram de Kto, alm dessas filhas e netas, um africano chamado Bangbox, que recebeu na Bahia o nome de Rodolfo Martins P g i n a O terreiro situado, quando de sua fundao, por trs da Barroquinha mudou-se por diversas vezes e, aps haver passado pelo Calabar na Baixa de So Lzaro, instalou-se sob o nome de Il Iyanass na Avenida Vasco da Gama, onde ainda hoje se encontra, sendo familiarmente chamado de Casa Branca do Engenho Velho, e no qual Marcelina Obatoss tornou-se a me-de-santo aps a morte de Iyanass.

Verifica-se ligeira divergncia na verso dada por Dona Menininha relativa s origens dos terreiros provenientes da Barroquinha. O nome de Iyaluss danadana no mencionado. A primeira me-de-santo teria sido Iya Akal distinta de Iyanass , que, tendo regressado frica, a mesmo veio a falecer.

A segunda me-de-santo teria sido Iyanass Ok e no Akal. No se sabe com preciso a data de todos esses acontecimentos, pois, no incio do sculo XIX, a religio catlica era ainda a nica autorizada. As reunies de protestantes eram toleradas s para os estrangeiros; o islamismo, que provocara uma srie de revoltas de escravos entre e , era formalmente proibido e perseguido com extremo rigor; os cultos aos deuses africanos eram ignorados e passavam por prticas supersticiosas.

Tais cultos tinham um carter clandestino e as pessoas que neles tomavam parte eram perseguidas pelas autoridades. Por volta de , a polcia da Bahia havia, no decorrer de buscar efetuadas com o objetivo de prevenir possvel levantes de africanos, escravos ou livres, na cidade ou nas redondezas, recolhido atabaques, espanta-moscas e outros objetos que pareciam mais adequados ao candombl do que a uma sangrenta revoluo.

Nina Rodrigues refere-se a certo quilombo, existente nas matas de Urubu, em Piraj, o qual se mantinha com o auxlio de uma casa de fetiche da vizinha, chamada a Casa do Candombl.

Que estavam no local chamado Engenho Velho, numa reunio que chamava de Candombl. Com a morte de Marcelina-Obatoss, foi Maria Jlia Figueiredo, Omonike, Iyld, tambm chamada Erel na sociedade dos geled, que se tornou a nova me-de-santo.

Isso provocou srias discusses entre os membros mais antigos do terreiro de Il Iyanass, tendo como conseqncia a criao de dois novos terreiros, originrios do primeiro; Jlia Maria da Conceio Nazar, cujo Orix era Dada Bayn jk, fundou um terreiro chamado Iy Omi s Iymase, no Alto do Gantois, cuja me-de-santo atual, e quarta a ocupar este lugar, Dona Escolstica Maria da Conceio Nazar, Menininha, a ltima das famosas mes-de-santo da antiga gerao.

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Segundo Menininha, Jlia Maria da P g i n a Conceio Nazar, fundadora do Terreiro do Gantois, teria sido a irm-de-santo, e no filha-de-santo, de Marcelina-Obatoss.

Uma personagem importante nos meios do Candombl, chamada Bab Adet Okanled, consagrada a Oxossi e originria de Kto, teria tido um papel importante quando foi criado o Terreiro do Gantois, Iy Omi s ymase. Sob o impulso dessa grande me-de-santo, o novo terreiro rapidamente se igualou aos outros, e talvez tenha mesmo ultrapassado em reputao os outros candombls kto.

Pelo jogo complicado das filiaes, Senhora era bisneta de Obatoss por laos de sangue e sua neta pelos laos espirituais da iniciao. Em outros termos, Iyanass Akal ou Ok foi, na gerao anterior, ao mesmo tempo a bisav e a trisav de Senhora. Mas as coisas tornaram-se mais complicadas ainda quando Senhora recebeu, em , o ttulo honorfico de Iyanass pelo Alfin y da Nigria, atravs de uma carta da qual tivemos a honra de ser opartador. Senhora, abolindo o tempo passado graas a essa distino, tornou-se espiritualmente a fundadora dessa famlia de terreiros de candombl da nao Kto, na Bahia, todos originrios da Barroquinha.

Confirmou to elevada posio, em , quando foi presidir, seguida de seus ogs, o Axex, ou cerimnia morturia, da saudade e mais que centenria me-de-santo do Il Iyanass da Casa Branca do Engenho Velho, Maximiana Maria da Conceio, Tia Massi Oinfunk. Essa dignidade recebida da frica por Senhora provocou, diga-se de passagem, comentrios e rumores, os fuxicos que agitam e apaixonam as pessoas que pertencem a esse pequeno mundo cheio de tradio, onde as questes de etiqueta, de direitos, fundamentadas sobre o valo dos nascimentos espirituais, de primazias, de gradao nas formas elaboradas de saudaes, de prosternaes, de ajoelhamentos so observadas, discutidas e criticadas apaixonadamente; nesse mundo onde o beijamo, as curvaturas, as deferentes inclinaes de cabea, as mos ligeiramente balanadas em gestos abenoadores representam um papel to minucioso e docilmente praticado como na corte do Rei Sol.

Os terreiros de Candombl so os ltimos lugares onde as regras do bom-tom reinam ainda soberanamente. Aps o desaparecimento da saudosa Me Senhora, em , duas novas mes-de-santo lhe sucederam frente do Ax Op Afonj. Outros terreiros foram criados, originrios do Ax Op Afonj, formando uma terceira, ou mesmo uma quarta gerao dessa famlia de candombls que nasceu na barroquinha. Recebeu a novo nome africano, Gbobagnl, o rei desce sobre a terra.

Este pai-de-santo fez, em campainha de um dos seus filhos-de-santo, Tasso Gadzanis, de Ogum, vrias peregrinaes frica, onde recebeu de Olufon, rei de Ifon, o ttulo invejvel de wr slfn. No Estado do Rio de Janeiro instalaram-se nmerosos Candombl, originrios dos trs terreiros kto da Bahia. Tudo isso mostra a vitalidade, o crescimento e a multiplicao dos terreiros de Candombl originrios da Barroquinha.

Existem numerosos outros terreiros que seguem o ritual kto, como o de Il Mariolaje, no Matatu, mais conhecido sob o nome de Alakto, cuja me-de-santo atual, Olga Francisca Regis, Oyafnmi, j foi vrias vezes frica. Citemos, ainda, o terreiro de Il Ogunj, tambm no matatu, do falecido pai-de-santo Procpio Xavier de Souza, gnjobi. Ao lado dos terreiros nag-kto, h na Bahia os da nao Ijex. Durante a dcada de 50, ele enviou cartas redigidas em perfeito iorub a seu distante parente, o rei de Ijex, que as recebeu de nossas mos bastante emocionado.

Limitamos o tema desta obra aos orixs iorubs; portanto no falaremos dos terreiros cujas origens esto situadas em outras regies da frica. Assinalamos, entretanto, que o ritual nag parece ter tido uma grande influncia sobre os que so realizados nesses outros terreiros. No se pode excluir tambm a possibilidade de que certas influncias bantus se tivessem produzido entre os nags, levando em conta que foram trazidos, em grande nmero, escravos do Congo e de Angola at os fins do sculo XVII para todo o Brasil.

Relaes mais intensas estabeleceram-se, nos sculos seguintes, entre Bahia e Pernambuco e a Costa dos Escravos. A maioria dos Cativos, desembarcada nessas duas provncias, foi gge e nag daomeanos e iorubs. J expusemos em outras obras as razes comerciais, fundamentadas na presena do fumo na Bahia e em Pernambuco e a sua ausncia nas outras regies do Brasil, que determinaram essa afluncia de gge e nags, mais exclusivamente nessas duas provncias, enquanto os congoleses e angolanos continuaram a serem importados em outras regies do Brasil.

A palavra Candombl, que designa na Bahia as religies africanas em geral, de origem bantu. Um deles foi o mui digno Martiniano Eliseu de Bonfim, Ajimd, cujo pai, trazido por volta de como escravo, comprou a de sua mulher. Martiniano nasceu livre, por volta de , e acompanhou seu pai, aos dezesseis anos, a Lagos, onde trabalhou como aprendiz de marceneiro.

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Seu pai regressou Bahia e s se reencontraram em , quando este passou dez meses em Lagos. Martiniano voltou Bahia por volta de , aos vinte e sete anos, sendo recebido de braos aberto nos meios do Candombl. Sua permanncia na frica tinha lhe muito prestgio e tornou-se rapidamente um babala muito procurado. Ele possua o ttulo de Ojelad entre aqueles que, na Bahia, cultuavam o esprito dos mortos, os Egngn. Muito amigo de Aninha, ele a ajudava com seus conselhos e conhecimentos sobre a histria dos iorubs, o que o levou a criar, no Op Afonj, em , os ttulos honorficos de doze Obs de Xang, reis ou ministros da regio de Oy, concedidos aos amigos e protetores do terreiro.

O rival mais importante de Martiniano Eliseu do Bonfim era Felisberto Amrico Souza, Cujo nome foi inglesado para Sowser e Cognominado Benzinho, ironicamente talvez, pois era frequentemente agressivo. Felisberto era tambm um babala, um dos ltimos da Bahia. Seu pai, africano, nasceu por volta de , em Abeokut. Eduardo voltou para a frica, onde teve numerosa prole.

Felisberto fez o mesmo na Bahia, e suas filhas Irene Souza dos Santos e Caetane Amrico Sowser tm mantido fielmente as tradies trazidas da frica. Na gerao seguinte, Ary Sowser tornou-se pai-de-santo de um terreiro na Boca do Rio muito bem organizado e onde, com muita pompa, Oxagui, a quem consagrado.

Nem todos os africanos libertos e seus descendentes que voltaram frica retornaram ao Brasil, depois de terem completado seus conhecimentos do ritual do culto dos Orixs. Muitos deles regressaram frica para a permanecer.

Curiosamente, eles chegavam abrasileirados, como fez notar Gilberto Freyre, desafricanizados, aparentemente cristianizados, vestidos ocidental, construindo casas assobradas de estilo brasileiro e formando uma sociedade fechada, sem se misturar facilmente com os seus antigos compatriotas africanos. Tinham conservado relaes comerciais com a Bahia e faziam frequentes viagens de uma margem a outra do atlntico, a bordo de numerosos veleiros que continuavam a navegar entre os dois continentes e que, embora carregassem do Brasil fumo de rolo, barris de cachaa e carne de sol, no transportava mais escravos dede , ano em que foi definitivamente abandonado P g i n a As mercadorias provenientes da frica consistiam em azeite de dend, nozes de cola, panos da costa e muitos outros produtos necessrios realizao do culto dos deuses iorubs, pois, se muitas receitas dos pratos africanos, glria da apimentada culinria da Bahia, chegaram at ns que foram fielmente conservadas e transmitidas de mes para filhas pelas baianas vendedora de quitutes nas ruas.

Acontecia s vezes que, antes de sair de casa, elas faziam oferendas de parte das comidas nos altares de seus orixs. Quando as pessoas compravam e comiam acaraj, participavam, sem saber, de uma comida em comum com Ians; e se era caruru, tambm chamado amal nos terreiros de Candombl, era com Xang que comungavam. Assim, por considerao aos gostos dos orixs, nasceram e perpetuaram-se os vrios quitutes da Bahia. Os Orixs viajaram, em seguida, para outras regies africana, levadas pelos povos no curso de suas migraes.

Se as pessoas formavam um grupo numeroso, o orix tomava tal amplitude que englobava o conjunto da famlia, e alguns olorixs, sacerdotes do Orix, asseguravam o culto para todo o grupo. Se algum se fixa com a sua famlia restrita sua mulher e aos seus filhos, o orix assumia uma feio mais pessoal.

Quando o africano era transportado para o Brasil, o Orix tomava um carter individual, ligado sorte do escravo, agora separado do seu grupo familiar de origem. A qualidade das relaes entre um indivduo e o seu orix , pois, diferente, caso ele se encontre na frica ou no Novo Mundo. Na frica, a realizao das cerimnias de adorao ao Orix assegurada pelos sacerdotes designados para tal.

Os outros membros da famlia ou grupo no tm outros deveres seno o de contribuir materialmente para os custos do culto, podendo, entretanto, se assim o desejarem, participar nos cantos, danas e festas animadas que acompanham essas celebraes. Devem, alm disso, respeitar as proibies alimentares e outras, ligadas ao culto, ligadas ao culto de seu Orix, e, assim agindo, esto perfeitamente em regra com as suas obrigaes.

No Brasil, ao contrrio, cada um deve assegurar pessoalmente as minuciosas exigncias do Orix, tendo, porm, a possibilidade de encontrar num terreiro de Candombl um meio onde inserir-se, e um pai ou me de santo competente, capaz de gui-lo e ajuda-lo a cumprir corretamente suas obrigaes em relaes ao seu Orix.

Se a pessoa for chamada a tornar-se filho de santo, caber igualmente ao Pai ou me de santo a tarefa de levar a bom termo a sua iniciao, e preparar o assento de seu Orix individual o vaso que contm os seus ota, as P g i n a Existem, assim, em cada terreiro de Candombl mltiplos Orixs pessoais, reunidos em torno do Orix do terreiro, smbolo do reagrupamento, do que foi disperso pelo trfico.

Em se tratando de africanos escravizados no Novo Mundo ou de seus descentes a nascidos, sejam eles de sangue africano ou mulatos, to claros de pelo quanto possvel, no havia e no h problemas, pois o sangue africano que corre de pele quanto possvel, no havia e no h problemas, pois o sangue africano eu corre em suas veias, no importando a proporo, justifica a dependncia ao Orix ancestral.

Progressivamente, o candombl viu aumentar o nmero de seus adeptos, no somente de mulatos cada vez mais claros, como tambm de europeus, e at de asiticos, absolutamente destitudos de razes africanas. Os transes de possesso dessas pessoas tm geralmente um carter de perfeita autenticidade, mas parece difcil inclu-los na definio acima apresentada; a do orix-ancestral que volta a terra para se reencarnar, durante um momento, no corpo de um de seus descendentes.

Embora os crentes no africanos no possam reivindicar laos de sangue com os seus Orixs, pode haver, no entanto, entre eles, certas afinidades de temperamento. Africanos e no africanos tm em comum tendncia inatas e um comportamento geral correspondente quele de um Orix, como a virilidade devastadora e vigorosa de Xang, a feminilidade elegante e coquete de Oxum, a sensualidade desenfreada de Oi-Ians, a calma benevolente de Nan Buruku, a vivacidade e a independncia de Oxossi, o masoquismo e o desejo de expiao de Omolu, etc.

Gisele Cossard observa que se examinarem os iniciados, agrupando-os por orixs, nota-se que eles possuem, geralmente, traos comuns, tanto no bitipo como em caractersticas psicolgicas. Os corpos parecem trazer, mais ou menos profundamente, segundo os indivduos, a marca das foras mentais e psicolgicas que os anima. Podemos chamar essas tendncias de arqutipos da personalidade escondidas pessoas. Dizemos escondidas porque, no h nenhuma duvida, certas tendncias inatas no podem desenvolver-se livremente dentro de cada um, no decorrer de sua existncia, vivem.

A educao recebida e as experincias vividas, muitas vezes alienantes, so as fontes seguras de sentimentos de frustrao e de complexos, e seus consequentes bloqueios e dificuldades. Se uma pessoa, vtima de problemas no solucionados, escolhida como filho ou filha de santo pelo Orix, cujo arqutipo corresponde a essas tendncias escondidas, isso ser para ela a experincia mais aliviadora e reconfortante pela qual possa passar.

No momento do transe, ela comporta-se, inconscientemente, como o Orix, seu arqutipo, e exatamente a isso que aspiram as suas tendncias secretas e reprimidas.

(PDF) Lendas Africanas dos Orixás - Pierre 3deko.info | Rodrigo Lemos - 3deko.info

Toda essa experincia permanecendo no domnio do P g i n a Os arqutipos de personalidade das pessoas no so to rgidos e uniformes como os descritos nos captulos seguintes, pois existem nuances provenientes da diversidade de qualidades atribudas a cada orix. Oxum, por exemplo, pode ser guerreira, coquete ou maternal, dependendo do nome que leva.

Como veremos, diz-se que h doze Xangs, sete Oguns, sete Yemanjs, dezesseis Oxals na frica eles seriam cento e cinquenta e quatro , tendo cada um suas caractersticas particulares. Eles so, segundo os casos, jovens ou velhos, amveis ou ranzinzas, pacficos ou guerreiros, benevolentes ou no. No Brasil, alm do mais, cada indivduo possui dois orixs.

Um deles mais aparente, aquele que pode provocar crises de possesso, o outro mais discreto e assentado, fixado, acalmado. Apesar disso, ele influencia tambm o comportamento das pessoas. O carter particular e diferenciado de cada indivduo resulta da combinao e do equilbrio que se estabelecem entre esses elementos da personalidade. Iniciao na frica a regio iorub, a iniciao de um elgn aquele que pode ser montado , possudo, pelo Orix no apresenta problemas.

Geralmente ele foi indicado para desempenhar esse papel por ocasio do seu nascimento, pela adivinhao, quando seus pais consultaram um babala para conhecer o destino do recm nascido.

O futuro elgn, muito cedo, geralmente aos sete anos de idade, confiado a um sacerdote do Orix. Em se tratar de Xang, ir para a casa de um Mgb Xng, de um elgn Xng ou, ainda, de uma y Xng para viver na atmosfera do culto do deus. Em certas regies nag, como Saket ou Ifanhim, ou mesmo em terras estranhas aos iorubs, como Uid entre os hweda, h Egb Xng poderosos, sociedades que renem todos os adeptos do deus, onde os futuros elgn fazem sua iniciao em grupos mais ou menos numerosos.

Tivemos oportunidade de acompanhar as diversas fases dessas cerimnias para grupos de dezoito elgn em Ifanhim, onde o egb no conhece fronteiras anglo-francesa outrora, nigeriano beninesa atualmente ; seis em Uid e dois em Saket; assim como na Bahia, onde idntico o ritual seguido. De um lado e outro do oceano Atlntico, as cerimnias de consagrao dos novos elgn Xng duram dezessete dias.

Na frica, elas comeam e terminam num dia dedicado a este orix, da semana iorub de quatro dias. Elas tm incio, por razes que ignorarmos, no momento o mais prximo possvel do primeiro quarto da lua, para terminarem na poca do ltimo quarto. Algumas vezes, pode haver variaes nos detalhes do ritual, mas a sequncia geral das diversas partes de uma iniciao a mesma. Em Saket,. Essa consulta foi feita por um pequeno grupo, de aproximadamente vinte pessoas da famlia, meia noite mais ou menos, ao ond de uma estrada deserta, um pouco fora da cidade.

As mulheres pararam em uma ponte sobre um pequeno rio. Os homens continuaram seu caminho at cerca de cem metros mais a diante.

Um deles, um tal Oldl, derramou no cho gua e azeite de dend, colocou por cima nozes de cola e galos vivos, amarrados pelos ps. Oldl gritou um nome, alongando cada slaba ao mximo, e suplicou: W gb awon er re, ki fi omo wa sil fn wa ki s gb wa Vem buscar tuas oferendas, deixa-nos teu filho na terra para que o Orix nos proteja De longe, ouviram-se gritos prolongados: Ooooooooo.

Era Baba Egngn que respondia. Todos os presentes, ajoelhados, pediram-lhe para vir ao encontro deles. Perceberam uma sombra aproximando-se na escurido.

Oldl avanou em sua direo e deu-lhe as nozes de cola e os galos. A p lbn, omode o w lrin wa No! H muita gente depois de ns, h crianas entre ns Baba Egngn insistiu. Oldl pegou ento uma panela de barro e jogou-a violentamente no cho, onde ela se desfez em pedaos.

Todos fugiram para a cidade, perseguidos por um curto espao de tempo e sem muita firmeza por Baba Egngn. No dia seguinte, comeavam a iniciao dois novos elgn.

Um deles ia substituir o sacerdote morto, cuja alma acabava de ser consultada. O Xang da famlia encontraria, assim, outro de seus descendentes em quem se encarnar durante as cerimnias organizadas em seu louvor.

Sua consagrao ao Orix pode se realizar em um templo j existente, na cidade ou em uma roa das redondezas, ou ento em um novo local que dever ser sacralizado. Em todos esses casos, dever ser reservado um lugar privado, onde dever viver os novios, prximo ao local onde se realizaro as cerimnias pblicas. Esse lugar, s vezes chamado convento por alguns autores, tem o nome de igb ik, a floresta da morte.

Pode ser um simples quarto de uma casa ou um grande recinto cercado, permanente ou transitrio, atrs do ptio da roa, onde os iniciados vo viver durante os dezessete dias de sua recluso, protegidos das intempries por um simples tapume de palha tranada.

A permanncia na igb ik simboliza a passagem para o alm, entre a antiga existncia profana e a nova, consagrada ao deus. Desde sua entrada nesse lugar, os novios so obrigados a fazer ablues e tomar beberagens vegetais, feitas com a infuso de certas folhas, cascas e razes dedicadas ao Orix, iguais s que serviram preparao do od do Orix, descrito p Epega, reforando assim a ligao entre este e seu futuro elgn.

Essas beberagens e ablues, que contm o x, a fora do deus, parecem exercer uma ao sobre o crebro dos iniciados e contribuir para deix-los num estado de entorpecimento e de sugestionabilidade que far deles criaturas dceis e aptas consagrao. Caracterizam-se por no entrarem em transe como os elgn. A y Xng do lugar ou y Egbe, a me da comunidade, encontra-se tambm presente. Uma das iniciaes observadas foi realizada num local ainda no consagrado.

Foi preciso prepar-lo, pois, no dia seguinte, seria realizado o batismo de sangue dos novios. Cavaram um buraco no cho e vrios elementos foram ali despejados: a infuso das plantas, de que j falamos, o sangue e as cabeas de um galo e de um pombo sacrificados sobre o buraco; foram acrescentados elementos calmantes: limo da costa, r; azeite-de-dend, epo pupa; o lquido que escorre da casca esmagada de um caracol, gbn; e, ainda, quatro espcies de ps-pretos obtidos pela calcinao de vrios elementos; e, por fim, nozes de cola de duas espcies chamadas obe orgb.

Neste lugar exatamente, ser colocado, no dia seguinte, um pilo, od, emborcado, que servir de assento aos novios para seu batismo de sangue. Nesse dia, realizam-se duas cerimnias: anlod e afjw. Anlod edo, pela manh, realiza-se o que se chama anlod vamos ao riacho , quando os novios, homens e mulheres, saem da igb ik. Eles caminham, um atrs do outro, no estado de entorpecimento do qual falamos anteriormente. Um grande pano branco, l, mantido sobre suas cabeas; esto todos vestidos de panos esfarrapados e entram no recinto consagrado a Xang, onde cada um deles recebe uma jarra contendo infuso de folhas dedicadas ao Orix.

Quando saem dali y Xng e algumas iniciadas j antigas colocam sobre a cabea dos futuros elgn uma rodilha de fibras, usadas na frica como esponjas vegetais. Em cada uma dessas rodilhas foram presos uma fileira de bzios e um pintainho de alguns dias, amarrado pelos ps.

Lendas africanas dos Orixás

As jarras so colocadas por cima y Xng e suas ajudantes. Elas tm o cuidado de coloc-las trs vezes seguidas, antes de deix-las ali. A fila de novios forma-se de novo e dirige-se, acompanhada pelas mulheres encarregadas da iniciao e por um conjunto formado de atabaques bt ou de cabeas agb. Esse pequeno grupo dirige-se a um riacho, ou uma lagoa, situado no meio de uma floresta sagrada da vizinhana.

Os novios vo com o corpo inclinado para frente e a cabea levantada para manter o equilbrio da jarra. Caminham danando, seguindo o ritmo dos atabaques, e de vez em quando esboam alguns passos mais firmes, com os joelhos dobrados. Muitas vezes, um elgn de Exu precede o cortejo para que nada de desagradvel acontea. As iniciadoras e os novios so os nicos a penetrarem na floresta.

Os msicos e as pessoas da escola param e esperam na proximidade. No centro, fora cavado um buraco e coberto com alguns galhos, formando uma grade.

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A terra retirada da escavao fora deixada ao lado, em forma de montculo. Cada novio deve ficar de p um aps outro, em cima da grade improvisada sobre o buraco, e a jarra colocada em cima do montculo. O iniciado ento despido e seus trapos so jogados no fundo do buraco.

Seu corpo lavado com a gua contida na jarra e esfregado com a rotilha os bzios e o pintainho, que, no resistindo a esse tratamento, no demora a morrer. Tudo isso depois jogado no buraco. Assim, uma vez purificado, seu corpo enxaguado com a gua do riacho e vestido com um pano branco. Colocam-lhe na cabea uma nova rodilha e a jarra contendo gora gua do riacho. Quando o ltimo dos novios terminar essa obrigao, tornam a fechar, socando a terra com os ps.

O abandono das roupas velhas, substitudas pelos novos panos brancos, um smbolo da rejeio do passado e da passagem para uma vida nova dedicada ao Orix. Algumas folhas so colocadas embaixo as esteira, posta no cho na noite anterior, e um pilo emborcado em cima.

Um muro de panos mantido pelos auxiliares ao redor do local consagrado, para proteger dos olhares indiscretos parte da cerimnia a ser realizada. Os novios so levados, um aps outro, para esse recinto. Esto no estado de entorpecimento mental a que j nos referimos. Cada um deles amparado e guiado pelas iniciadoras at o pilo emborcado, onde sentado e levantado duas vezes para s permanecer na terceira. A seus ps so colocados, sobre uma bandeira de madeira, um edn r machadinha de pedra ou pedra de raio , suporte do ax de Xang, um faco e um sr xer , chocalho feito com uma cabaa alongada.

Os cabelos do iniciado so raspados e recolhidos em uma pano branco colocado em seu colo. So feitas incises no alto do seu crnio, onde ser colocado, depois, um s oxu , do qual falaremos mais adiante. Para cada novio so sacrificados primeiro os animais: galos, pombos, tartarugas, galinhas-dangola e caracis. O sangue derramado ao mesmo tempo sobre a cabea do iniciado e sobre a machadinha de pedra, estabelecendo a ligao entre o futuro elgn e Xang.

Os corpos dos animais decapitados so apresentados ao novio, que chupa um pouco do sangue; pode acontecer que ele aperte em seus dentes o pescoo do galo com tal fora, que arranque um pedao e mastigue, lentamente, por alguns momentos.

Marca-se a cabea do novio, bem como o peito, as costas, os ombros, as mos e os ps com o sangue dos animais sacrificados. O ponto culminante da cerimnia de batismo de sangue aquele em que um carneiro sacrificado.

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Antes de imolar o animal, costume dar-se-lhe para comer algumas folhas verdes de cajazeira. Mas, antes, as folhas so mostradas trs vezes ao carneiro e tocadas levemente na cabea do novio.

Da terceira vez, elas lhe so mostradas mais demoradamente e, em geral, o animal comea a devor-las. Se o carneiro no as comer ele poupado e dever ser substitudo por outro.

Logo que ele comea mastigar as folhas, a pedra de raio introduzida fora em sua goela e seu focinho amarrado fortemente. Em seguida, com as penas das aves sacrificadas, cobre-se a cabea, o rosto e os diversos pontos de seu corpo, que foram marcados com sangue.

O espetculo impressionante e lembra um pouco o que se sabe a respeito dos Mistrios de Cibele, onde o iniciado, deitado em uma cova, recebia sobre seu corpo o sangue de um touro ou um carneiro. A cabea do animal separada do corpo, acima do novio prostrado sobre o pilo. Acontece ento que Xang manifesta sua aceitao aos sacrifcios e consagrao do novo elgn, apossando-se dele, montando gn nele. O elgn pega a cabea do carneiro com as duas mos, aproxima-a de seu rosto e aperta, entre os dentes, uma das artrias cartidas, para entregar-se, em seguida, a uma dana alucinante ao som das palmas e dos cantos dos presentes.

A cabea do carneiro, estreitamente ligada do elgn, balana ao ritmo da dana e parece, s vezes, mais viva que o rosto estupefato do novio. Uma espcie de comunho parece estabelecer-se entre eles, smbolo vivo do sacrifcio de substituio que acaba de ser consumado.

Alguns momentos depois, o novio senta-se de novo no pilo, descerra os dentes e solta a cabea do animal sacrificado. Move-se ainda por uns instantes, fazendo girar o seu tronco e inclinando-o para frente e para trs. O xtase atinge seu paroxismo e logo seguido de um desfalecimento. O iniciado cai no cho, debatendo-se, e logo levado para a igb ik. A reao do novio no batismo de sangue pode-se ser mais calma e sua volta a igb ik feita com mais serenidade. Ele, ou ela, torna-se um omo titun, uma criancinha.

Ele, ou ela guiado por suas iniciadoras que, com solicitude, amparam seus passos ainda hesitantes. O iniciado continuar nesse esto, omo titun, durante os dezessete dias de seu internamento na igb ik. O grupo dos omo titun encontra-se reunido dentro desse recinto. Devero realizar, regularmente, suas ablues e tomar infuses vegetais. Passaro seus dias deitados em esteiras, cobertos de panos brancos.

Um s oxu preso em sua cabea, exatamente no lugar onde foram feitas as incises do dia do batismo de sangue. Este s uma pequena bola, do tamanho de um ovo de pombo, feita de um aglomerado de folhas reservadas de Xang, embebidas no sangue dos animais sacrificados, s quais acrescentam-se elementos de uso constantes nas oferendas: ratos eku e peixes ej , que simbolizam noes complementares como terra gua, masculinidade - feminilidade, esquerda direita; pena de galo das Campinas lko ; de cuco gbe ; de papagaio odde ; de gara lkelke , cujo simbolismo mais difcil de interpretar.

Tudo isso pilado e comprimido para formar o s, cujo objetivo e sacralizar a cabea do iniciado. Este ser chamado, a partir da, ads, que significa aquele que usou um s, prova incontestvel de sua iniciao.

Nesse dia, realiza-se a primeira apario em pblico dos omo titun. Eles vo todos at o riacho, na floresta sagrada, levada por seus iniciadores. Sua atitude, de completa submisso, revela que eles passaram a um estado de crianas de tenra idade. Andam guiados, quase que colados atrs dos iniciadores, enrolados no mesmo pano branco, como criancinhas nas costas da me. Voltam para a igb ik, logo saindo novamente com a cabea e o corpo enfeitados com riscos e pontos brancos traados com giz efun , sinal de respeito por Obatal, criador dos seres humanos.

Os omo titun do trs voltas pela praa, com passos incertos, e so levados de novo ao local de seu isolamento.