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Num a-Denys Fustel de Coulanges (). Título original Prefácio: 9. LIVRO PRIMEIRO: Antigas Crenças: 16 Capítulo VI: Os deuses da cidade: A Cidade Antiga - Fustel de Coulanges. ÍNDICE. Prefácio. LIVRO PRIMEIRO: Antigas Crenças. Capítulo I: Crenças a respeito da alma e da morte. Capítulo II: O. A cidade antiga - Para compreender a formação da sociedade e o concetio de civilização, Fustel de Coulanges busca respostas aprofundadas na cultura.

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Guy Bourdé e Hervé Martin. Plutarco, Paralelo dos hist. Pode muito bem ser que muitas vezes se seguisse a ordem inversa. Nas festas solenes as mesas eram preparadas nas ruas, e todo o povo nelas tomava lugar. Estado moderno! Usavam a palavra Eros para se referirem ao amor em que haja um componente sexual. Iseu, De Philoctem, hered. Vindos de Nibiru, os Anunnaki buscam o ouro da Terra para solucionar o desequilíbrio na atmosfera de seu planeta natal. Foi o que se fez em Esparta. Lisboa: Ed. O que é? O cristianismo trazia ainda outras novidades. A paz. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual? A fundao da urbe era um ato religioso. Mas de cada um desses elementos nasceram milhares de deuses. Nos ritos fnebres, quando se colocava um corpo na sepultura, acreditavam-se que se metia l alguma coisa com vida ao mesmo tempo. Vide Digesto, liv. Trata-se apenas de simples conjectura, pois faltam-nos provas.

A Cidade Antiga - Fustel de Coulanges. ÍNDICE. Prefácio. LIVRO PRIMEIRO: Antigas Crenças. Capítulo I: Crenças a respeito da alma e da morte. Capítulo II: O. A cidade antiga - Para compreender a formação da sociedade e o concetio de civilização, Fustel de Coulanges busca respostas aprofundadas na cultura. Numa-Denys Fustel de Coulanges () Capítulo I: A religião foi o princípio constitutivo da família antiga. Capítulo II: O LIVRO TERCEIRO: A Cidade. A CIDADE ANTIGA A CIDADE ANTIGA Fustel de Coulanges Tradução .. LIVRO PRIMEIRO Crenças antigas CAPÍTULO I Crenças sobre a alma e sobre a. Compre A Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, no maior acervo de livros do Brasil. As mais variadas edições, novas, seminovas e usadas pelo melhor.

A adoo era relativa emancipao, para um filho adotivo ser aceito em uma nova famlia, devia ser libertado previamente de sua religio original. Nos romanos esse filho jamais seria considerado membro da famlia nem pela religio nem pelo direito. O parentesco s era reconhecido pelo direito de oferecer sacrifcios ao antepassado em comum.

O princpio do parentesco no era dado com o nascimento e sim com o culto e s os da linha masculina. O fato de se encontrar um parente com vnculo de sangue no era suficiente para se considerar parente, era necessrio ter o vnculo do culto, tanto que mesmo os filhos emancipados tornavam-se agnados, isso comprova que s a religio determinava o parentesco.

Os antigos sempre praticaram a propriedade privada. Havia trs coisas que mostram uma forte relao entre si: a religio domstica, a famlia e o direto de propriedade. Na religio domstica as pessoas tinham em suas casas o fogo sagrado e o tmulo de seus ancestrais, que deviam ser cultuados.

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O fogo sagrado jamais poderia sair de casa e os mortos do lugar onde foram enterrado. Naturalmente nasce a idia de propriedade. O homem que adquiria uma dvida era punido, s que a lei no permitia que sua propriedade fosse tomada para o pagamento da dvida, pois a terra pertencia mais a famlia do que a ele prprio. Era mais fcil escravizar um homem, a lhe tirar o direito de propriedade.

Estabelecido o culto hereditrio, o direito de propriedade no desaparece. O homem morre, o culto permanece. Deste princpio nascem s regas do direito de sucesso. Uma delas a da hereditariedade que passa de pai para filho conforme determina a religio domstica. Cabe ao filho a sucesso da propriedade, obrigaes e dvidas.

J a filha no tem direto de herdar os bens do pai, ela no est apta a dar continuidade no culto, quando se casa deve renunciar ao culto do seu pai a se dedicar exclusivamente ao culto do esposo.

Quando o pai morre, os irmos devem partilhar a propriedade e que os irmos adotem suas irms, elas no tm direto sucesso paterna. A filha que no fosse casada tinha o direto de herdar e dar continuidade ao culto, porm a religio impunha uma srie de dificuldades. Alm disso, a filha sempre estava subordinada ao irmo ou a um dos agnados da famlia.

Mesmo com a lei de Vocnia que institua a mulher herdeira, embora filha nica, casada ou solteira, que legava s mulheres metade da propriedade, religio exigia que o parente mais prximo fosse o herdeiro. O Direito teve sua origem na famlia, nasceu espontaneamente, segundo os princpios antigos e suas crenas.

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A famlia era composta do pai, me, filhos e escravos, mas algo superior ao pai comandava tudo, a religio domstica. O poder paterno pode ser catalogado em trs categorias: I - O pai chefe supremo da religio domstica, ningum da famlia contestava sua autoridade sacerdotal, como sacerdote do lar no reconhece hierarquicamente nenhum superior.

Tinha o direito de reconhecer ou no o filho que nascer, repudiar a mulher em caso de esterilidade, casar a filha, emancipar o filho excluir da famlia e do culto.

II - A propriedade era da famlia, o pai era um usufruturio. Tudo que a mulher pudesse adquirir durante o casamento era passado para o marido. O filho nada podia adquirir, caso algum testasse algo a ele, era o pai quem recebia.

Podia vender o filho, pois o seu trabalho era uma fonte de renda. III A justia s existia para o pai, assim o pai era quem respondia pelos delitos cometidos pelos membros de sua famlia. A religio e moral foram exclusivamente domstica.

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Os princpios morais se baseiam na religio, os homens sempre que cometessem algum ato que no fosse aprovado pelos deuses sofria uma punio moral.

Dependendo do ato cometido no podia nem se aproximar mais de seu lar. Para o homem voltar a seu culto era necessrio se purificar em cerimnia religiosa, essa religio conhece o perdo. O homem amava sua casa como hoje ama sua igreja, a moral proibia o derramamento de sangue, a suas crenas fortaleceram as noes de justia, as famlias estabeleceram um vnculo forte entre os membros, que fez com que se respeitassem mutuamente.

Gens, formavam um corpo de constituio inteiramente aristocrtica, uma alterao profunda introduzida pela democracia no regime da Gens. Cada gens possua seu culto, suas festas religiosas e seu tmulo em comum.

Os membros de uma mesma gens so unidos, ajudam uns aos outros nas necessidades da vida, toda a gens responde pela dvida de qualquer um de seus membros, resgata prisioneiros, acompanham o ao julgamento, demonstram uma grande solidariedade entre seus membros. Era contrrio religio reclamar de algum membro da gens ou mesmo testemunhar contra. A gens era uma espcie de parentesco artificial, uma associao poltica de vrias famlias estranhas umas s outras, uma caracterstica evidente que a gens possui um culto prprio como nas famlias.

A gens teve sua origem na religio domstica de forma natural, conserva a unidade que a religio lhe concedera, e alcanou todo desenvolvimento do direito privado. Era natural que os membros de uma mesma gens usassem o mesmo nome, dessa forma transmitia-se o nome de gerao em gerao com o objetivo de perpetu-lo. Outro elemento passa a fazer parte da famlia, o servo. Como a religio domstica no permitia a entrada de pessoas estranha na famlia, para que o servo pudesse entrar, ele era iniciado no culto domstico.

No livro III, a sociedade s se desenvolveu a medida que a religio se expandiu. A religio domstica proibia que as famlias se misturassem e se fundissem. Todavia era possvel que diversas famlias, sem nada sacrificar de sua religio particular, se unissem ao menos para a celebrao de outro culto que lhes fosse comum. Certo grupo de famlias formou um grupo que, na lngua grega, fratria e na latina, cria.

Porm essa associao nova no se produziu sem certa expanso da idia religiosa. Cada fratria ou cria possui um chefe, o curio ou fratriarca, cuja funo principal era presidir aos sacrifcios. As fratrias tinham suas assembleias, suas deliberaes e podia instituir decretos.

Nela havia um deus, um culto, um sacerdcio, uma justia, um governo. Vrias crias ou fratrias se agruparam e formaram uma tribo, cujo nome vinha de seus deuses, normalmente um homem divinizado.

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A tribo possua um tribunal e um direito de justia sobre seus membros. Com o passar do tempo, a divindade de uma famlia, tendo adquirido um grande prestgio na imaginao dos homens e parecendo poderosa proporcionalmente prosperidade dessa famlia, atraia o desejo de toda uma cidade no sentido de adot-la e lhe render um culto pblico para obter deus favores.

Essa nova religio tinha outra moral. Do mesmo modo que as fratrias se uniram numa tribo, diversas tribos podiam associar-se entre si, sob condio de que o culto de cada uma delas fosse respeitado. No dia em que essa aliana foi feita, nasceu a cidade. Religiosamente, subsistiu uma multido de pequenos cultos acima dos quais se estabeleceu um culto comum; politicamente, uma multido de pequenos governos continuou a funcionar, elevando-se acima deles um governo comum.

A cidade era uma confederao, e por isso tinha que respeitar a independncia religiosa e civil das tribos, das crias e das famlias, no tendo inicialmente o direito de intervir nos assuntos particulares de cada um desses pequenos grupos. Cada cidade tinha seus prprios deuses.

A urbe, diferente da cidade, era o local de reunio, o domiclio e o santurio dessa associao. A urbe se fundava inteira em um s dia, mas era necessrio que a cidade fosse construda primeiramente.

A fundao da urbe era um ato religioso. O primeiro cuidado era escolher o lugar da urbe, mas deixava-se essa deciso para os deuses, atravs de alguns rituais. O fundador era o homem que realizava o ato religioso sem o qual a urbe no podia existir. Toda urbe o adorava. O destino dessa cidade no pertencia aos homens e sim aos deuses. O vinculo de toda a sociedade estava constitudo no culto.

O culto do fogo pblico era vedado aos estrangeiros. Todo aquele que prestara grande servio cidade tornava-se um deus para a mesma, que ficava lisonjeada de possuir um morto que, em vida, havia sido um homem importante.

A religio era inteiramente local e civil, peculiar de cada cidade. Durante uma guerra, se uma urbe era vencida, acreditava-se ter seus deuses sido vencidos com ela, o contrario tambm era verdico. O exrcito representava a cidade, por isso carregava consigo um fogo-lar no qual noite e dia o fogo sagrado era conservado. Aps cada vitria oferecia-se um sacrifcio. No se fazia guerra somente aos soldados, fazia-se guerra a populao inteira, homens, mulheres, crianas, escravos. No se fazia guerra apenas aos seres humanos, seu alvo sendo tambm os campos e as colheitas.

Com isso, uma guerra podia extinguir o nome e a raa de um povo inteiro e transformar uma regio frtil em num deserto. Para celebrar um tratado de paz era necessrio um ato religioso.

A cerimnia do culto da cidade tinha que ser realizado em comum por todos os cidados e honra das divindades protetoras. Acreditava-se que a salvao da cidade, a preservao de sua integridade, dependia da realizao desse repasto pblico. Existiam salas destinadas aos repastos comuns. Tudo que era sagrado na cidade, davam lugar a uma festa.

O calendrio no era outra coisa seno a sucesso das festas religiosas. Da ser estabelecido pelos sacerdotes. Por isso, compreensvel que o calendrio de uma urbe no se assemelhasse em nada ao da outro, pois a religio no era a mesma. Entre as cerimnias mais importantes da religio da cidade, havia uma a que se dava o nome de purificao.

Todos os cidados, no dia marcado, se reuniam fora dos muros, e atravs da cerimnia, toda mcula era apagada, toda negligncia no culto reparada e a cidade ficavam ento em paz com seus deuses. O homem que no tivesse participado do ato religioso no podia mais ser um membro da cidade.

As mulheres, os filhos, os escravos, os mveis e imveis, eram purificados atravs do chefe da famlia, que era o nico que assistia a essa cerimnia. O local de reunio sempre foi um templo. Se uma sesso fosse realizada num lugar que no fosse o sitio sagrado, as decises nela tomadas seriam anuladas, j que os deuses no tinham estado presentes.

Os deuses eram temidos. Eram deuses invejosos, irritveis, destitudos de afeto ou benevolncia, de bom grado em guerra com o homem. No rei, devemos ver um personagem que, sobretudo, o chefe do culto, devendo ele realizar cerimnias religiosas.

Esse poder do rei era hereditrio. Acreditava-se ser ele um ser sagrado. O magistrado, que substituiu o rei foi, como este, um sacerdote, ao mesmo tempo em que um chefe poltico. No demorou para que as diversas cidades se reunissem numa espcie de federao, ainda com um importante papel das praticas religiosas. Essas confederaes possuam um fogo pblico comum, seu templo, seu deus, suas cerimnias etc. As confederaes possuam pouca ao poltica, nem sequer impediam que seus membros guerreassem entre si.

Tudo dependia da igreja, da religio. A todo o momento consultavam-se os deuses para tomar suas decises. O estado no admitia que um homem fosse indiferente aos seus interesses. Os antigos no conheciam nem a liberdade da vida privada, nem a liberdade de educao, nem a liberdade religiosa. O governo chamava-se alternadamente monarquia, aristocracia, democracia, mas nenhuma dessas revolues concedeu aos homens a verdadeira liberdade, a liberdade individual.

Ter direitos polticos, votar, nomear magistrados, poder ser arconte, a isso se chamava liberdade, mas com tudo isso no foi o homem menos servo do Estado. No livro IV, fala sobre as desigualdades entre as classes, que a primeira fonte de desigualdade foi na famlia, o primognito era o privilegiado ao culto, e a sucesso. A introduo dos plebeus organizao social, pois ela no estava includa no povo. No comeo o rei era o chefe religioso da cidade, representava a religio, entre outra funes, por isso o poder estava em suas mos.

Mas houve a primeira revoluo, uma luta entre a aristocracia e os reis. A realeza foi vencida, mas conservada, pois a religio precisava de um rei, para a salvao da cidade.

Com as revolues em varias cidades, o governo passou aristocracia. Tinha sua origem na constituio religiosa das famlias.

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As distines eram dos homens livres de um lado e de outro os servos ou clientes, inferiores pelo nascimento, mas prximos dos chefes por participarem do culto domstico, e com as transformaes que ocorreram, a clientela tenta se libertar, e consegue e acaba desaparecendo.

As transformaes ocorridas mudaram a constituio da famlia, mas acabaram enfraquecidos, e alterados seus costumes. Com a formao da cidade, foram introduzidas as leis, o Cdigo das Doze Tbuas, que era comum para todos os cidados. E assim, foram pouco a pouco modificando os costumes, e assim foi introduzido o sufrgio.

No Livro V, fala sobre as novas crenas, que foram se modificando conforme o pensamento, desde o o fogo sagrado que era obrigatrio e que com o tempo perdeu prestgio e depois passou apenas para o culto de um hbito que aos poucos se extinguiu. Roma era uma mistura de raas, primeiros latinos, troianos, gregos; logo depois, sabinos e etruscos. A lngua tambm era misto, embora o latim predominasse.

Foi a nica cidade que soube aumentas sua populao atravs da guerra. Anexou tudo o que conquistou, transformou os vencidos em romanos. Tambm atraiu para si todos os cultos das cidades vizinhas. A vitria do Cristianismo marca o fim da sociedade antiga. Religio, direito e governo se confundiam, mas so as mesmas coisas. Alteraes que foram feitas com o cristianismo, o homem no ofereceu mais alimento e bebida a Deus, e a orao, passou a ser um ato de f e demanda humildade.

Na parte do governo do Estado, separou a religio do governo. A religio envolve-se o mnimo possvel com as coisas da terra. Read Free For 30 Days. O cliente, como o servo, fica sujeito a um senhor, de pai a filho. O cliente dobra-se sob essa autoridade, ao mesmo tempo material e moral, que o liga de corpo e alma. Viam que fora dela existia uma sociedade, regras, leis, altares, templos, deuses. Mais tarde, deu-se a cada um deles um lote de terra particular. Seus suores encontraram assim alguma recompensa, e sua vida tornou-se ao mesmo tempo mais livre e mais altiva.

Fez mais. Continua sujeito ao senhor. O liberto, de nome. O liberto, portanto, lembra exatamente o antigo cliente. Aspirava libertar-se da gens , e ingressar na plebe, onde seria livre. Na primeira parte da luta, a vantagem estava do lado da aristocracia de nascimento. Citemos alguns exemplos.

Um tirano de Corinto pediu certo dia a um tirano de Mileto conselhos para bem governar. Assim, sua regra de conduta era derrubar os que se distinguiam, e ferir a aristocracia apoiando-se no povo. O medo dos poderosos confirma os desejos da plebe. A classe inferior cresceu pouco a pouco. Singular novidade! Renunciou aos tiranos logo que sentiu possuir em si os elementos capazes de melhor governar.

Esses foram os deuses da democracia. Uma vez conquistado o poder, expulsou os grandes, ocupou suas casas, ou se contentou em decretar igualdade de direitos. Em outros lugares, a classe inferior, sem revoltas nem desordens, conquistou gradualmente suas finalidades.

Mas como tudo isso mudou! Havia ainda homens que se divertiam contando seus antepassados, mas eram ridicularizados 9. Desse modo a cidade antiga foi-se transformando gradativamente.

Tudo isso de nada serviu.

Seguindo o exemplo de muitas cidades gregas, desejou um tirano. Essas tribos e demos assemelharam-se aparentemente a antigas tribos e gentes. Mas os novos grupos diferenciaram-se dos antigos em dois pontos essenciais.

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A sociedade ateniense estava completamente transformada Que acontecia a esses homens, levados juntamente com os despojos? Quanto aos demais, parte ingressava na clientela dos grandes ou do rei, parte era relegada para a plebe. Realeza e plebe logo sentiram que tinham os mesmos inimigos. O que foi ainda mais grave foram as leis que promulgou em favor da plebe, coisa que jamais existira antes. Todos os habitantes livres de Roma, todos os que faziam parte das novas tribos, passaram a figurar no ato sagrado.

Todas essas reformas mudavam singularmente o aspecto da cidade romana. Juntamente com a realeza, a plebe foi vencida. Deve ter havido alguma tentativa nesse sentido. Roma perdia a metade dos soldados. Que aconteceria a ela, em meio de latinos, sabinos e etruscos, todos inimigos?

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A palavra sacrossanto designava algo bem preciso na linguagem religiosa dos antigos. Longe dele, os plebeus podiam ser maltratados. Os tribunos, naturalmente, tornaram-se chefes da plebe, e se apoderaram do direito de julgar.

Nada lhes autorizava a convocar a plebe: mas eles o fazem. Nada os chamava ao senado: mas eles ali tomaram assento, primeiro na porta da sala, depois no interior do recinto. O patriciado desarmara-se no dia em que declarara, com ritos solenes, que quem quer que tocasse em um tribuno tornava-se impuro. Deliberavam apenas acerca dos interesses da plebe, nomeavam os chefes plebeus, e faziam plebiscitos. Havia dois povos em Roma.

O plebeu nem sempre era pobre. Os costumes tendiam para a igualdade. Como ignorava esse costume, teve medo.

Entendeu-se com o genro, e ambos se puseram a trabalhar com a mesma finalidade. O direito se modifica e evolui, como qualquer obra humana.

Mas eis que a sociedade se transforma. Assim o direito mudou de natureza. Ela queria que tudo isso desaparecesse. Este foi o primeiro golpe que o direito romano vibrou sobre a autoridade paterna. Essa forma de testamento tinha a grande vantagem de ser permitida ao plebeu. Mas se afastava desse direito antigo quando lhe permitia reaver seu dote Mais uma lei do antigo direito patriarcal que desaparecia. Para um novo estado social surgia um novo direito.

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No fundo, tudo estava mudado. Essa regra ficava acima dos magistrados, acima mesmo das leis; foi a soberana da cidade. O que ficara outrora em segundo plano, passou para o primeiro. Eram os estrategos. O que tinha em si de sacerdotal foi aos poucos desaparecendo. Qual podia ser essa nova aristocracia? O mesmo aconteceu em Roma. Em toda parte ela sempre procurou ser a classe militar, encarregando-se de defender as cidades ao mesmo tempo em que as governavam.

Muitas vezes, ao voltar de uma campanha, ela voltava para cidade dizimada e enfraquecida, e. Tal foi a origem da democracia ateniense. Esparta temia a guerra. Os plebeus caluniavam o senado de Roma quando o censuravam por estar sempre a procurar novas guerras.

Acrescentemos ainda que a maior parte dessas magistraturas repetiam-se em cada uma das tribos e em cada demo. Os magistrados sacerdotes eram escolhidos por sorte. Estavam acostumados a respeitar o Estado, e todos os que, nos diversos cargos, o representavam. Este era o verdadeiro soberano. O povo sentava-se em bancos de pedra. Seja maldito aquele que nos der maus conselhos, que pretender mudar os decretos ou as leis, ou que revelar nossos segredos ao inimigo 4! O orador, diga o que disser, pode sempre chegar ao fim do discurso.

O povo se dispersava, sem ter o direito de votar 8. Havia uma lei, pouco aplicada, na verdade, que punia todo orador convencido de haver dado mau conselho ao povo. No dia fixado, o povo se reunia novamente, e escutava primeiro os oradores encarregados da defesa das leis antigas, e depois os que apoiavam as novas.

Mas a nova lei levava para sempre o nome do autor, que podia mais tarde ser perseguido judicialmente, e punido. Admiramo-nos por isso de todo o trabalho que essa democracia exigia dos homens.

Era um governo muito trabalhoso. Vede como se passa a vida de um ateniense. Quando chegava sua vez, ele se tornava magistrado do demo ou da tribo. Dava-lhe seu sangue na guerra, seu tempo na paz. Antes, devia negligenciar a estes para trabalhar em proveito da cidade.

Os homens passavam a vida a se governar. Por pouco que o zelo se afrouxasse, ela devia ou perecer ou se corromper. Uns enriqueciam por sua atividade e boa sorte, e outros continuavam pobres.

O pobre tinha igualdade de direitos. Organizou uma guerra em regra contra a riqueza. O que o Estado decidira era o direito. Ambos se olhavam com rancor. Os ricos tornaram a conquistar a cidade. Pegaram, por sua vez, os filhos dos pobres, besuntaram-nos com piche, e queimaram-nos vivos Na realidade, a verdadeira democracia deixara de existir. A partir do dia em que as necessidades e interesses materiais a invadiram, ela se alterou, se corrompeu. A democracia, com os ricos no poder, tornara-se oligarquia violenta; a democracia dos pobres transformara-se em tirania.

Sob essas duas palavras eram ainda a riqueza e a pobreza que estavam em luta. O tirano sempre combate os ricos. Podemos adivinhar o que pode ser o governo de tal homem. Esses homens eram com efeito iguais entre si, mas muito superiores a todos os outros. Somente esses iguais podiam tomar parte no governo da cidade. Sabemos que os colonos que fundaram Tarento eram espartanos que haviam desejado derrubar o governo.

Os reis tentaram o que nenhuma classe podia realizar. A oligarquia estava mais uma vez salva Favorecida por esse governo, a desigualdade foi crescendo cada vez mais. Ao mesmo tempo, desaparecia a pequena propriedade. Partiu de um rei. Esse rei, chamado Licurgo, foi por duas vezes derrubado do trono: a primeira vez pelo povo, porque recusava dividir as terras; a segunda vez pela aristocracia, porque desconfiavam de que as queria dividir.

Apoderou-se de Argos.

Depois de uma derrota, quis fazer a paz; o povo recusou-se, tanto a causa do tirano era a da democracia! Vimos em tudo o que precedeu como se constituiu o regime municipal entre os antigos. Eram homens ardentes no combate dos velhos erros.

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Diz ao homem que deve fechar-se em si mesmo, que deve encontrar em si o dever, a virtude, a recompensa. Insensivelmente, os homens se libertavam das regras rigorosas e das formas acanhadas de governo. O Quirinal recebe o nome dos quirites sabinos ou do deus sabino Quirino. Podia dizer-se latina com os latinos, sabina com os satainos, etrusca com os etruscos e grega com os gregos. Adotou desde a origem o culto sabino do deus Conso.

Roma, portanto, teve a habilidade de se unir pelo culto e pelo sangue a tudo o que a rodeava. Trouxe para dentro de seus muros os habitantes das cidades vencidas, transformando-os pouco a pouco em romanos. Dissemos acima que significava esse sentimento na primeira idade das cidades.

Roma apoiou por toda a parte a aristocracia, e por toda a parte a aristocracia foi sua aliada. Os senadores tinham lugares reservados nos teatros. Somente os ricos podiam servir na cavalaria. A outra causa era que o romano, mesmo o mais pobre, sentia respeito inato pela riqueza. A cidade, insensivelmente, passava a ser esquecida. Tudo passava-se diferentemente. Por outra parte eram aliados, foederati ou socii. Eram menos maltratados.

O governo era a lei. Nunca se dizia que essa terra fosse sua, mas se dizia que era como sua, pro suo. Mas nenhuma sociedade regular, nenhum sistema de governo substituiu imediatamente o que desaparecia. Houve uma pausa entre o momento em que os homens viram o regime municipal dissolver-se, e aquele em que viram nascer outro modo de sociedade.

No dia em que Roma quis mostrar-se um pouco severa, descobriu que A guerra que se seguiu chamou-se guerra social ; com efeito, eram os aliados de Roma que tomavam armas para deixar de ser aliados, e tornar-se romanos. Uma jerarquia habilmente combinada entre essas cidades marcava os graus pelos quais elas deviam aproximar-se insensivelmente de Roma, para enfim assimilarem-se a ela.

Distinguiam-se: 1. Cada cidade conservou primeiramente as formas e o mecanismo do regime municipal. O regime municipal morreu assim lentamente, e como de morte natural. Assim caiu o regime municipal. Devemos parar no momento em que as velhas formas da sociedade que a antiguidade havia estabelecido desapareceram para sempre. Mas, pouco a pouco, como vimos, a sociedade se modificou. O cristianismo trazia ainda outras novidades. Toda uma metade do homem lhe escapava. Colocou-se fora do direito, como fora de tudo o que fosse puramente terrestre.

Ela desaparece, e a sociedade humana muda de aspecto. Esta foi a lei dos tempos antigos. VII, Catulo, C. Juvenal, VII, Marcial, I, 89; V, 35; IX, Plutarco, Quest. Lebas, Monum. Welcker, v. Heitz, t.

IV, p. Plutarco, Proverb. Orelli, n. Os latinos chamavam o mesmo altar de vesta, ara ou focus. Nonius Marcellus, ed. Quicherat, p. Tibulo, I, 1, 4. Plauto, Captiv. Mercator V, 1, 5. Tibulo, I, 3, Plutarco, Fragmentos, Com.

Columela, XI, 1, II, 5, 6. Dinarca, In Aristog. Langlois, t. Vide o Mitakchara, trad. Orianne, p. Veremos mais adiante que essas velhas leis foram modificadas. Iseu, De Philoctem, hered. Photius Blblioth. Festo, v. Juvenal, X, Gaio, I, Mitakchara, trad. Luciano, Timon, Alcifron, I, I; Plutarco, Licurgo, Leis de Manu, IX, Leis de Manu, II, Antiphon, Fragm.

Luciano, XXIX, o filho deserdado. Didot, p. Gaio, Instit. Digesto, liv. Goez, p. Vide Fragm. Lachmann, p. Didot, t. Plutarco, Instituta laconica, II, 9, 7. Easa regra desapareceu pouco a pouco, quando o bramanismo passou a dominar. Vide mais adiante, liv. IV, c. II, Everriator Ed. Dei, III, Iseu dafendeu a filha. Gaio, I, , Lar Porsenna, Lar Tolumnius. Iseu, De Meneclis hered. Iseu, De Pyrrhi hered. DIgesto, liv. Todas essas regras do direito primitivo foram modificadas pelo direito pretoriano.

Gaio, I, , , VI, Ulpiano, X, 1. O pai nesse caso perdia seu poder sobre o filho. Vide Ross, Inscr. Digesto, De in jus voc. Vide Plutarco, Temist. Boeckh, Corp. Ross, Demi Attici. Propudi, ed. Apiano, Annib. II, cap. O agnatus era membro do ramo, o gentills o era da gens.

Familiam dicimus omnium agnatorum, diz Ulpiano, no Digesto, Liv. Disso resulta que o liberto sempre tinha deveres para com o antigo senhor. II, p. Cratino em Ateneu, XI, 3. Iseu, De Philoct. II, ed. Kohler, n. Parece que entre os hindus os Pitris foram anteriores aos Devas.

Plutarco, Teseu, 23; Vida dos dez oradores, Licurgo, c. Diodoro, V, Apolodoro, III, I, A necessidade de ser inscrito em uma fratria, antes de fazer parte da cidade, deriva da lei citada por Dinarca Oratores attici, coll. Quadrata, p. IV, Festo, ed. O lar mais tarde foi mudado para outro lugar. Corpus inscript. Deorum, III, Diodoro, XI, Festo, p. Apiano, G. Fastos, II, Teseu era deus em Atenas, que levantou um templo para acolher seus despojos. Leis, XI, p. VI, Fllocoro, fragm.

A palavra epulum empregava-se propriamente para os banquetes em honra dos deuses. Amburbiales, ed. II, elegia 1. VIII, Hiponax, ed. Bergk, fragmento Plutarco, Cato major, Plutarco, De defectu oracul. Id, In Ctesiph. Era costume antigo. XIV, 4. Vide em Xenofonte Resp. Xenofonte, Resp. Plutarco, Licurgo, Quintiliano, I, Contra Colotes, Censorino, Solino, II, 9. Reiske, t. VI, p. Reiske, p. Lac, In Aristog. Ateneu, XIII, Ulpiano, V, Paulo, II, 9.

Licurgo, In Leocratem, Asconius ed. Orelli, p. Plutarco, Agesilau, Ulpiano, V, 4. Esses sentimentos, com o tempo, tornaram-se muito fracos. Siculo Flaco, p. Apiano, Guerras Civis, I, 7. Aristides de Mileto, nos Fragmenta hist. Este era o antigo rito. Disso encontramos testemunhas nas pequenas placas de chumbo encontradas em Delfos, por Carapanos.

Nicomach, Filocoro, Fragmentos, Plutarco, Lisandro, O mesmo se passava em Esparta: Plutarco, Licurgo, Decretavam o alistamento dos soldados: Xenofonte, Resp.