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Um sopro de vida - Quando a escritora Clarice Lispector terminou 'Um sopro de vida (Pulsações)', às vésperas de sua morte, por câncer, em , sabia que. 17 de abr de Baixar Livro Um sopro de vida - Clarice Lispector em PDF, ePub e Mobi ou ler online. Descubra ideias sobre Clarice Lispector Livros. Baixar Livro Um sopro de vida - Clarice Lispector em PDF, ePub e Mobi ou ler online. Clarice Lispector.

Nome: livro um sopro de vida de clarice lispector
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Chi ama i libri sceglie Kobo e inMondadori. O filho de mil homens. História do novo sobrenome. Rita Lee. Li o que havia escrito e de novo pensei: de que abismos violentosse alimenta a minha mais íntima intimidade, para que ela se negue a simesma de tal forma e fuja para o domínio das idéias? E todos os mortais têmsubconsciente. Até agora só conheço amorte do sono. E me mantenho fora de ambientes intelectualizados queme confundiriam. E cultivotambém o vazio silêncio da eternidade da espécie. Mas sua —"doença"? Um fato. Provavelmente a minha própria vida. Vou evitar afundar no redemoinho de seu rio de ouro líquido comreflexos de esmeraldas.

17 de abr de Baixar Livro Um sopro de vida - Clarice Lispector em PDF, ePub e Mobi ou ler online. Descubra ideias sobre Clarice Lispector Livros. Baixar Livro Um sopro de vida - Clarice Lispector em PDF, ePub e Mobi ou ler online. Clarice Lispector. Acesse Online Cursos Gratuitos e baixe 25 Livros de Clarice Lispector hoje mesmo A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida são seus últimos livros publicados. Um Sopro de Vida (Pulsações) Clarice Lispector EDITORA NOVA FRONTEIRA 3ª edição Desde Perto do Coração Selvagem, cada novo livro. Baixar-Livro-Um-sopro-de-vida-Clarice-Lispector-em-PDF-ePub-e-Mobi-ou-ler- online× dez 17, by Desirée Soares in. Um sopro de vida, obra do.

Kent Haruf. Sempre em movimento. Oliver Sacks. O filho de mil homens. Flores, votos e balas. Angela Alonso. Filosofia para corajosos. Luiz Felipe Pondé. A noite do meu bem. Ruy Castro. Dance dance dance. Caçando carneiros. Homo Deus. Ainda estou aqui. Marcelo Rubens Paiva. As mentiras que as mulheres contam. Luis Fernando Verissimo.

O medo mais profundo. Harlan Coben. Leonardo Padura. Manual da faxineira.

Lucia Berlin. A amiga genial. A glória e seu cortejo de horrores. Fernanda Torres. Michel Houellebecq. Mulheres de cinzas. Mia Couto. O gigante enterrado.

Kazuo Ishiguro. Confesso que perdi.

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Juca Kfouri. Na minha pele. Brasil: uma biografia. A vida do livreiro A. Gabrielle Zevin. Cinco esquinas. Mario Vargas Llosa. Ana Cristina Cesar. História de quem foge e quem fica. Chico Buarque. Drauzio Varella. Como conversar com um fascista. Marcia Tiburi. Os meninos que enganavam nazistas. Joseph Joffo. O professor. Os meninos da rua Paulo. O conto da aia.

Margaret Atwood. No seu pescoço. Chimamanda Ngozi Adichie. O iluminado. As aventuras do bom soldado Svejk. Jaroslav Hasek. Dias perfeitos. Raphael Montes. O livro de Jô - Volume 1. Jô Soares. O bazar dos sonhos ruins. Umberto Eco. Pecar e perdoar. Leandro Karnal. Nina George. Quarenta dias. Maria Valéria Rezende. Alice Munro. Adélia Prado. Hibisco roxo. A primeira história do mundo.

Alberto Mussa. Mark Manson. Domenico Starnone. Lira Neto.

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O complexo de Portnoy. Philip Roth. História do novo sobrenome. Josh Malerman. Virginia Woolf.

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A morte do pai. Clarice na cabeceira: contos. Teresa Montero. A descoberta do mundo. Um fato. O que é que se torna fato? Devo-me interessar pelo acontecimento? Tenho medo de escrever. Quem tentou, sabe. Para escrever tenho que me colocar no vazio.

Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras quais? Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.

Clarice Lispector | 27 livros para download em PDF

Escrevo quase que totalmente liberto de meu corpo. Estou tendo uma liberdade íntima que só se compara a um cavalgar sem destino pelos campos afora. Estou livre de destino. Isto é a graça. Debussy usa as espumas do mar morrendo na areia, refluindo e fluindo. Mozart é o divino impessoal. Chopin conta a sua vida mais íntima. Sem coragem de expô-la. Escrevo muito simples e muito nu. Por isso fere. Sou uma paisagem cinzenta e azul.

Elevo-me na fonte seca e na luz fria. É apenas o reflexo de uma coisa que pergunta. Eu trabalho com o inesperado. Escrevo como escrevo sem saber como e por quê é por fatalidade de voz. O meu timbre sou eu. É assim:? Tenho que ter confiança nesse rio abundante. Quero que cada frase deste livro seja um clímax. Este é um livro silencioso. Este é um livro fresco recém-saído do nada. Este livro é um pombo-correio. Eu escrevo para nada e para ninguém. O resultado fatal de eu viver é o ato de escrever.

Estou com medo de começar. Eu tenho tanto medo de ser eu. Me deram um nome e me alienaram de mim. Pressinto e quero um linguajar mais fantasioso, mais exato, com maior arroubo, fazendo espirais no ar.

Cada novo livro é uma viagem. Eles vêm de lugar nenhum. É Deus. Meu problema é o medo de ficar louco. Tenho que me controlar. Escrever é tal procura de íntima veracidade de vida. Até agora vivi sem ele! Aceitar-me plenamente? Tudo o que aqui escrevo é forjado no meu silêncio e na penumbra. Vejo pouco, ouço quase nada. Mergulho enfim em mim até o nascedouro do espírito que me habita. Minha nascente é obscura.

O corpo informa muito. Mas eu desconheço as leis do espírito: ele vagueia. Suponho que o compositor de uma sinfonia tem somente o "pensamento antes do pensamento", o que se vê nessa rapidíssima idéia muda é pouco mais que uma atmosfera? O pré-pensamento é em preto e branco.

O pensamento com palavras tem cores outras. O pré-pensamento é o préinstante. O pré-pensamento é o passado imediato do instante. É quase virgem. Vós me obrigais a um esforço tremendo de escrever; ora, me dê licença, meu caro, deixa eu passar. As coisas obedecem ao sopro vital. Nasce-se para fruir. Enquanto fetos fruímos do conforto total do ventre materno.

O que tenho me entra pela pele e me faz agir sensualmente. Eu quero a verdade que só me é dada através do seu oposto, de sua inverdade.

Deve ser por isso que escrevo. E é assim que o passado me é presente e futuro. Tudo numa só vertigem. Eu compreendo melhor a morte. Ser cotidiano é um vício. O que é que eu sou? Tenho em mim o sopro? E fico horrorizado. Deus deve ser ignorado e sentido. Pergunto-me: por que Deus pede tanto que seja amado por nós? E às vezes arfar. E às vezes mal poder respirar. Mas às vezes. Também quero quebrar, além do enigma do personagem, o enigma das coisas. Minha vida é feita de fragmentos e assim acontece com Ângela.

A minha própria vida tem enredo verdadeiro. É assim que desta vez me ocorre o livro. E, como eu respeito o que vem de mim para mim, assim mesmo é que eu escrevo. Esses fragmentos de livro querem dizer que eu trabalho em ruínas. Nunca te disse e nunca te direi quem sou.

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Tirei deste livro apenas o que me interessava deixei de lado minha história e a história de Ângela. A menos que esse leitor trabalhasse, ele também, nos solilóquios do escuro irracional. Se este livro vier jamais a sair, que dele se afastem os profanos. Estar fazendo de propósito um livro bem ruim para afastar os profanos que querem "gostar". Tenho um pedacinho de âmbar comigo. Benditos sejam os teus amores. Quando acabardes este livro chorai por mim um aleluia.

Que a paz esteja entre nós, entre vós e entre mim. Eu tenho que ser legível quase no escuro. Por causa desse sonho é que inventei Ângela como meu reflexo? Tudo é real mas se move va-ga-ro-sa-men-te em câmara lenta. Ou pula de um tema a outro, desconexo. Se me desenraízo fico de raiz exposta ao vento e à chuva. Ângela por enquanto tem uma tarja sobre o rosto que lhe esconde a identidade.

À medida que ela for falando vai tirando a tarja até o rosto nu.

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Sua cara fala rude e expressiva. Vou evitar afundar no redemoinho de seu rio de ouro líquido com reflexos de esmeraldas.

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Sua lama é avermelhada. Seguro alto a lanterna para que ela entreveja o caminho que é um descaminho. É com incontida alegria que estupefato vejo-a se erguer e voar com ruflo de asas. Quero calcular através dela o resultado de sete vezes a raiz quadrada de 15 elevada à terceira potência. Um anjo carregado por borboletas azuis?

Anjo é um estado de espírito. Eu a esculpi com raízes retorcidas. É só por atrevimento que Ângela existe em mim. Quanto a mim reduzo tudo em palavras de roda-viva. Todos nós estamos sob pena de morte. Enquanto escrevo posso morrer. Um dia morrerei entre os fatos diversos. Foi Deus que me inventou e em mim soprou e eu virei um ser vivente. Eis que apresento a mim mesmo uma figura. É o meu interior que fala e às vezes sem nexo para a consciência.

Falo como se alguém falasse por mim. O leitor é que fala por mim? Como começo? Escrever é sem aviso prévio. Eis portanto que começo com o instante igual ao de quem se lança no suicídio: o instante é de repente.

E eis que é de repente que entro no pleno meio de uma festa. Festa maldita? Ângela Pralini é festa de nascimento.

Preciso de paciência. Sou um homem que escolheu o silêncio grande. Criar um ser que me contraponha é dentro do silêncio. Clarineta em espiral.

Violoncelo escuro. Mas consigo ver, embora mal e mal, Ângela de pé junto a mim. Ei-la que se aproxima um pouco mais. Consolo-a fazendo-a entender que também eu tenho a vasta e informe melancolia de ter sido criado.

Antes tivesse eu permanecido na imanescença do sagrado Nada. Ângela, eu também fiz meu lar em ninho estranho e também obedeço à insistência da vida. E assim que recebi o sopro de vida que fez de mim um homem, sopro em você que se torna uma alma.

Começa o dia. O dia é um britador de pedras de rua que ouço no meu quarto. Eu queria que no meu modo de te fixar para mim mesmo nada tivesse recortes e definições: tudo se entremoveria num moto circular.

Às vezes sinto que Ângela é eletrônica. Ela é feita de molas e parafusos? Ou é a metade viva de mim? Ângela é mais do que eu mesmo. Porque, quanto a mim, sinto de vez em quando que sou o personagem de alguém. É incômodo ser dois: eu para mim e eu para os outros. Eu moro na minha ermida de onde apenas saio para existir em mim: Ângela Pralini. Ângela é minha necessidade. Sempre novos terrores excomungados. Ela alcançou uma língua nativa. Ela confunde em si o "para-mim" e o "de-mim"!

Mas ela pensa que é apenas delicada. Aí sopro nela e ela se anima e me sobrepuja. Eu como escritor espalho sementes. Para se chegar até a mim foi preciso milênios sobre a terra? O que é ela?

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Enquanto eu sou floresta espessa e sombria. Eu sou no fundo. Ângela se espalha em estilhaços brilhantes. Ângela é a minha vertigem. Eu, o autor: o incógnito. É por coincidência que eu sou eu. Ângela parece uma coisa íntima que se exteriorizou. Ela é uma idéia encarnada no ser.

No começo só havia a idéia. Depois o verbo veio ao encontro da idéia.