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Vidas Secas. Graciliano Ramos PDF: Flint Fireforge “Livros Livres, porque cultura não é mercadoria” Valores e Misérias das Vidas Secas: Álvaro Lins 72 . O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de. VIDAS SECAS por Graciliano Ramos Quando a narrativa começa, Fabiano . 3deko.info

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Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte aqui: Política de cookies. A surra que Fabiano levou na cadeia no foi muito diferente da levada por Graciliano Ramos quando menino, narrada por ele no captulo Um cinturo, de seu livro Infncia. AOL Mudana A obra se inicia com uma pequena descrio direta e objetiva da caatinga nordestina: seca, de vegetao rala, com seus juazeiros de galhos pelados. Eis um trecho: As minhas primeiras relaes com a justia foram dolorosas e deixaram-me funda impresso. Seu destino era trabalhar para os outros, assim como fora com seu pai e seu avô. Era um bicho resistente, calejado. RS Saiba mais. A sociedade brasileira, no incio do sculo XX, sofreu transformaes graas ao processo de urbanizao e vinda dos imigrantes europeus para a regio Centro-Sul do pas. Caso contrrio, seria impossvel o seu desenrolar. Os meninos se espojariam na terra fofa do chiqueiro das cabras. Fumante inveterado, morreu vitimado pelo cncer em 20 de maro de , na cidade do Rio de Janeiro. O menino mais velho ps-se a chorar, sentou-se no cho. Vidas secas.

O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de. VIDAS SECAS por Graciliano Ramos Quando a narrativa começa, Fabiano . 3deko.info "Vidas Secas", romance publicado em , retrata a vida miserável de uma família O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por . Vidas Secas de Graciliano Ramos - documento [*.pdf] Vidas Secas Graciliano Ramos 45ª “Livros Livres, porque cultura não é mercador. 16 de mai de Download Vidas Secas - Graciliano Ramos em ePUB A Luz Que Perdemos Indicação De Livros, Livros Para Ler, Projeto Estante, Editora .

Graciliano Ramos representa com primor a miséria do retirante ao retratar os humanos como bichos e os bichos a Baleia como humanos. As crianças seguem pelo mesmo caminho. Salva a família da fome no começo do livro e o capítulo de sua morte é um dos trechos mais bonitos da prosa brasileira.

Com o fim da seca, o dono da fazenda regressa. Fabiano é contratado como vaqueiro. Ele se questiona se é um homem ou um bicho. Fabiano vai para a cidade baixar mantimentos, se envolve num jogo de cartas com um soldado amarelo e acaba sendo preso. A família tem medo de morrer afogada. No entanto, a chuva também afasta o medo da fome e da seca. Toda a família se arruma para ir a um evento de Natal da cidade. É o nono capítulo e o mais marcante do livro. Ela consegue escapar até o lamaçal.

Ferida e à beira da morte, Baleia pensa no ocorrido de forma confusa: pensa nas suas obrigações de cuidar do gado, das crianças e na sua casa. Fabiano reencontra o soldado amarelo sozinho e perdido nas veredas. Ele pensa em se vingar do soldado, mas desiste e o ajuda a achar o seu caminho.

Atrapalhava-se de novo. Sentia desejo de referir-se ao soldado, um conhecido velho, amigo de infância. A mulher se incharia com a notícia.

Era atilada, notaria a pabulagem. Pois estava acabado.

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Fabiano estremeceu. Chegaria a fazenda noite fechada. Entretido com o diabo do jogo, tonto de aguardente, deixara o tempo correr. Aprumou-se, disposto a viajar. Voltou-se e viu ali perto o soldado amarelo, que o desafiava, a cara enferrujada, uma ruga na testa. Mexeu-se para sacudir o chapéu de couro nas ventas do agressor. Com uma pancada certa do chapéu de couro, aquele tico de gente ia ao barro. Na catinga ele as vezes cantava de galo, mas na rua encolhia-se.

Desafasta, bradou o polícia. E insultou Fabiano, porque ele tinha deixado a bodega sem se despedir. Lorota, gaguejou o matuto. Eu tenho culpa de vossemecê esbagaçar os seus possuídos no jogo? Estou quieto. Veja que mole e quente é pé de gente. O outro continuou a pisar com força. Toca pra frente, berrou o cabo. Faça lombo, paisano. A chave tilintou na fechadura, e Fabiano ergueu-se atordoado, cambaleou, sentou-se num canto, rosnando Hum!

Porque tinham feito aquilo? Pessoa de bons costumes, sim senhor, nunca fora preso. De repente um fuzuê sem motivo. Bem, bem.

Tinham-no realmente surrado e prendido. Ora, o soldado amarelo Sim, havia um amarelo, criatura desgraçada que ele, Fabiano, desmancharia com um tabefe.

Cuspiu, com desprezo: Safado, mofino, escarro de gente. Por mor de uma peste daquela, maltratava-se um pai de família. Pensou na mulher, nos filhos e na cachorrinha. Bonita, encorpada, larga, vermelha e com ramagens, exatamente o que Sinha Vitória desejava. Tornou a mexer nos alforjes.

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Sinha Vitória devia estar desassossegada com a demora dele. A casa no escuro, os meninos em redor do fogo, a cachorra Baleia vigiando. Com certeza haviam fechado a porta da frente. Estirou as pernas, encostou as carnes doídas ao muro. Se lhe tivessem dado tempo, ele teria explicado tudo direitinho.

Mas pegado de surpresa, embatucara. Havia engano, provavelmente o amarelo o confundira com outro. Sabia perfeitamente que era assim, acostumara-se a todas as violências, a todas as injustiças. E aos conhecidos que dormiam no tronco e agüentavam cipó de boi oferecia consolações: "Tenha paciência.

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Mas agora rangia os dentes, soprava. Merecia castigo? O soldado amarelo estava ali perto, além da grade,. Afinal para que serviam os soldados amarelos?

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Deu um pontapé na parede, gritou enfurecido. Para que serviam os soldados amarelos? Os outros presos remexeram-se, o carcereiro chegou à grade, e Fabiano acalmou-se: Bem, bem.

Havia muitas coisas. Só queria voltar para junto de Sinha Vitória, deitar-se na cama de varas. Porque vinham bulir com um homem que só queria descansar? Deviam bulir com outros.

Estava tudo errado. Imaginou o soldado amarelo atirando-se a um cangaceiro na catinga. Tinha graça. Lembrou-se da casa velha onde morava, da cozinha, da panela que chiava na trempe de pedras. Sinha Vitória punha sal na comida.

Livro: Vidas Secas - Graciliano Ramos | Estante Virtual

Sinha Vitória provava o caldo na quenga de coco. E Fabiano se aperreava por causa dela, dos filhos e da cachorra Baleia, que era como uma pessoa da família, sabida como gente. Ia envelhecendo, coitada. Sinha Vitória, inquieta, com certeza fora muitas vezes escutar na porta da frente. O galo batia as asas, os bichos bodejavam no chiqueiro, os chocalhos das vacas tiniam.

Em que estava pensando? Meteu os olhos pela grade da rua. Os meninos sentados perto do lume, a panela chiando na trempe de pedras, Baleia atenta, o candeeiro de folha pendurado na ponta de uma vara que saía da parede.

Discutiam e queixavam-se da lenha molhada. Fabiano cochilava, a cabeça pesada inclinava-se para o peito e levantava-se. A mulher e os meninos agüentando. Acordou sobressaltado. Talvez fosse efeito da cachaça. Se lhe dessem tempo, contaria o que se passara.

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Ele também dizia palavras sem sentido, conversava à toa. Estava preso por isso? Como era? Que mal fazia a brutalidade dele? Vivia trabalhando como um escravo. Desentupia o bebedouro, consertava as cercas, curava os animais aproveitara um casco de fazenda sem valor.

Tudo em ordem, podiam ver. Tinha culpa de ser bruto? Quem tinha culpa? Nem sabia. O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se. Difícil pensar. Nunca vira uma escola. O demônio daquela história entrava-lhe na cabeça e saía.

Se lhe tivessem dado ensino, encontraria meio de entendê-la. Impossível, só sabia lidar com bichos.

Vidas Secas: resumo do livro de Graciliano Ramos | Stoodi

Enfim, contanto Fossem perguntar a ele. Cada qual como Deus o fez. Ele, Fabiano, era aquilo mesmo, um bruto. O que desejava Via perfeitamente que tudo era besteira. Se pudesse Se pudesse, atacaria os soldados amarelos que espancam as criaturas inofensivas.

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Bateu na cabeça, apertou-a. Que faziam aqueles sujeitos acocorados em torno do fogo? Que dizia aquele bêbedo que se esgoelava como um doido, gastando fôlego à toa? Ouviu uma voz fina. Alguém no xadrez das mulheres chorava e arrenegava as pulgas.

Rapariga da vida, certamente de porta aberta. Era o que ele queria dizer. E havia também aquele fogo-corredor que ia e vinha no espírito dele. Sim, havia aquilo. Precisava descansar. E doía-lhe.

Pobre de Sinha Vitória, inquieta e sossegando os meninos. Baleia vigiando, perto da trempe. Agora Fabiano conseguia arranjar as idéias. O que o segurava era a família. O que lhe amolecia o corpo era a lembrança da mulher e dos filhos. Carregaria a espingarda e daria um tiro de pé de pau no soldado amarelo. Mataria os donos dele. Entraria num bando de cangaceiros e faria estrago nos homens que dirigiam o soldado amarelo. Era a idéia que lhe fervia na cabeça.

Mas havia a mulher, havia os meninos, havia a cachorrinha. Fabiano gritou, assustando o bêbedo, os tipos que abanavam o fogo, o carcereiro e a mulher que se queixava das pulgas. Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Sinha Vitória dormia mal na cama de varas. Os meninos eram uns brutos, como o pai. Capítulo IV Sinha Vitória Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, Sinha Vitória soprava o fogo.

Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as pedras. Sinha Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da comida. Aprovou com um. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando, ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente.

Sinha Vitória tinha amanhecido nos seus azeites. Fora de propósito, dissera ao marido umas inconveniências a respeito da cama de varas. Sinha Vitória andara para cima e para baixo, procurando em que desabafar. Como achasse tudo em ordem, queixara-se da vida. E agora vingava-se em Baleia, dando-lhe um pontapé. Pensou de novo na cama de varas e mentalmente xingou Fabiano.

Fazia mais de um ano que falava nisso ao marido. Sinha Vitória respondera que isso era impossível, porque eles vestiam mal, as crianças andavam nuas, e recolhiam-se todos ao anoitecer. Tinham discutido, procurando cortar outras despesas. Calçada naquilo, trôpega, mexia-se como um papagaio, era ridícula.

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Efetivamente os sapatos apertavam-lhe os dedos, faziam-lhe calos. Equilibrava-se mal, tropeçava, manquejava, trepada nos saltos de meio palmo. Desfeitas essas nuvens, curtidos os dissabores, a cama de novo lhe aparecera no horizonte acanhado. Agora pensava nela de mau humor. Julgava-a inatingível e misturava-a às obrigações da casa. Foi a sala, passou por baixo do punho da rede onde Fabiano roncava, tirou do caritó o cachimbo e uma pele de fumo, saiu para o copiar.

O chocalho da vaca laranja tilintou para os lados do rio.

Fabiano era capaz de se ter esquecido de curar a vaca laranja. Estremeceu lembrando-se da seca, o rosto moreno desbotou, os olhos pretos arregalaram-se. É capaz de Fabiano ter-se esquecido da vaca laranja. Agachou-se, atiçou o fogo, apanhou uma brasa com a colher, acendeu o cachimbo, pôs-se a chupar o canudo de taquari cheio de sarro.

Jogou longe uma cusparada, que passou por cima da janela e foi cair no terreiro. Preparou-se para cuspir novamente. Se o cuspo alcançasse o terreiro, a cama seria comprada antes do fim do ano. O resultado foi secar a garganta. Ergueu-se desapontada. Isto lhe sugeriu duas imagens quase simultâneas, que se confundiram e neutralizaram: panelas e bebedouros. Encostou o fura-bolos à testa, indecisa. Foi levantar o testo, recebeu na cara vermelha uma baforada de vapor.

Em seguida provou o caldo. Chegou-se ao jirau onde se guardavam cumbucos e mantas de carne, abriu a mochila de sal, tirou um punhado, jogou-o na panela. Agora pensava no bebedouro, onde havia um líquido escuro que bicho enjeitava. Só tinha medo da seca. Olhou de novo os pés espalmados. Pés de papagaio. Para que fazer vergonha à gente? Pobre do papagaio. Gaguejava: "Meu louro. Fora isso, aboiava arremedando Fabiano e latia como Baleia.

Sinha Vitória nem queria lembrar-se daquilo. Esquecera a vida antiga, era como se tivesse nascido depois que chegara à fazenda. A referência aos sapatos abrira-lhe uma ferida e a viagem.

As alpercatas dela tinham sido gastas nas pedras. Fabiano era ruim. Olhou os pés novamente. Pobre do louro. Na beira do rio matara-o por necessidade, para sustento da família. Naquele momento ele estava zangado, fitava na cachorrinha as pupilas sérias e caminhava aos tombos, como os matutos em dias de festa.

Chegou à porta, olhou as folhas amarelas das catingueiras. Agitou a cabeça e procurou ocupações para entreter-se.

Em seguida foi ao quintalzinho regar os craveiros e as panelas de losna. E botou os filhos para dentro de casa, que tinham barro até nas meninas dos olhos. Repreendeu-os: Safadinhos! Ia dizer que eles estavam sujos como papagaios.

Os pequenos fugiram, foram enrolar-se na esteira da sala, por baixo do caritó, e Sinha Vitória voltou para junto da trempe, reacendeu o cachimbo. Ouviam-se distintamente os roncos de Fabiano, compassados, e o ritmo deles influiu nas idéias de Sinha Vitória. Fabiano roncava com segurança. Outra vez Sinha Vitória pôs-se a sonhar com a cama de lastro de couro. Tinha de passar a vida inteira dormindo em varas? Bem no meio do catre havia um nó, um calombo grosso na madeira. Bamba, moída de trabalhos, deitar-se-ia em pregos.

Viera, porém, um começo de prosperidade. Corriam, engordavam. Só faltava uma cama. Era o que aperreava Sinha Vitória. Nesse ponto as idéias de Sinha Vitória seguiram outro caminho, que pouco depois foi desembocar no primeiro. Logo a pedrês, a mais gorda.

Decidiu armar um mundéu perto do. Que mulher! Assim ele ficaria com a carga aliviada e o pequeno teria um guarda-sol. O peso da cuia era uma insignificância, mas Fabiano achou-se leve, pisou rijo e encaminhou-se ao bebedouro.

Tudo isso era duvidoso, mas adquiria consistência. E a conversa recomeçou, enquanto o sol descambava. Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando.

Acomodar-se-iam num sítio pequeno, o que parecia difícil a Fabiano, criado solto no mato. Cultivariam um pedaço de terra. Mudar-se-iam depois para uma cidade, e os meninos freqüentariam escolas, seriam diferentes deles.

Confira a obra na íntegra, fazendo o download do pdf aqui: Vidas Secas. O romance do escritor modernista tornou-se um longa-metragem brasileiro em , dirigido por Nelson Pereira dos Santos.