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Pedro Nassif - Não Custa Tentar (Letra e música para ouvir) - Te conhecer / Foi a melhor coisa do ano que me aconteceu / Estar com você é tão especial / Não. Baixar: Pedro nassif nao custa tentar mp3 donwload! Pedro nassif nao custa tentar palco mp3, Pedro nassif nao custa tentar 4shared, ouvir musica Pedro nassif. Te conhecer. Foi a melhor coisa do ano que me aconteceu. Estar com você é tão especial. Não vou deixar nada de mal acontecer. Jogue tudo pro alto e tenta.

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Por quê? Ele é do mesmo nível baixo da elite francesa da década de 30 que preferiu entregar seu país de bandeija a Hitler. Se sobrassem partes boas, o que o BC faria com elas? Mas em , com a guerra explodindo, o comércio coma Europa foi interrompido. Àmedida que os investimentos iam sendo realizados, integravam-se mais chinesesao mercado de consumo, criando mais atrativos para novos investimentos. Só é absolutamente íntegro quando entra em jogo o Estado. Mais que isso, acabou de vez o pudor em revestir o jogo político com alguma capa de legalidade. Gal Costa - Cabeça Feita. Pensei comigo: estou tratando com gente séria. Sérgio Malandro - Farofa. No início dos anos 80 o regime militar começou a se esboroar. C: Mas, considerando as teses que você defende, quais seriam os pontos mais críticos?

Baixar: Pedro nassif nao custa tentar mp3 donwload! Pedro nassif nao custa tentar palco mp3, Pedro nassif nao custa tentar 4shared, ouvir musica Pedro nassif. Te conhecer. Foi a melhor coisa do ano que me aconteceu. Estar com você é tão especial. Não vou deixar nada de mal acontecer. Jogue tudo pro alto e tenta. Aprenda a tocar a cifra de Eu Fico Com Você (Pedro Nassif) no Cifra Club. ao paraíso ou em qualquer lugar, Am G F Me dê uma chance, não custa tentar. O astro do pop rock PEDRO NASSIF, iniciou a sua carreira aos 14 anos como compositor, PEDRO NASSIF - NÃO CUSTA TENTAR - EU FICO COM VOCÊ. Pedro Nassif - E o mundo Gira 13/abr/19 às · Pedro Nassif - Estrelas para te dar 13/abr/19 às · Pedro Nassif - Não Custa Tentar (Tema Novela SBT).

Apenas para reforçar os argumentos do mestre, é óbvio. Patrimônio líquido é uma conta que inclui todos os ativos da empresa bens, investimentos, capital aplicado em terceiros etc. Mas seu valor era contabilizado pelo patrimônio líquido da seguradora. E foi esse valor que foi levado em conta para fixar o preço de venda. Na pressa em que o negócio foi realizado porque havia profundo processo de saques que poderia depenar o Nacional, aumentando o rombo , é óbvio que o preço obtido foi inferior ao que seria apurado em um processo normal de vendas.

Mas foi o melhor que foi obtido nas circunstâncias. Sendo assim, como poderiam ter sido beneficiados? E se formariam filas de banqueiros sequiosos em participar desse negócio da China.

Assim, sem mais nem menos, simplesmente trocando o sinal de mais pelo sinal de menos. Havia leis, imperfeitas mas em funcionamento. Na tragédia de Eldorados, a cinegrafista da rede Globo de Belém filmou o início do confronto, mostrando os sem-terra avançando sobre os policiais. As colunas antecederam o período seguinte, de desgaste do MST com os exageros nas invasões seguintes.

Uma delas alcança 1. Acham que o garimpo é deles porque Figueiredo lhes concedeu provisoriamente a posse durante três anos, no início dos anos Tem medo?

O óbvio é o absurdo de se enviar para o local de confronto policiais armados de metralhadoras. Ultra radicais O dado pouco percebido é a maneira preocupante com que o movimento dos sem-terra vai gradativamente se excluindo do jogo político, e fugindo ao controle de suas lideranças mais sensatas. A classe mais intelectualizada juntou-se em torno de entidades da chamada sociedade civil.

O movimento sindical ressurgiu agressivo, conquistando por méritos próprios seu espaço político. Mas as excepcionais imagens da repórter da Globo foram claras, mostrando os sem-terra partindo para o confronto, armados de paus, foices e, alguns deles, de revólveres.

O texto do locutor evitava confirmar o que as imagens mostravam. Faz sentido. Nesse sentido, a Justiça Federal tem ótima oportunidade para demonstrar a que veio. O que ocorreu com os assentamentos até hoje? Quais os que deram certo, e porque? Quais os que falharam, e porque?

Qual a verdadeira natureza do MST? E foi nesse momento que os sem- terra decidiram ocupar a estrada , que passa em Curionópolis. Saquearam carros e roubaram alimentos.

Sabe-se quem deu a ordem para os tiros dos policiais. As cenas mostradas pelas excepcionais imagens obtidas pela repórter da TV Liberal mostram o momento em que os sem-terra avançam sobre a polícia, botando os soldados para correr. E o momento seguinte, em que os soldados reagem, atirando de metralhadora.

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O velho medo do patrulhamento impediu o bom exercício do jornalismo. O correto era admitir o ataque dos sem-terra e continuar condenando da mesma forma, com toda a energia possível, o massacre imposto pela PM.

O mundo só pode ser composto de anjos e demônios. Primeiro, apenas das 1. Explicou que negociou durante 15 meses.

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Nesse período, teria providenciado inclusive médicos e alimentos para os sem-terra. Na linha de frente do confronto estavam crianças, mulheres e velhos. Seria muito mais emocionante.

A Igreja, sempre astuta e manipuladora, tratou logo de se colocar ao lado dos pobres e oprimidos. Até Dom Lucas Moreira Neves, presidente da CNBB, conhecido pelo episódio no início dos anos 70, em que se recusou a admitir que os hematomas que os dominicanos exibiam, nas celas em que estavam encarcerados no DOI-CODI, fossem conseqüência de torturas, pois até Dom Lucas ficou a favor das invasões — porque, na longa disputa mercadológica que trava com os evangélicos, os Sem-Terra se constituem em espaço político da Igreja.

Padres da Pastoral da Terra, que estimularam as invasões — mas prudentemente colocando sua própria vida em local seguro, para melhor servir a Deus — continuaram ateando fogo na gasolina.

No dia 10 de agosto de bandidos entraram em um bar freqüentado por jovens de classe média, atiraram e mataram o dentista José Renato Tahan e a estudante Adriana Ciola. Os rapazes permaneceram detidos por 60 dias.

Mais: descobriu-se que os meninos haviam sido torturados na delegacia. Pior: com o conhecimento dos repórteres que cobriam o caso. O primeiro artigo saiu em 26 de outubro de Aparentemente, a coluna conseguiu sensibilizar consciências jornalísticas. Conhece-se um grande homem justamente por essa capacidade de correr riscos, em nome de suas convicções.

Referíamo-nos ao caso Bodega: dois rapazes de classe média assassinados em um assalto; sete suspeitos presos, quase todos pretos, todos pobres. E foi alvo de críticas candentes. Soltos os suspeitos, o caso muda de delegacia e chegam-se a novos suspeitos. Só isso? E as reportagens que condenaram a todos antecipadamente? Como ficamos nós, com fica nossa responsabilidade social? Os sete jovens confessaram o crime sob tortura. Durante dias, jornalistas se tornaram íntimos do delegado.

Receberam as informações que ele quis passar, freqüentaram a delegacia, tiveram acesso aos suspeitos. Anos de resistência contra a ditadura, luta contra a censura, pelos direitos humanos, tudo reduzido a uma busca sôfrega de sensacionalismo, a um vale-tudo onde tudo é permitido, desde que se tenha a matéria de impacto. Processos reiterados de linchamentos, com jornalistas comportando-se como policiais ou como linchadores vulgares. Era uma liderança moderna do agribusiness, sempre muito preocupado com a política macro do setor.

Cruzei com ele duas vezes, antes de sua morte.

Em uma delas, na saída do Hotel Maksoud, conversamos dois minutos, e comentei com minha mulher que ele iria se matar. Porque seu grau de ansiedade impressionava. Conversamos rapidamente e nos despedimos. Semanas depois soube da sua morte. No começo, se falava de assalto. Depois, que teria sido morto pelo filho Frederico. Ele foi preso em Pato Branco de onde, segundo o delegado, se preparava para fugir do país. Como é que se ficava? Depois de preso, uma promotora entrou na cela onde ele estava, apresentou-se como sua defensora e gravou conversas sigilosamente.

Havia um brutal desrespeito a direitos individuais. Tentou tirar a arma do pai, e ela disparou. Indaguei-lhe acerca do filho de Ney. Disse que era um rapaz exemplar, apaixonado pelo pai, prestativo, amigo de todos.

O delegado telefonou para o diretor de jornalismo, Fernando Mitre, reclamando de mim. Mitre sugeriu que conversasse direto comigo. O delegado era bom de conversa. O delegado reagiu de forma violenta. Terminamos a conversa aos gritos. Perguntei-lhe que se explodia assim, ao telefone e com um jornalista, como é que se comportava na delegacia com os presos comuns? Aí fui procurado por um tio do rapaz, que soubera de minhas declarações. Ele me providenciou e li em um final de semana.

Nenhum deles divulgado pela mídia. No momento da morte, estavam no local apenas ele e Frederico, o filho mais velho. O filho sustentou que o pai estava limpando a arma e esta disparou acidentalmente.

Pressionado, o rapaz confessou que encontrou o pai com a arma apontada contra o peito.

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Justamente por isso, exigia investigações isentas. Evidências Havia motivos para Ney se suicidar? As versões divulgadas pela polícia e pela promotora incumbida do caso, apresentavam Ney como sujeito vitorioso, de bem com a vida. Havia motivos para o filho matar? E os mesmos repórteres que produziram o caso Escola Base.

Quem paga Frederico tanto pode ser culpado, como pode ser inocente. Repito o mesmo que escrevi na época sobre o episódio da Escola Base.

Se for culpado, tudo bem. No final do governo Collor, uma das mais respeitadas figuras do mercado financeiro — Natan Blanche—foi acusado de operar ilicitamente no mercado. Alceni foi massacrado no episódio da compra de bicicletas. Nada foi apurado contra ele. O trabalho desenvolvido por ele no Ministério recebeu prêmios internacionais.

A clínica deu o primeiro atendimento e a encaminhou ao hospital Albert Einstein. A modelo chegara ao hospital respondendo a beliscões. Durante alguns dias o país acompanhou em suspense a história da modelo. Dias depois acordou, bela e fagueira, e Pagura foi aclamado como o médico que milagrosamente salvara a paciente. A médica Ana Helena foi crucificada. Respondeu com uma coluna na revista Exame, se defendendo do massacre, mas que pouco adiantou.

Era esse o caso que Gouvêa me propunha entrar. A pessoa acorda toda atrapalhada e leva tempos para se situar de novo. E, ainda, suspeitas que circulavam nos meios médicos, sobre a falta de cuidados da modelo no dia anterior à cirurgia. No dia seguinte precisava ir a Brasília.

Do hotel, liguei para dois neurocirurgiões. Ambos confirmaram as informações do Gouvêa. Depois, liguei para Ana Helena. A mulher reagiu como uma leoa. Pensei comigo: estou tratando com gente séria.

Pouco depois escrevi nova coluna para a revista Imprensa. Loducca me telefonou irritado, me acusando de estar expondo sua esposa. Respondeu que jamais havia acusado a clínica de desleixo, mas apenas de ter demorado para comunicar o acidente à família da atriz. Semanas depois, fui proferir uma palestra na Escola Paulista de Medicina. Ele foi tratado em uma Santa Casa do interior e, depois, transportado para o Albert Einstein.

Foram dias de um show inesquecível. A bela chega quase morta ao hospital. Se sobrevivesse, haveria seqüelas, de cegueira até uma vida vegetativa. Contrariando todos os prognósticos do Dr. Tema médico Baixada a espuma, a maior parte dos especialistas concorda: 1 O comportamento do anestesista foi irrepreensível. Cria-se mistura explosiva de interesses da mídia por sensacionalismo, e desses profissionais por notoriedade.

Antes as reputações médicas eram forjadas junto aos demais médicos. Assim, as reputações eram construídas lentamente, porém com segurança. Poucos conhecem o professor Sérgio Oliveira. O renome foi testado junto aos próprios colegas, porque provavelmente jamais deu uma entrevista na vida.

Se melhora, o estado do paciente, você fica duas vezes mais feliz. A cirurgia durou quatro horas. Depois, o hemostasia, para parar o sangramento. Terminada a primeira fase, Osmar Santos foi submetido a uma tomografia, que revelou pequenas lesões ainda a serem extirpadas. Os procedimentos foram idênticos em ambos os casos. As avaliações eram acompanhadas de críticas pesadas aos procedimentos adotados anteriormente.

A partir desses dados, perseguir a mera sobrevivência do radialista era um desafio ciclópico. Por isso, um mês depois, quando o radialista saiu vivo do hospital, o fato foi tratado como feito médico. Haviam salvo a vida do radialista, operado em circunstâncias dificílimas. Medem reações do paciente a estímulos externos.

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Por isso mesmo, quando se divulga o coma de pacientes sedados, informa-se essa circunstância para que se dêem os devidos descontos. Mas como tirar da mídia essa oportunidade esplendorosa de poder relatar a seus leitores um milagre médico? Comentou também que a gente deveria ter feito anastomose das artérias. Medicina e mídia Qual o resultado final dessa mistura incestuosa entre vaidades médicas e sensacionalismo da mídia?

Mas, antes e depois do acidente, a mídia persistiu em mitificar os grandes hospitais sofisticados e em desancar o SUS. As supostas cobranças ilegais destinavam-se ao pagamento para a busca de medula óssea em registros internacionais. Tudo foi interrompido, com consequências funestas para diversos candidatos ao transplante.

É feito. Terminado o processo, o Hospital Pedro Sanchez encaminha a conta para a família. Mas o grupo começou a praticar o transplante no início dos anos 90, e sempre se esmerou em trabalhar dentro do maior rigor ético —feito reconhecido pelas sucessivas fiscalizações ocorridas. Mais: dos transplantes feitos até agora, foram pelo SUS. Os transplantes eram feitos pelo SUS. Mas havia a necessidade de localizar doadores em bancos de dados de doadores. Entrei nessa história de precatórios meio por acaso.

Nos dias seguintes, pipocaram manchetes sobre o caso. Coisa para 5 bilhões de reais. Mas deixou uma brecha legal, que era a possibilidade de emitir precatórios para pagamentos de dívidas anteriores à data. O precatório consiste em um documento pelo qual o estado ou município reconhece a dívida.

Em vez de quitar o precatório,, pagava seus fornecedores —empreiteiras-- e deixava as dívidas para o sucessor. Depois, os títulos eram negociados no mercado financeiro. Parte do dinheiro ia até doleiros, que os remetiam para o exterior. Em suma, entrava-se no centro do crime organizado brasileiro. Ninguém conhecia. Corri aos meus arquivos, para reconstituir a conversa com o Nahoum. Nela, ele se defendia de uma série de acusações que considerava injustas contra ele.

A entrevista foi importante por diversos aspectos. Obviamente era um valor descabido por um mero parecer. A primeira coluna dava a palavra a Nahoum. A CPI começou e a imprensa em Brasília traçou uma estratégia de cobertura caótica. Como era tema bastante complexo e a cobertura seria longa, adotei a estratégia jornalística que me pareceu adequada. Resolvi fazer uma série de colunas abordando cada aspecto técnico do mercado de precatórios. Nenhum outro conseguia entrar no pedaço.

Desculparam-se pelo fato de terem me convocado para prestar depoimento na CPI, dizendo ter entendido minhas intenções quando saiu a coluna seguinte, mostrando os pontos falhos do depoimento de Nahoum. Tinha ouvido rumores de que havia sido convocado para prestar depoimento à CPI, mas julgava que era para prestar esclarecimentos técnicos.

Estava evidente que o caso dos precatórios era muito mais amplo do que os senadores imaginavam no início. E ficava claro que eu estava certo em supor que Nahoum seria a testemunha-chave. Foi uma mera troca de idéias, na qual Mônica mencionou algumas assessorias que tinham bom acesso aos senadores. À noite, no Jornal do SBT, aparecia como suspeito o nome que Mônica meramente mencionara como influente. No dia 18 de março, menos de um mês depois de iniciada a série de colunas, apresentei um roteiro para investigações, separando o joio do trigo.

A esta altura, as investigações da CPI havia chegado ao mesmo doleiro que atuara no caso Pau-Brasil —a caixa política de Maluf nos anos Quando vi a coincidência, lembrei-me de um episódio ocorrido no início dos anos 80, Maluf governador, com o mercado de títulos estaduais. Foi um escândalo que envolvia a mesa de operações da corretora Banespa, tendo como principal suspeito, na época, seu genro. O esquema obtivera o apoio do senador Gilberto Miranda.

Disse que os senadores estavam mantendo encontros secretos com bancos, e que, em uma conversa reservada, ele poderia contar o que sabia. Nela, Nahoum admitiu pela primeira vez que Wagner Ramos tratava diretamente com Maluf. Tomei todas as precauções para evitar mal-entendidos no episódio. Preparei a coluna para o dia seguinte, relatando o que havia ocorrido. Enquanto escrevia, a Mônica me telefonou, preocupada. Dispus-me a mandar para ele a coluna que sairia no dia seguinte. Mandei por e-mail e viajei em seguida para o litoral era Semana Santa.

Turner dizia conhecer todo o esquema dos doleiros, queria passar as informações, mas ficara uma semana temtando explicar para o senador Eduardo Suplicy, sem conseguir. Dizia que doleiros sérios têm um papel relevante de assessoria econômicas das empresas, do seu caixa dois, mas que fugiam das atividades criminosas.

E a CPI dos Precatórios estava afetando a imagem dos doleiros como um todo. Era uma conversa surreal, mas ele dispunha de informações quentíssimas. Dia após dia ele me abasteceu de informações das mais relevantes sobre o mercado paralelo de dólar. Curiosamente, cada matéria que eu soltava sobre o tema, um colega de Brasília soltava outra tentando me rebater.

Liguei para ele, questionando seu comportamento. Estranhei o convite. Ele me disse ter recebido um e-mail reatando como funcionava o esquema de dólares em Brasília.

Porque um mero esquema de lavagem de dinheiro seria complexo? O colega jamais utilizou o material de que dispunha, e que só ele poderia apurar — posto que o fato ocorria em Brasília.

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Mas os dados revelados no decorrer da cobertura permitiram, pela primeira vez ao país tomar conhecimento da estrutura de crime organizado, com todos seus desdobramentos. Cria-se o clima de paroxismo, propício a linchamentos, e o que vier se traça, sem critérios maiores, sem gradações, sem checagens, sem se dar a palavra aos acusados.

Pode ser que todos sejam culpados. Daí a importância de se dar a voz a todos. Tome-se o caso da corretora Vetor. Estava sendo linchado, sem poder se defender.

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Poucos conheciam tecnicamente o mercado para separar alhos de bugalhos. E ninguém queria ouvir seus argumentos. Todo o mercado sabe o significado de taxa de sucesso. Existe parecer do Tribunal de Contas do Estado que confirma a existência dos precatórios. Tudo foi feito direitinho. Me acusam de coisas sem pé nem cabeça. Desde esta semana ele é o dono de um banco liquidado o Vetor, que organizou os lançamentos de títulos de Pernambuco e Santa Catarina e que, por isso mesmo, nada mais tem a perder.

Como nada entendia do processo, perguntou quem era o maior especialista do ramo. A segunda, a possibilidade de fazer a venda do papel. Se quisesse lucro maior, teria que comercializar o papel. Nahoun mostrou ao governador que parte dos credores certamente nem conhecia todos os indexadores. Reconheceu a assinatura do presidente do Bandepe, que havia sido seu colega. Queria ser ouvido antes de perder o banco. Continuo querendo ser ouvido agora, mas é só por um problema moral pessoal.

Wagner Ramos, é o mais óbvio. Cada vez que faz um lançamento de seus próprios títulos, o BC anuncia as condições ao mercado, e aguarda os lances das instituições. E também valores referentes a correções dos planos Bresser, Collor e Real.

O dinheiro aplicado só poderia ser utilizado para pagamento de precatórios. Mas isto é tema para a próxima coluna. É deles a responsabilidade pelo preço final do papel. Preço de SC No caso de Santa Catarina, o papel saiu mais caro e chegou mais barato no final da linha. Quem perdeu o quê? O que permite essa diferença é a falta de um mercado organizado.

Em geral esses títulos rodam por pequenas instituições. Só quando vêm à tona é que suas cotações passam a ser transparentes para o mercado. Mesmo assim, bancos que baixaram os papéis fizeram bons negócios para seus clientes. O caso paulista discrepa porque o próprio município vendeu e comprou papéis iguais por preços diferentes, no mesmo período, realizando prejuízo. O risco funciona como limitador do excesso de ganhos.

Mas qual o risco dos papéis estaduais? E permanentemente tem de explicar a seu conselho porque seu fundo rende menos do que os que aplicam em estaduais.

E essa ajuda minimiza ainda mais seus riscos. Mas que contribua para mudanças estruturais no mercado brasileiro. Todos os problemas decorrem desse pecado original. Ou seja, os cotistas foram mais beneficiados do que aqueles bancos que agiram com conservadorismo. O papel foi colocado sem dificuldades, por bom preço. Na venda de estatais, esse mesmo processo é repetido nas principais praças internacionais. A extrema liberalidade, especialmente com as contas CC5, transformou o Brasil em um imenso Paraguai.

O sistema financeiro tende a desempenhar papel cada vez mais relevante na vida nacional. Por isso mesmo, chegou a hora de expurgar o Grand Cayman existente nele. No Brasil, a permissividade foi longe demais. É instrumento relevante, mas que precisa de controles. Cada dia inventam-se novas operações, mercados sem liquidez, que se prestam para operações que permitem fabricar lucros e prejuízos.

Só por isso. Conseguiu-se mais justiça com isso? E produziu-se mais injustiça ainda. Tudo passa a ser escabroso, tétrico, conspiratório. É evidente que existem trambiqueiros e corruptos no processo. Mas quem?

Onde as provas? Quando a CPI deixar de fornecer carne fresca para a fera, aí sim o tigre vai abrir a bocarra à sua frente. Porque o que interessa, apenas, é a carne fresca do escândalo. O modelo é simples. A Cetip confere se os títulos existem e procede ao registro. E também prevenia problemas com instituições financeiras. Seria muito simples a Cetip implantar o sistema de leilões. Bastaria simplesmente copiar o sistema existente na Selic.

Decorre daí a maior parte das distorções. É um episódio exemplar para mostrar como se fabrica um escândalo para se atingir desafetos. Podia ser o Fernando Lemos, ou beltrano, ou sicrano. E aproveitou para fazer insinuações sem mencionar o nome contra o jornalista econômico que o havia criticado recentemente: no caso, eu. Uma, era a matéria de uma revista semanal, dizendo que a CPI terminaria em pizza.

Da mesma maneira que outras informações levantadas preliminarmente pela jornalista. Ela lhe cobrou duramente o fato de ter espalhado conjeturas como se fossem informações acabadas. Disse que o senador José Serra é que tinha descoberto as mesmas coisas e andava espalhando para a imprensa. A jornalista foi incisiva. Era justamente sobre essa maneira de manipular as informações que a coluna de domingo procurou alertar.

Estou absolutamente chocado com a leviandade, ganância, ignorância e parcialidade. Perguntou se o acusado tinha conta em banco do exterior. A resposta foi negativa. A minha conta no Nations Bank de Houston é a seguinte Depois de ter pagado ao José Carlos, por favor, mande o que sobrar de dinheiro para essa conta Assessor em férias Internamente, o Senado vivia um drama banal.

E o Senado ficou a pé. Furo seria se eles se comunicassem por meio de tambor ou pombo-correio. Para o Senado, ao demonstrar a necessidade urgente de a Casa disciplinar os processos de endividamento das unidades federativas e de se aparelhar para melhor cumprir suas funções constitucionais. O despreparo da Casa para tratar com temas complexos mostra que os cargos de assessores parlamentares têm sido utilizados muito mais para abrigar cabos eleitorais e parentes do que técnicos especializados.

A imprensa tem papel institucional da maior importância dentro da vida de um país. Usou uma parte e ficou pagando juros sobre a restante, sem necessidade. Depois, utilizou o dinheiro arrecadado para financiar seus próprios compradores. Os títulos eram colocados mais baratos e chegavam ao final da linha mais caros.

A figura-chave dessa etapa é o mesmo Solano Pereira. Detalhe: é nesse submundo que transitam os recursos das caixinhas políticas. Costumam transferir seu know-how para todo governador ou prefeito que se disponha a atendê-los. Espera-se que esse ataque de bom senso perdure até o final da CPI. O quebra-cabeças é montado com as seguintes peças: Primeira peça: o mapa das negociações dos títulos de Pernambuco.

Pelo relatório, portanto, o grosso do dinheiro ficou com o IBF. O IBF recebia o dinheiro, mas automaticamente repassava para a Split. Terceira peça: o esquema Pau Brasil, que arrecadava contribuições para a campanha política de Paulo Maluf.

Segundo informações publicadas ontem pela Folha, a Split era o doleiro do esquema Pau Brasil. Essa tese é desmontada pelo mapa de vendas dos títulos de Pernambuco. Como o Vetor poderia ser o mentor de um esquema que começa antes de ele entrar e prossegue, incólume, depois que ele entra? É todo um sistema econômico e político que foi montado em torno desses esquemas, contaminando o Congresso, o mercado financeiro e a própria vida nacional.

Esses esquemas perpassam todo o sistema político brasileiro. Serviriam para preservar a testemunha e orientar as investigações da CPI e as jornalísticas, permitindo encaixar as peças que faltam no quebra-cabeças. Os jornalistas mantiveram sua palavra. Nahoum indagou como tinham conseguido.

Segundo Nahoum, o esquema político da prefeitura lucrava duas vezes. Diz que se limitava a fazer a primeira venda no mercado. Montou essa linha de defesa a partir de deduções. Nahoum garantiu ser mera coincidência.

Objetivamente, deu as seguintes informações: 1 Wagner Ramos se vangloriava com ele de despachar diretamente com o prefeito Paulo Maluf, inclusive em assuntos relacionados com os precatórios.

O nível de informações termina aí. Ramos podia estar mentindo? O próprio Nahoum pode estar mentindo? Segue-se o nível das deduções. Disse que, pelas conversas de Wagner, deduzia que as negociações eram feitas diretamente com Maluf. Pode ser que, com o tempo, agregue mais informações. O ponto relevante da cobertura é a disputa entre estilos de fazer jornalismo.

A cobertura do impeachment de Collor deu poder à imprensa, mas foi um mal para o bom jornalismo. Valia apenas o procedimento menor de puxar o saco do parlamentar que passasse informações e desancar o que passasse as informações para os concorrentes. Mudanças A CPI deve resolver esse dilema. A primeira mentira, a de que eu teria afirmado que ele, Maluf, pagou despesas pessoais de Wagner Ramos.

A segunda, a de que Nahoum desmentiu a coluna. O engodo é pensar que vai me constranger com uma ameaça de processo conduzido pelo advogado Saulo Ramos. Por que centrou fogo na coluna? Na conversa, testemunhada por quatro pessoas, Nahoum declarou: 1 Wagner Ramos se vangloriava com ele de tratar diretamente com Paulo Maluf das negociações com outros Estados; 2 pelo que Wagner Ramos dava a entender, Celso Pitta estaria por fora dessas negociações. Evidências O esquema dos precatórios consistia de duas frentes.

A primeira, da montagem dos precatórios nos Estados. A Folha foi previamente comunicada do encontro. Provavelmente ninguém iria aparecer, assim como muitos titulares das contas ao portador, quando houve o bloqueio de cruzados no Plano Collor.

Mesmo porque, grande parte dos recursos da conta CC4 é de investidores brasileiros querendo esquentar dinheiro. O sujeito abria a conta em dólares e movimentava livremente.

Com isso, fechou o caminho para transferir dólares do mercado A para o B. Foi como uma espécie de ponte de safena por onde passou a correr o mercado paralelo.

O esquema funciona da seguinte maneira: 1 o sujeito quer mandar dólares para fora. Provavelmente, esse deve ter sido o ciclo seguido pelo dinheiro do Vetor. Primeiro, o doleiro que mandou o dinheiro para fora por meio de Ciudad del Este. Depois o dinheiro retornando via Anexo 4. O BC abriu a porta. No mínimo, desancar o oportunista. Pago um almoço de pizzas se alguém me apontar uma frase de Maluf criticando ou incriminando o Banco Vetor.

Ele passa o foco das investigações para Wagner Ramos, que passa para ele, que insinua Maluf. O mercado funciona de maneira semelhante ao jogo de bicho ou mercado de seguros. Na linha de frente tem uma infinidade de doleiros, com clientes para vender e para baixar dólares.

Em , sai da Operador e funda uma outra empresa. Em janeiro de 92, funda a Split. A partir de , a Split passa a centralizar praticamente todas as grandes operações de câmbio. Quando desapareceu, era o grande doleiro do mercado. Nós avisamos nossas redações. Com essa CPI dos Precatórios vive-se, talvez, o mais importante episódio da história do Brasil moderno, mais consequente e profundo que a campanha das diretas, que o impeachment de Collor ou que a frustrada CPI do Orçamento.

Desse esquema participam políticos, empreiteiras. Obviamente nem todos os governantes que emitiram para pagar precatórios recorreram a esses procedimentos. A diferença é apropriada pelo esquema. Participam desse jogo os compradores finais, mais uma infinidade de distribuidoras as DTVMs que atuam como testas-de-ferro do esquema.

Esse lucro simulado é a maneira do dinheiro desviado entrar de novo na legalidade. Depois, entra em uma verdadeira rede mundial de doleiros, que começou a ser montada a partir da Segunda Guerra Mundial. Também aí se cometem crimes fiscais variados. É a subconta Rolex, que integra a conta do M.

Vamos relembrar o roteiro dos dólares pelo Paraguai publicado na semana passada e colocar mais uma peça que estava faltando ao quebra-cabeças: para onde ia o dinheiro depois que chegava ao banco paraguaio.

É de uma honrada família de doleiros paraguaios. Carmen retirava os reais e transferia para o Paraguai. Segundo a CPI, pelas contas de d. Provavelmente, d. O Piano quebrou.

Sobrou o M. Para operar o dinheiro, o M. É o mesmo procedimento das DTVMs distribuidoras brasileiras. E, depois, uma série de subcontas, cada qual de um doleiro da América Latina. A subconta da Split é a Rolex. Quando comprava dólares, o vendedor depositava o dinheiro na sua conta. Para vender os dólares, transferia para a conta do comprador, através de três procedimentos usuais: ou por fax, ou por cheque, ou telefonando para o Chemical.

O Chemical registra os três procedimentos. Passaram a espalhar pela CPI que o senador Romeu Tuma tinha lhes prometido documentos provando minhas ligações com a empresa de assessoria de imprensa envolvida no episódio. Seu chefe é jornalista sério e experiente. Foi avisado do que estavam aprontando. Assim como os PMs de Diadema, os jornalistas estavam armados. A suspeita estaria lançada. Uns matam pessoas, outros matam reputações. E uma enxurrada de manipulações ou mentiras, sem pé nem cabeça.

Pressionados pelas chefias, os soldados têm que voltar no fim do dia com sua matéria de impacto. O jornalista que agiu com critério e qualidade é desestimulado e premia-se o manipulador. Até mesmo para ter moral para atacar as mazelas alheias.

O caso me estimulou desde o início por se constituir em dois desafios interessantes. Nas disputas anteriores, os acusados eram pessoas humildes ou de pouca influência.

Este poderia dar — e deu. Os rapazes eram culpados confessos. Nesse episódio, passei a desenvolver um estilo de polêmica mais apropriada a temas polêmicos. Uma das primeiras —e corajosas—manifestações de apoio foi do futuro prefeito de Belo Horizonte, Fernando Damata Pimentel que, em outras oportunidades inclusive no caso Chico Lopes foi de uma coragem individual e de um desprendimento político excepcional, ao me hipotecar solidariedade no meio da fogueira.

Terminei as colunas em Fortaleza, em uma viagem a trabalho onde foi concebida minha terceira filha, a Beatriz. Nove meses depois ela nasceu com cabelo espetado, como uma indinha linda. O assassinato do índio pataxó é um episódio bastante significativo para testar esses novos valores, pela dose de violência que o cercou. Trata-se de um crime evidente, e como tal deve ser punido.

Foi absolvido, porque matou. Da mesma maneira, Brasília testemunhou uma gang massacrar um menino. Foi trabalho homicida, deliberado. Deram as primeiras porradas, conferiram o resultado, prosseguiram, quebrando um a um os ossos da vítima. Agora, chega-se ao caso do índio pataxó, que passa a ser julgado pela mesma juíza.

No entanto, desde o início, esse debate foi quase completamente sufocado na imprensa. Como sempre, tinha-se a vítima e, na outra ponta, havia a necessidade de bandidos completos, preto no branco, sem nenhuma nuance de humanidade.

Julgo que o papel do jornalista é correr riscos, na defesa do que lhe parece correto. E, nesse clima de linchamentos que caracteriza o comportamento da mídia, ter a coragem de remar contra a maré. Em geral, evita-se a bola dividida. No fundo, repete-se, em épocas diferentes, os mesmos processos de linchamentos que caracterizaram os julgamentos políticos dos anos Mas aprendi a prezar o direito acima de tudo.

Ocorre que, na minha juventude, militei na resistência armada à ditadura militar. Em , combatente da VPR, fui preso em Porto Alegre após fracassada tentativa de seqüestro do cônsul norte-americano.

Mostraria jovens com vida pacata e normal até a loucura daquela noite. Mostraria pais de família normais, indefesos, arrebentados. E o que pretende o editor? Fazer justiça? Analisar tecnicamente os fatos? É seu trabalho.

Qualidade e escândalo Outro engano é supor que a busca do sensacionalismo barato é inerente ao exercício do moderno jornalismo. Recentemente, Boni - o homem da TV Globo - proibiu cenas escabrosas nos seus programas populares. O jornalista que decide pelo enfoque sensacionalista da matéria o faz pela incapacidade de buscar um enfoque original e de qualidade.

É o casamento da intolerância com a incapacidade. Pergunto: é essa a sociedade que buscamos? Repito: em todos os casos. Naquelas, a capacidade de descrever conflitos, mostrando ângulos diferentes dos casos e permitindo ao leitor fazer seu julgamento.

Por isso mesmo, era o alvo preferencial de campanhas, posto que dificilmente encontraria defensores, além de seus próprios eleitores. Era dono de uma grande construtora. Dois dos edifícios construídos desabaram no Rio de Janeiro.

Seguiu-se uma campanha candente contra ele, apelando para o velho princípio do mau jornalismo: pouco importa se nem todas as acusações forem corretas porque, de qualquer forma, ele é culpado. Mas de pouco adiantou. Arnaldo Luís Santos Pereira é engenheiro civil. Julga, inclusive, que a classe dos engenheiros é pródiga nesse tipo de personagem.

O erro pode ter sido do projeto estrutural. Pergunta — Onde entra a responsabilidade do deputado Naya. Pergunta — Mas o deputado Naya acusou obras de moradores pelo acidente. Como é possível? O caso Sérgio Naya traz, de imediato, as seguintes reflexões: 1 Imunidade parlamentar. Grande parte dos problemas da Sersan decorria da típica falta de gerência empresarial e de planejamento de seu fluxo financeiro.

No entanto, entra-se na processualística judicial, com toda a demora das manobras protelatórias. O sistema favorece a demora. O deputado Sérgio Naya é um alvo perfeito. No entanto, fica sob censura. No plano criminal, é do calculista Mas se livra das acusações penais.

Acompanhei o caso de longe. O dossiê era em defesa de seu filho, Marcelo Zanotto, administrador do shopping. Fiquei surpreso com os laudos, principalmente porque de autores renomados. Entrei em contato com dona Ilka e, posteriormente, com seu filho. Antes do relato do drama de dona Ilka e seu filho, algumas considerações sobre o papel de delegados e promotores à frente de inquéritos.

Em geral, tendem a menosprezar quaisquer informações que possam colidir com a tese previamente definida. Aquele do luto, da dor, do desespero, da pergunta: por quê? Em seguida, soterrada pela saraivada de informações contraditórias, na maior parte errôneas sobretudo da imprensa televisiva , que teceram uma colcha de retalhos tendenciosa, guardei ainda silêncio, porque minha perplexidade era do tamanho da minha dor: também eu queria entender o que havia acontecido.

O artigo em que o enquadraram era usado no tempo do regime militar para enquadrar terroristas. Ele aconteceu abruptamente. Aquele cheiro era proveniente das caixas de esgoto que estavam sob o local. Nunca pense em Ter medo da imprensa, cuja liberdade sempre defendi nos 20 anos em que exerci a crítica teatral. O nome da conta utilizava as iniciais dos quatro políticos. O dossiê começou a circular pouco antes das eleições de Os dados foram entregues ao jornalista Élio Gaspari, que os divulgou em sua coluna.

Alguns jornalistas brasilienses estreitamente ligados a personagens envolvidos no dossiê — como o senador Gilberto Miranda— aproveitaram o episódio para exercitar um estilo malandro de jornalismo.

Cada peça do dossiê era apresentada como uma suspeita. Como se poderia supor que quatro dos mais inteligentes políticos brasileiros iriam abrir uma conta conjunta utilizando nela as próprias iniciais? Ele foi publicado na revista Imprensa, no estilo dos jornalistas que ainda se apegavam à veracidade do dossiê.

Pessoas honestas podem se revelar corruptas. Depois, abre-se a conta em nome da empresa constituída e faz- se a transferência do dinheiro. É o oposto. E espalhar um dossiê apontando o flautista como dono da conta.

E, quebrado o sigilo, iria se encontrar apenas o nome do advogado que abriu a conta. Como explicar isso na manchete, sem desvalorizar seu próprio furo? O que interessa é o resultado final da história para o leitor.

Faça-se agora uma pesquisa com os leitores e telespectadores sobre o que acharam do dossiê. Essa teimosia é desgastante para a imagem da imprensa como um todo. É tudo muito e s t ranho Tudo muito estranho. De repente, entrou em minha caixa postal um e-mail de um misterioso Sérgio T.

Abri com cuidado, tratando, antes, de checar com meu antivírus. Era um documento scaneado, um arquivo JPG com 75,3 kb. Achei o nome do banco muito estranho: Babaca, Bank of Bahamas and Cayman. Porque alguém colocaria tal nome em um banco? Achei que o governo devia explicações sobre o fato. E, afinal, a sigla batia com o nome por extenso do banco.

Onde tem provedor, tem fumaça. Onde tem fumaça, tem fogo. Quase cai de costas quando conferi o nome dos quatro titulares da conta: Mr. Cardoso, teacher; Mr. Sérgio, Big; Mr. Mountain, José; e Mr. Aí tem coisa, pensei. Tudo me soava muito estranhamente. Era quase caso de convocar uma CPI. O governo também deve explicações sobre este item. A troco de quê só agora teria sido feito o lançamento na conta dos quatro? O lançamento do dia 6 quase me fez cair da cadeira.

Aí comecei a entender todas as peças do jogo. De fato, tudo é muito estranho. Em um país com enorme know how na abertura de contas off-shore, quatro dos mais ilustres brasileiros abrem uma conta clandestina, batizada com suas próprias iniciais.

No entanto, durante uma semana o caso foi tratado como verdade. Até as falhas da tinta se reproduziam, mostrando que haviam sido scaneadas e repetidas. Bastava ligar para o cartório de Grand Cayman — onde constataram que a tal conta existia - e perguntar se aceitam assinatura eletrônica.

Posso programar meu fax para a data que eu quiser. O final de galhofa foram artigos daqueles que apostavam na veracidade do dossiê sustentando que, graças ao trabalho da imprensa, comprovou-se que o dossiê era falso.

Graças à falta de critério de alguns jornalistas, um dossiê falso foi transformado em fato político, lançado suspeitas infundadas nas mentes de milhões de brasileiros. É só fazer o teste. Entrega-se generalizadamente gato por lebre, sem nenhum compromisso com a qualidade.

Onde vamos com isso? E conseguiu produzir uma crise política no Brasil. Porque o show precisa continuar. O almoço foi em um restaurante no início da avenida Juscelino Kubistcheck e a conversa foi enfadonha.

Tinha-se um homem de cabelos tingidos, inebriado pelo próprio sucesso e gabando-se de sua capacidade de acertar sistematicamente o nível das taxas de juros praticadas pelo Banco Central. Bem, considerando o estilo e a guinada de volta ao lar, eu pergunto: Meu Rei naldo azavedo, és tu? Ficar aqui enchendo a paciência só vai fazer de você um chato do PSOL! Ninguém vai largar a esquerda raiz para embarcar na sua esquerda nutela estilo PSOL… sorry.

O problema é a expectativa demente dos seus seguidores, que esperam dele o mesmo que os seguidores do bolsobosta: um milagre político para nos redimir de todos os processos históricos, e quem sabe, da nossa própria História. Piada ou cinismo? Ou ambos? Qualquer tolo saberia que se a serpente parecia longe é porque estava ocupada chocando seus ovos.

Outra piada ingênua, só pode…. Por isso, sempre de saída, renunciamos a perspectiva de qualquer radicalidade política que supere o estamento, entendeu caro amigo? Em outras palavras: Nassif se nivela por baixo, e repete o senso comum: toma o efeito como se causa fosse. Society highly values its normal man. It educates children to lose themselves and to become absurd, and thus to be normal. Normal men have killed perhaps ,, of their fellow normal men in the last fifty years. Our behavior is a function of our experience.

My experience is not inside my head. My experience of this room is outside in this room. To say that my experience is intrapsychic is to presuppose that there is a psyche that my experience is in. My psyche is my experience, my experience is my psyche. Ele traz em si uma falsa polêmica que visa apenas esconder a falta de colhões e argumentos de quem o emite.

Falo da falta de coragem para pensar fora dessa des ordem, capitulando antes mesmo da ncessidade histórica ou desnecessidade, de acordo com o contexto de usarmos armas de fogo, de fato. O estado foi aparelhado ao longo do século 20 pela nobreza sem título para manter o poder e desfrutar dos benefícios que ele proporciona.

Bye, bye, brazil…. É pau, é pedra ou é o fim do caminho. Fui acusado de terrorismo. O caso foi relatado aqui no GGN. Nada mais apropriado para uma ditadura com uso da força.

Leia o comentario de Wilton Leia o comentario de Wilton Santos, acima. É tudo aquilo que consideramos sombrio, sujo, errado, mau, violento e que tratamos de colocar debaixo do tapete, ou ainda, escondido na caixa esquecida no buraco mais profundo que encontramos. Assim, para o psicanalista suíço, apenas na medida em que se permite trazer à luz essa sombra é que se permite dialogar com ela, e renascer com indivíduo ou coletividade.

Talvez — talvez —, a História olhe para o período compreendido entre ? O mito de Pandora inspirou muitos artistas por esse ser um tema impressionante e no momento me ocorre o belissimo filme Pandora com Ava Gardner e James Mason, filmando numa pequena cidada costeira espanhola no inicio dos anos O nome da personagem faz referência ao mito e a historia é baseada na obra de Wagner Le Vaisseau Fântome o barco fantasma. Eh um classico do cinema, com almas torturadas, no qual todo ato tem consequência.

Por que, se verídico, o TRF demorou tanto para informar? Pequenos detalhes, mas se manipularam a verdade sobre o paradeiro do dito, imagina o resto! No passado, nos tornamos o quintal explícito de Tio Sam. E o gigante adormecido,se deixava nocautear. Muito triste e amedrontador. Excelente texto. No caso brasileiro, déspota esclarecido só seria alguém que falasse língua indígena ou mandarim.

Aquele que falasse português ou inglês seria um déspota tosco até o talo. Mas q pese a consciência de cada crucificador do Lula e do povo trabalhador brasileiro,pronto! Do ovo renasceu uma serpente enorme, uma espécie de sucuri que, além de sua força esmagadora, também possui um tipo de veneno mortal. Mas, quais fazem parte do corpo e quais fazem parte da cabeça? O problema é que Lula faz política, e essa mesma História nos mostra que nem sempre o portador da mensagem, ou o emissor dela Lula consegue se fazer entender por seus receptores.

A necrofilia dos católicos seguiu adiante, matando Cristo a cada passo adiante da Igreja que contrariava tudo que Ele ensinou. Salve meu nome, e-mail e site neste navegador para a próxima vez que eu comentar. Entrar Cadastra-se. Bem vindo! Faça login na sua conta. Esqueceu sua senha? Recuperar senha. Recupere sua senha. Início Justiça Xadrez do golpe na era da hipocrisia, por Luís Nassif. Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

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Dodge enviou manifestações contra porte de armas antes de deixar a PGR. TSE decide cassar chapa inteira de vereadores envolvidos em caso de candidaturas laranjas. Bolsonaro Eu duvido que Bolsonaro possa concorrer nao deixarao Lula, por que deixariam um outsider como Bolsonaro? E pra bater fechado com dobre, tem que sair com as 7 pontas do jogo. Tudo o que vc escreveu é Tudo o que vc escreveu é interessante, Amoraiza.

O povo esta anestesiado. O que ele disse? Achou nexo sobre o que ele disse? Mas ele é letrado. E daí? É pior ainda. Multiplique isso por milhões. Esse é o Brasil de hoje. Tem jeito? Restam algumas opções. Deixaram a lava jato ir longe demais. O Temer nesse momento é cafe pequeno. Grande Morvan.. Golpe é golpe. O Sendo franco e duro. Problemas… E o problema do agente provocador é que se desmascara sempre, tentando incitar as pessoas a cometerem algo ilegal.

Sobre a luta popular, pelo que o povo sempre luta a gente sabe.

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Ele provoca, só que sua voz sai do fundo do poço, abafada por mordaças. Parabenizo seu entusiasmo mas somente com inteligência e persistência superaremos essa fase.

Podre como ela é, E a mídia? Por que insistir no mesmo Por que insistir no mesmo erro? Chama-se Dilma Roussef. Só Lula salva! Vale-tudo Salvo uma peripécia daquelas ou um milagre, Lula esta fora das eleições.

Meu Rei, reinaldo azevedo é você? É você rei naldo azevedo! Querem um deus ex machina. Veja esse texto do Nassif. Temos os dois ingredientes: falta de esperança e medo. No entanto, o sentimento dos seguidores-cegos do lulismo é parecido. Eu vou votar no Lula. Laing, The Politics of Experience, Faz que nem o Daher: pega o teu ak e vai à luta. É de chorar. Putz, como se a violência fosse uma agenda dominada por nós. O estado foi aparelhado ao O estado foi aparelhado ao longo do século 20 pela nobreza sem título para manter o poder e desfrutar dos benefícios que ele proporciona.

Um pouco de mitologia, pra Um pouco de mitologia, pra descontrair e, quem sabe, dar uma aliviada. Pandora o filme O mito de Pandora inspirou muitos artistas por esse ser um tema impressionante e no momento me ocorre o belissimo filme Pandora com Ava Gardner e James Mason, filmando numa pequena cidada costeira espanhola no inicio dos anos