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Os eventos aqui registrados são assustadores e fascinantes! Você sabia que todos os anos uma média de meteoros cai na terra; que apenas 7,4 km. Continuação de Planeta Terra (), o seriado com seis episódios (dois deles vitória e adaptação, mostrando o quão fascinante a natureza pode ser. * Planeta Terra II estreia no Discovery Channel no domingo (6). Discovery Channel - Terra: Um Planeta Fascinante avaliado por quem mais entende de cinema, o público. Faça parte do Filmow e avalie este filme você.

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Imagine passar por uma cirurgia enquanto assiste TV em casa. Mesmo assim, mancando pela selva, encontrou uma estrada que o levou à sua equipe de resgate. Ola Salvador. Neste caso, os jovens enfrentariam uma morte segura. Rede Record - Selvagem ao Extremo - Vol. Cada vaso é singular! Esta ignorância, se invertida e transformada em um exemplo, seria o mesmo que eu dizer que ateísmo é usado para o genocídio em massa só porque o comunismo é um regime ateu. Enquanto Kevin se esforça e consegue atingir a margem, Yossi é arrastado pela corrente e cai catarata abaixo. Imagina se em Marte seres mais complexos nadariam no oceano raso que cobria a grande parte do hemisfério norte marciano. Preso Sob uma Rocha - Sinopse: O alpinista e ambientalista australiano Warren MacDonald dirigiu-se para a remota Ilha de Hinchinbrook, localizada na província australiana de Queensland, à procura de um pouco de isolamento. Outro planeta Terra. Depois de conseguir escalar uma crista, eles caíram em uma fenda, onde seus corpos foram encontrados. Ora, se acha que eu estou errado em minhas críticas, aponte-as e refute-as, oras bolas. Atravessando o Hindu Kush E se os americanos desenvolvessem um disco voador impossível de se detectar e a CIA utilizasse alienígenas invasores como disfarce para projetos militares ultra-secretos. Universos paralelos. Por que o Chile é afetado por terremotos de grande magnitude, como aquele que ocorreu em fevereiro de ?

Continuação de Planeta Terra (), o seriado com seis episódios (dois deles vitória e adaptação, mostrando o quão fascinante a natureza pode ser. * Planeta Terra II estreia no Discovery Channel no domingo (6). Discovery Channel - Terra: Um Planeta Fascinante avaliado por quem mais entende de cinema, o público. Faça parte do Filmow e avalie este filme você. No documentário “Terra Um planeta fascinante”, é possível avaliar várias evidências das teorias firmadas que procuram esclarecer a origem da Terra. A teoria. Formação do Planeta Terra; Estrutura Interna da Terra; Eras Geológicas . Terra: um planeta fascinante (Amazing Earth). Discovery Channel. Pontos de download necessários para baixar A formação do planeta Terra é um tema fascinante que une áreas do . Vídeo sugerido: Do programa “How The Universe Works – A formação da Lua” da Discovery Channel.

Cada estrela pode ser um sol para alguém. É um aglomerado esparso, obscuro e despretensioso. Estamos agora a 2 milhões de anos-luz de casa. Muitas têm companheiras. Algumas giram com majestosa elegância. De todas as estrelas, os habitantes da Terra conhecem de perto, até agora, apenas uma. Crescemos no isolamento.

Só aos poucos tomamos conhecimento do cosmos. Talvez um dia consigamos conhecê-los. Chegamos agora ao nosso próprio quintal, a um ano-luz da Terra. De vez em quando, uma estrela que passa provoca um pequeno repuxo gravitacional, e uma delas pode, de maneira obsequiosa, adernar para o interior do sistema solar.

Todos os planetas orbitam o Sol, a estrela mais próxima, um inferno de hidrogênio e hélio que provocam reações termonucleares, inundando de luz o sistema solar. Talvez seja importante apenas para nós. Nosso tipo de vida surgiu e evoluiu aqui. A descoberta de que a Terra é um mundo pequeno foi feita, assim como muitas descobertas humanas importantes, no antigo Oriente Próximo, numa época que alguns seres humanos chamam de século III a.

Ali vivia um homem chamado Eratóstenes. Ao meio-dia elas tinham desaparecido. O Sol se encontrava diretamente no topo do céu. Mas Eratóstenes era um cientista, e suas reflexões sobre esses assuntos banais mudaram o mundo; de certa forma, elas fizeram o mundo. Eratóstenes teve a presença de espírito de realizar um experimento, observar se, em Alexandria, bastões verticais projetavam sombra ao meio-dia de 21 de junho.

E descobriu que sim. Bastões cravados formando ângulos diferentes com os raios do Sol projetam sombras de comprimentos diferentes. Sete graus correspondem mais ou menos à quinquagésima parte dos graus da circunferência total da Terra. Alexandria era o maior porto do globo. Essa jornada épica levou três anos, mais ou menos o tempo que a moderna espaçonave Voyager leva para voar da Terra até Saturno.

Após a descoberta de Eratóstenes, corajosos e audazes marinheiros tentaram realizar grandes viagens. As constelações mais conhecidas devem ter lhes sido reconfortantes no meio de um oceano ainda inexplorado. Os homens começavam a se aventurar, em quase todas as acepções pertinentes, em outros mundos. Mas para que a Empresa das Índias funcionasse, para que navios e tripulações sobrevivessem à longa viagem, a Terra teria de ser menor do que Eratóstenes tinha dito.

Porém a tecnologia que nos permitiu explorar e habitar suas mais remotas regiões permite-nos agora sair de nosso planeta, nos aventurar no espaço, explorar outros mundos. Imagine quanto prazer essa vista teria proporcionado a Eratóstenes e outros geógrafos de Alexandria… Foi em Alexandria, durante os seiscentos anos que começaram por volta de a.

A cidade foi fundada por Alexandre, o Grande, e construída por seu ex- guarda-costas. Alexandre estimulava o respeito por culturas estrangeiras e uma mente aberta na busca do conhecimento.

Incentivava seus generais e soldados a casar com mulheres persas e indianas. Respeitava os deuses de outras nações. Coletou formas de vida exóticas, entre as quais um elefante para Aristóteles, seu professor. Sua cidade foi construída numa escala pródiga para ser o centro mundial do comércio, da cultura e do conhecimento.

Mas esse lugar foi uma vez o cérebro e a glória da maior cidade do mundo, o primeiro real instituto de pesquisa na história do planeta. Cosmos é uma palavra grega que expressa a ordem do universo. É, de certa forma, o oposto de caos. Ciência e conhecimento tinham chegado a sua maioridade. Gênios floresciam ali. Os reis gregos do Egito que sucederam a Alexandre eram sérios no que tange ao estudo.

Durante séculos eles apoiaram a pesquisa e mantiveram na biblioteca um ambiente de trabalho para as melhores cabeças da época. Seus organizadores passavam um pente-fino em todas as culturas e línguas do mundo. Os rolos eram levados por empréstimo, copiados e depois devolvidos a seus donos. O que aconteceu com todos esses livros?

Apenas uma pequena parte sobreviveu, alguns fragmentos pateticamente esparsos. Cada uma dessas conclusões é correta, mas tivemos de esperar quase 2 mil anos para serem redescobertas. Sabemos que havia uma história do mundo em três volumes, hoje perdida, de um sacerdote babilônio chamado Beroso. Eu me pergunto o que aconteceu durante esse período. Os antigos sabiam que o mundo é muito antigo.

Eles tentavam enxergar o passado distante. Sabemos agora que o cosmos é muito mais antigo do que eles jamais imaginaram. Charles Darwin, A origem das espécies, Durante toda a minha vida, sempre me perguntei sobre a possibilidade de haver vida em algum outro lugar. Que aspecto ela teria? De que seria feita? Nosso mundo hoje é transbordante de vida. Como isso aconteceu? Como, na ausência de vida, foram criadas moléculas baseadas no carbono?

Como surgiu a primeira coisa viva? O que mais é possível? A abundância dessas moléculas sugere que o material da vida esteja em toda parte. Em outros, ela pode surgir e se extinguir, ou nunca ter evoluído além de suas formas mais simples. Mas isso é, ao menos em parte, confundir causa e efeito. Somos descendentes de organismos bem-sucedidos. Muitos foram mortos. A sra. O que aconteceu em seguida é relatado em O conto dos Heike: O imperador completou sete anos naquele ano, mas aparentava ser muito mais velho.

Virou-se primeiro para o leste, para se despedir do deus de Ise, e depois para oeste, para recitar o Nembutsu [uma prece ao Buda Amida]. Toda a frota de combate dos Heike foi destruída. Sobreviveram apenas 43 mulheres. Todas essas damas de honra da corte imperial foram obrigadas a vender flores e a conceder outros favores aos pescadores que estavam nas proximidades da cena de batalha. Os Heike quase desapareceram da história. Mas um grupo de ex-damas da corte, agora na plebe, e seus filhos com os pescadores organizaram um festival para comemorar a batalha.

Dizem os pescadores que os samurais Heike ainda vagueiam no fundo do mar Interior — na forma de caranguejos. Essa lenda suscita um lindo problema. Como pode haver um rosto de samurai entalhado na carapaça de um caranguejo?

Mesmo antes da batalha de Danno-ura pode ser que os pescadores relutassem em comer esse caranguejo. Os caranguejos fizeram um substancial investimento visando aos padrões de suas carapaças.

Nada disso tem a ver com o que os caranguejos querem. Quanto mais você se parece com um samurai, maiores as probabilidades de sobrevivência. No caso do caranguejo Heike, ele foi acionado de modo mais ou menos inconsciente pelos pescadores, e com certeza sem ter sido seriamente considerado pelos caranguejos.

Foram os seres humanos que, deliberadamente, selecionaram quais plantas e animais deveriam viver e quais deveriam morrer, durante milhares de anos. De onde vieram? Eles foram, a maioria deles, escolhidos por nós. Asseguramo-nos de que certas variedades, que tinham propriedades que consideramos convenientes, tivessem preferência. As enormes e distendidas tetas do gado leiteiro resultam do interesse humano pelo leite e pelo queijo.

Eles transmitem suas características genéticas. O fato de que a vida mudou fundamentalmente ao longo dos éons fica claro a partir das alterações que fizemos nos animais e nos vegetais durante o curto período de existência do homem na Terra e das evidências encontradas em fósseis. A resposta é toda a beleza e diversidade do mundo biológico.

O meio ambiente seleciona essas poucas mutações que incrementam a sobrevivência, o que resulta numa série de lentas transformações de uma forma de vida para outra, que é a origem de novas espécies. Mas o homem pode selecionar, e seleciona, as variações que a natureza lhe propicia, e desse modo as acumula como quiser.

Ele adapta, assim, animais e plantas para seu próprio benefício ou prazer.

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Nascem mais indivíduos do que os que têm possibilidade de sobreviver […]. Suponho que os colegas de Colombo tenham dito a mesma coisa […].

Um relógio implica um fabricante de relógios. A ideia de que cada organismo era meticulosamente construído pelo Grande Projetista dava à natureza um significado e uma ordem, e aos seres humanos uma importância que ainda reivindicamos. Mas essa ideia é um pouco desconcertante. Nós as mantínhamos em garrafas de leite de meio litro. Um dia eu estava examinando por um microscópio binocular de baixa potência um grupo de novas Drosophila adultas recém-chegadas que havia imobilizado com um pouco de éter, ocupado em separar as diferentes variedades com uma escovinha de pelo de camelo.

Esse era outro tipo de criatura, funcionando muito bem, com asas muito mais proeminentes e uma longa e plumosa antena. Eu havia descoberto um tipo muito diferente de mosca. Tinha certeza de que ela saíra de uma das pupas no melaço. Tem uma antena plumosa? Desanimado, assenti. Muller acendeu a luz do teto e sorriu com afabilidade.

Era uma história antiga. Havia um tipo de mariposa que tinha se adaptado aos laboratórios genéticos de Drosophila. O que ela queria era o melaço das mosquinhas-das-frutas. Parte da resistência às ideias de Darwin e Wallace deriva de nossa dificuldade em imaginar a passagem de milênios, ainda mais quando se trata de éons. O que significam 70 milhões de anos para seres que só vivem uma milionésima parte desse tempo? Somos como borboletas que pariam no ar durante um dia e pensam que isso é para sempre.

As primeiras manifestações foram muito mais modestas. Naqueles dias primordiais, relâmpagos e a luz ultravioleta do Sol estavam quebrando moléculas simples ricas em hidrogênio da atmosfera primitiva e os fragmentos se recombinavam de maneira espontânea em moléculas cada vez mais complexas.

Voltaremos a esse assunto mais tarde. Ela tem o formato de uma escada retorcida em forma de hélice, os degraus disponíveis em quatro diferentes partes moleculares, que constituem as quatro letras do código genético.

Cada forma de vida na Terra tem um conjunto diferente de instruções, expressas essencialmente na mesma linguagem.

À medida que o tempo passava, as moléculas se reproduziam melhor. Moléculas com funções especializadas às vezes se juntavam, criando uma espécie de coletivo molecular — a primeira célula.

Os primeiros organismos multicelulares tinham evoluído. Cada célula de seu corpo é um tipo de comuna, com partes que uma vez haviam sido livres, tendo se juntado para o bem comum. E você é feito de trilhões de células. Plantas verdes geram moléculas de oxigênio.

Mas o oxigênio tende a fazer com que moléculas orgânicas se fragmentem em pedaços. Umas poucas formas primitivas, como os bacilos do botulismo e do tétano, só conseguiram sobreviver, mesmo hoje, em ambientes livres de oxigênio. Em termos químicos, o nitrogênio que existe na atmosfera da Terra é muito mais inerte, e portanto mais benigno que o oxigênio. O céu é feito de vida.

Na maior parte dos 4 bilhões de anos decorridos desde a origem da vida, os organismos dominantes eram algas azul-esverdeadas microscópicas que cobriam e preenchiam os oceanos. Eles tinham cristais acumulados nos olhos, o que lhes permitia detectar luz polarizada. Espécies surgem, permanecem por um período mais ou menos breve e depois saem de cena.

Os seres humanos cresceram em florestas; temos uma afinidade natural com elas. Um carvalho e eu somos feitos do mesmo material. Se voltarmos no tempo longe o bastante, veremos que temos o mesmo ancestral. A elaborada maquinaria da célula tem evoluído de maneira meticulosa por mais de 4 bilhões de anos.

O glóbulo branco sanguíneo de hoje é o creme de espinafre de ontem.

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Como é que as células fazem isso? Se pudéssemos entrar numa célula, muitas das partículas moleculares que veríamos seriam moléculas de proteínas, algumas em frenética atividade, outras apenas à espera. Além disso, as moléculas de DNA, com raríssimas exceções, sabem como fazer cópias idênticas de si mesmas.

Elas sabem extraordinariamente muito. O DNA é uma hélice dupla, os dois filamentos entrelaçados parecendo uma escada em espiral. É a sequência ou o ordenamento dos nucleotídeos ao longo de qualquer dos filamentos que constitui a linguagem da vida. Mas ela quase nunca comete um erro. As células vermelhas do sangue de pessoas de origem europeia têm aspecto mais ou menos globular.

As células vermelhas do sangue de descendência africana se parecem com foices, ou crescentes.

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Células falciformes conduzem menos oxigênio e, como resultado, transmitem uma espécie de anemia. Mas após dez minutos de centelhamento vemos um estranho pigmento marrom se formando nas paredes do recipiente. Se tivéssemos usado luz ultravioleta — simulando o Sol primordial —, os resultados teriam sido mais ou menos os mesmos. A matéria da vida, assim se revela, pode ser criada com muita facilidade. Na verdade, é difícil imaginar um organismo ainda mais simples que esteja, em qualquer sentido, vivo.

É preciso trabalhar duro para obter sustento. É preciso ter cuidado com predadores. As primeiras coisas vivas podem ter sido algo como viroides de vida livre com apenas umas poucas centenas de nucleotídeos em seu comprimento. No final do século XX, talvez tenha início um trabalho experimental para produzir essas criaturas a partir do zero.

A natureza começou 4 bilhões de anos antes. Nada nesses experimentos diz respeito apenas à Terra. As moléculas da vida enchem o cosmos. Considere a enorme diversidade das coisas vivas na Terra, todas compartilhando o mesmo planeta e uma biologia molecular idêntica.

Aqueles outros animais e vegetais talvez sejam radicalmente diferentes de quaisquer organismos que conhecemos aqui. Fico terrivelmente limitado pelo fato de que só conheço um tipo de vida, a vida na Terra. Sou cético quanto à maioria dessas concepções extraterrestres. Esses organismos poderiam ser muito pequenos.

Um flutuador poderia comer moléculas orgânicas pré-formadas, ou criar as suas próprias da luz solar e do ar, um pouco como fazem as plantas na Terra. Pois deve haver pelo menos mais um nicho ecológico num ambiente como esse: o da caça. Eles comem os flutuadores por suas moléculas orgânicas e também por armazenarem hidrogênio puro.

A física e a química permitem a existência dessas formas de vida. A arte lhes outorga certo charme. A biologia se parece mais com a história do que com a física. Você tem de conhecer o passado para compreender o presente. E tem de conhecê-lo em detalhes. Mas podemos nos conhecer melhor se compreendermos outros casos. Até agora ouvimos a voz da vida apenas em nosso pequeno mundo. Johannes Kepler, Mysterium Cosmographicum Se vivêssemos num planeta onde nada nunca mudasse, pouco haveria para fazer.

E assim fica possível ter uma ideia das coisas. Podemos fazer ciência, e com isso melhorar nossas vidas. Sempre fomos. Só conseguimos sair à caça ou de fazer fogueiras porque tínhamos uma ideia das coisas. A maior parte da existência humana foi passada nesse tempo. O céu noturno é interessante. Algumas culturas o chamam de Grande Urso, ou Ursa Maior. Outras veem imagens bem diferentes. Vez ou outra nossos ancestrais viam uma estrela muito brilhante com uma cauda, vislumbrada só por um momento, arremetendo através do céu.

Aqui também existe certo tipo de regularidade. Assim como o Sol e a Lua, as estrelas sempre surgem no Leste e se põem no Oeste, levando a noite toda para cruzar o céu, quando visíveis acima de nossas cabeças. Existe uma ordem, uma previsibilidade, uma constância das estrelas. De certa forma, isso é quase reconfortante. Certas estrelas surgem logo antes ou se põem logo depois do Sol — e em tempos e posições que variam com as estações do ano. Se você realizasse observações cuidadosas das estrelas e as registrasse durante muitos anos, poderia prever as estações.

Também poderia medir qual é a época do ano notando onde o Sol nasce no horizonte a cada dia.

Nossos ancestrais construíram dispositivos para medir a passagem das estações. No dia 21 de junho, que no hemisfério norte é o dia mais longo do ano, um raio de luz solar entra por uma janela ao nascer do Sol e se move devagar, passando por um nicho especial.

Mas isso só acontece em 21 de junho.

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Por que pessoas por todo o mundo fizeram tantos esforços para estudar astronomia? Encontros anuais de tribos nômades dispersas eram marcados em datas prefixadas. Com a passagem das eras, as pessoas aprendiam com seus ancestrais. O Sol e as estrelas controlavam as estações, os alimentos, o aquecimento. A Lua controlava as marés, os ciclos de vida de muitos animais e talvez o período menstrual 1 humano — de importância central para uma espécie apaixonada e que se dedica a ter filhos.

Havia outro tipo de objeto no céu, estrelas itinerantes, ou errantes, chamadas planetas. Nossos ancestrais nômades devem ter sentido certa afinidade com esses planetas. Sem contar o Sol e a Lua, só conseguiam ver cinco deles, que se movimentavam contra um fundo de estrelas mais distantes.

Tudo o mais no céu parecia ter um efeito real sobre a vida humana. Era um negócio sutil e arriscado. Os astrólogos só eram empregados pelo Estado.

Os astrólogos da corte chinesa que faziam previsões inexatas eram executados. Outros simplesmente alteravam os registros, de modo que depois estivessem em conformidade com os acontecimentos. Os planetas eram tidos como causa direta da morte. Considere as estatísticas de mortalidade na cidade de Londres em Eu me pergunto quais seriam os sintomas. E a astrologia pessoal ainda existe entre nós: considere as seções de astrologia em dois jornais diferentes, publicadas no mesmo dia na mesma cidade.

Suponhamos que você seja Libra — isto é, que nasceu entre 23 de setembro e 22 de outubro. A astrologia pode ser testada acompanhando-se a vida de gêmeos. Ambos nasceram no mesmo local e com minutos de diferença. Os mesmos planetas eram ascendentes na hora de seus nascimentos. E constata-se também que astrólogos nem sequer concordam entre eles quanto ao que significa um dado horóscopo. As de muitas nações socialistas exibem estrelas. As de muitos países islâmicos, luas crescentes.

Quase metade de nossas bandeiras nacionais estampa símbolos astronômicos. Queremos nos incluir na grande escala das coisas. Ele trabalhou na Biblioteca de Alexandria, no século II.

O método de enumerar os meses e os anos mudou muito mais no decurso dos séculos do que as sutilezas astrológicas. A astronomia é uma ciência — o estudo do universo tal como ele é. O estudo dos céus o levou a uma espécie de êxtase. Essa é a ideia mais natural do mundo. Toda cultura remetia à hipótese geocêntrica. Imaginava-se que os planetas giravam em torno da Terra afixados em esferas perfeitas e transparentes.

A esfera gira, a pequena roda gira e, como é visto da Terra, Marte faz seu loop de graus. No sistema geocêntrico de Ptolomeu, a pequena esfera, chamada epiciclo, que contém o planeta, gira anexada a uma esfera maior que gira também, produzindo um movimento retrógrado aparente contra o fundo de estrelas distantes.

No sistema de Copérnico, a Terra e outros planetas movem-se em órbitas circulares. Quando a Terra ultrapassa Marte, este tem um aparente movimento retrógrado contra o fundo de estrelas distantes.

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Com o apoio da Igreja durante a Idade das Trevas, o modelo de Ptolomeu ajudou a impedir o avanço da astronomia por um milênio. Por fim, em , uma hipótese totalmente diferente para o movimento aparente dos planetas foi publicada por um clérigo católico polonês chamado Nicolau Copérnico.

A Terra foi rebaixada a apenas um dos planetas, o terceiro a partir do Sol, que se movem em órbitas perfeitamente circulares. Mas isso incomodou muita gente. Esse louco quer reverter toda a história da astronomia. O confronto histórico entre as duas visões do cosmos — geocêntrica e heliocêntrica — chegou a seu clímax nos séculos XVI e XVII, na pessoa de um homem que, como Ptolomeu, era ao mesmo tempo astrólogo e astrônomo.

A ciência era desprovida da ideia de que o que subjazia aos fenômenos da natureza poderiam ser as leis da física. Era uma espécie de campo de treinamento, o treinamento das mentes no uso das armas teológicas contra a fortaleza do catolicismo romano.

O Deus de Kepler era a força criativa do cosmos. A curiosidade do menino venceu o seu medo. Ele desejou aprender a escatologia do mundo; ousou contemplar a Mente de Deus.

Ela é coeterna com a Mente de Deus […]. O livro da natureza estivera esperando mais de um milênio por um leitor.

Confrontado pelas mais vívidas correntes intelectuais da época, seu gênio logo foi reconhecido por seus professores — um dos quais introduziu o jovem nos perigosos mistérios da hipótese copernicana. A ideia de um universo heliocêntrico encontrou ressonância no sentimento religioso de Kepler e ele a abraçou com fervor.

Ele fazia digressões. Às vezes soava incompreensível. No ano seguinte, nenhum. Talvez tenha se interrompido no meio de uma sentença. Ele se perguntou por que seriam apenas seis. Por que tinham entre suas órbitas a distância que Copérnico havia deduzido?

Jamais alguém fizera antes essas perguntas. Nessas formas perfeitas, ele acreditava ter reconhecido as estruturas invisíveis que sustentavam as esferas dos seis planetas. Kepler ficou espantado com o fato de que ele — imerso, assim achava, em pecado — teria sido divinamente escolhido para fazer essa grande descoberta. Veja o apêndice 2. O prazer intenso que senti com essa descoberta jamais poderia ser expresso em palavras […]. Esse homem era Tycho Brahe.

Em , um dos muitos tremores premonitórios da futura Guerra dos Trinta Anos o envolveu. Kepler preferiu o exílio. Mas Kepler continuava preocupado com o trabalho. Em torno dele havia um estridente séquito de assistentes, impostores, parentes distantes e todo tipo de parasita.

Impaciente para ver os dados astronômicos de Tycho, Kepler só ganhou acesso a alguns fragmentos de cada vez.

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Tycho dispõe das melhores observações […]. Também tem colaboradores; falta-lhe apenas um arquiteto que ponha tudo isso para funcionar. Tycho foi o maior gênio observacional da época e Kepler, o maior teórico. Nos dezoito meses de vida que restavam a Tycho, os dois brigavam e se reconciliavam vezes sem conta.

Mas longe de ficar de mau humor por causa disso, Kepler quis descobrir satélites adicionais, perguntando-se quantos satélites um planeta poderia ter. Veja o capítulo 8.

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Assim, no início Kepler tentou explicar as observações imaginando que a Terra e Marte se moviam em órbitas circulares em torno do Sol. Assim, alguns minutos de arco é uma quantidade muito pequena para se medir — sobretudo sem um telescópio. Corresponde a um quinze avos do diâmetro angular da Lua cheia, como vista da Terra. Se eu tivesse acreditado que podia ignorar esses oito minutos, teria corrigido minha hipótese de acordo com isso.

Kepler ficou estremecido por ter de abandonar o conceito de órbita circular, questionando com isso sua fé no Divino Geômetra. Kepler foi uma das primeiras pessoas, desde a Antiguidade, a propor que os planetas eram objetos materiais feitos de substância imperfeita, assim como a Terra.

Os outros planetas têm órbitas muito menos elípticas que a de Marte, e se Tycho o tivesse instado a estudar o movimento de, digamos, Vênus, Kepler poderia nunca ter descoberto as verdadeiras órbitas dos planetas. Quando no ponto mais distante, desacelera.

Assim, por exemplo, percorrer dois terços do círculo leva duas vezes o tempo para percorrer um terço. Bem, e daí? Nós nos movimentamos de acordo com as leis da natureza que Kepler descobriu.

Ele a descreveu num livro chamado As harmonias do mundo. A Terra é nossa plataforma móvel da qual observamos o movimento de outros planetas contra o fundo das constelações distantes. Uma unidade astronômica é a distância da Terra ao Sol. O mesmo argumento se aplica a todo planeta, asteroide e cometa.

Os planetas aceleram seu movimento quando se aproximam do Sol e desaceleram quando se afastam dele. De alguma forma os planetas distantes sentem a presença do Sol.

Ele pode esperar um século por um leitor, como o Próprio Deus esperou 6 mil anos por um testemunho. Oito dias após a descoberta por Kepler de sua terceira lei, transpirou em Praga o incidente que desencadeou a Guerra dos Trinta Anos. As convulsões da guerra abalaram a vida de milhões de pessoas, entre elas a de Kepler.

Kepler era mais uma vez um refugiado. No passado, as guerras tendiam a ser resolvidas quando os príncipes beligerantes esgotavam seus recursos. Mas agora fora introduzida a pilhagem organizada como meio de manter os exércitos no campo de batalha.

Na cidadezinha onde ele nascera, Weil der Stadt, mais ou menos três mulheres foram torturadas e mortas como bruxas todo ano, entre e Ela se envolvia em disputas que incomodavam a nobreza local e vendia soporíferos, e talvez drogas alucinógenas, como fazem as curanderas mexicanas contemporâneas. Mudando de perspectiva, podemos conceber como os mundos funcionam. Fantasiou também que a Lua tinha seus habitantes, bem adaptados às inclemências do ambiente local.

Claro que nem tudo que concluiu é verdadeiro. Ele acreditou, por exemplo, que havia ali uma substancial atmosfera, oceanos e habitantes. De suas próprias observações, notou as verdadeiras muralhas que circundam muitas crateras e a existência de picos no centro. Por exemplo, o herói visita Tycho Brahe. Seus pais vendem drogas. As reviravoltas da guerra privaram Kepler de grande parte de seu apoio financeiro e ele passou o final de sua vida em busca de dinheiro e patrocinadores.

Segundo seu biógrafo, John Maynard Keynes, ele era na verdade um monoteísta judaico da escola de Maimônides. Mas isso era um segredo terrível, que Newton se esforçou desesperadamente por ocultar durante toda a sua vida. Assim, adquiriu um livro sobre trigonometria, mas logo descobriu que era incapaz de acompanhar os argumentos geométricos. Encontrou um exemplar de Elementos de geometria, de Euclides, e começou a ler.

Quando estudante, Newton ficou fascinado pela luz e fissurado pelo Sol. Pois se eu pensava nele via na hora sua imagem, mesmo estando no escuro. Tanto os alunos de Kepler quanto os de Newton nunca souberam o que estavam perdendo.

Newton descobriu a lei da inércia, a tendência de um objeto em movimento continuar a se mover em linha reta, a menos que algo atue para fazê-lo mudar seu trajeto. Essa força foi chamada por Newton de gravidade, e ele acreditava que ela atuava à distância.

Usando a terceira lei de Kepler, Newton deduziu matematicamente a natureza da força gravitacional. As coisas vivem caindo desde o começo dos tempos. Sempre se acreditou, durante toda a história humana, que a Lua girava em torno da Terra.

Se dois objetos se afastam para o dobro da distância entre eles, a força da gravidade que agora atrai um para o outro equivale a um quarto da anterior. Claramente a força deve ser inversa à distância, isto é, diminui à medida que a distância aumenta. As leis de Kepler foram empíricas, baseadas nas meticulosas observações de Tycho Brahe. Assim mesmo, suas prodigiosas habilidades intelectuais continuaram imbatíveis.

O desafio chegou a Newton às quatro horas da tarde de 29 de janeiro de Mas o brilhantismo e a originalidade da obra traíram sua identidade. Newton foi circunspecto quanto a seus achados e ferrenhamente competitivo com seus colegas cientistas.

Mas, ante a grandeza e a complexidade da natureza, ele era, como Ptolomeu e Kepler, exaltado, assim como incrivelmente modesto. Essa imagem aparente é citada de modo recorrente por diversas culturas do hemisfério norte. As coisas mudam, porém devagar. Podemos viver uma vida inteira e nunca nos depararmos com um desastre natural mais violento do que uma tempestade. E assim nos tornamos complacentes, relaxados, despreocupados.

Mundos têm sido devastados. Mesmo na Terra, mesmo em nosso próprio século, têm ocorrido eventos naturais bizarros. Produziu uma onda de choque na atmosfera que circundou duas vezes a Terra. Durante dois dias depois disso, houve tanta poeira fina na atmosfera que se poderia ler um jornal à noite pelas luzes difusas das ruas de Londres, a 10 mil quilômetros dali.

Quando caíram no solo, toda a família tinha ferimentos leves, mas Akulina e Ivan estavam inconscientes. Quando recuperaram a consciência, ouviram um barulho forte e viram a floresta em chamas em volta deles, em grande parte devastada.

Acabara de pegar o machado para enganchar num barril, quando de repente […] o céu se dividiu em dois, e bem em cima da floresta parte do céu parecia estar coberta de fogo. Nesse momento senti um grande calor, como se minha camisa tivesse pegado fogo […]. Minha mulher correu para fora e me carregou para a cabana. O impacto foi seguido de um barulho como o de pedras caindo do céu ou de armas atirando. Isso deixou marcas no solo […].

Quando me sentei para o desjejum, junto a meu arado, ouvi de repente uns disparos, como se fossem de armas de fogo. Meu cavalo caiu de joelhos. Do lado norte, acima da floresta, subiu uma chama […].

Vi tudo isso com clareza, pois minha terra fica numa colina. Todos nós abandonamos o trabalho e fomos para o vilarejo. Eu estava nos campos […] e tinha acabado de arrear um cavalo e começado com outro quando ouvi de repente o que soou como um potente tiro à direita. De imediato me virei e vi um objeto flamejante e alongado voando pelo céu. A parte da frente era muito mais larga que a extremidade em cauda, e sua cor era como a do fogo à luz do dia.

Outros postulam que um miniburaco negro atravessou a Terra, indo de encontro à Sibéria e saindo do outro lado. Todas essas hipóteses foram sugeridas, algumas delas mais ou menos a sério. Nenhuma conta com o forte apoio de alguma evidência.

As consequências políticas foram consideradas sérias pelo mundo inteiro. Mas e se os clarões foram causados, em vez disso, pelo impacto de dois asteroides ou pedaços de um cometa?

O gelo se derreteria durante a entrada. Seus destroços se espalham, preenchendo toda a órbita do cometa. O Evento de Tunguska parece ter sido causado por um fragmento do Encke, um pedaço bem maior que os pequenos fragmentos que causam essas brilhantes e inofensivas chuvas de meteoros.

Os babilônios achavam que cometas eram barbas celestiais. Mas outros contrapunham que se os cometas fossem a fumaça do pecado, os céus estariam o tempo todo incendiados por eles. O ano era a. Em os normandos testemunharam outro retorno do cometa. O cometa foi devidamente referido num jornal da época, a Tapeçaria de Bayeux. O cometa chegou como previsto e recebeu seu nome como homenagem póstuma. Quando a Terra estava a ponto de passar pela cauda do Halley em , muita gente entrou em pânico.

Sozinho no observatório uma noite, bem tarde, ouvi o telefone tocar com insistência. O engraçado é que se você olha direto para ela, ela vai embora. Podem-se ver estrelas mais fracas e outros objetos desviando de leve o olhar. Eu sabia que, quase invisível no céu naquele momento, havia um cometa recém-descoberto chamado Arend-Roland.

Os cometas — em especial os de período longo — é que têm órbitas acentuadamente elípticas. Aqueles cujas órbitas elípticas se cruzavam tendiam a colidir e se destruir. Os que tinham órbitas circulares tendiam a avançar e sobreviver. A matéria expelida para fora pela atmosfera do Sol, o vento solar, carrega fragmentos de poeira e de gelo de volta para a parte traseira do cometa, formando uma cauda incipiente. Calculariam sua órbita. E talvez um dia, em breve, lançariam um pequeno veículo espacial dedicado a explorar esse visitante do reino das estrelas.

Um impacto de um pequeno fragmento de cometa com a Terra, como em Tunguska, ocorreria uma vez a cada mil anos. E se nenhum processo desgastar ou preencher a cratera, ela pode durar bilhões de anos. Eles se agrupam em torno do Sol, fonte de luz e calor, como campistas em torno de uma fogueira. Os planetas têm cerca de 4,6 bilhões de anos de idade.

Como a Lua, carregam consigo o testemunho de uma era de impactos catastróficos, na história primeva do sistema solar. Existem cerca de 10 mil crateras no lado da Lua voltado para nós, visíveis da Terra pelo telescópio. Na crônica se lê: Havia um quarto crescente claro, e, como é comum nessa fase, suas pontas estavam voltadas para o leste. Com o passar do tempo, mesmo a chegada de micrometeoritos — poeira fina do espaço — agita e cobre os raios, e eles aos poucos desaparecem. Por esse e outros crimes, ele foi queimado na fogueira no ano de Quando um objeto impacta a Lua em alta velocidade, provoca nela um leve balanço.

Mas trata-se de uma evidência pelo menos sugestiva. Como também nos relembram o Evento de Tunguska e a cratera do Meteoro no Arizona, nem todos os impactos catastróficos ocorreram no início da história do sistema solar. Na Lua, os eventos externos e catastróficos têm dominância; na Terra, os processos internos e lentos predominam. Os maiores têm algumas centenas de quilômetros de diâmetro.

Em alguns casos parece haver dois ou mais asteroides muito próximos numa órbita comum. Colisões entre asteroides acontecem com frequência, e às vezes um pedaço de um deles é arrancado e por acidente intercepta a Terra, caindo em sua superfície como um meteorito. Ainda bem. Podem ser destroços impedidos, pela gravidade de Saturno, de se acretarem formando uma lua próxima, ou podem ser remanescentes de uma lua que orbitava muito perto do planeta e foi despedaçada pelas forças de maré.

Causou também, de acordo com o autor, extenso vulcanismo e inundações. Em qualquer modelo do sistema solar é impossível mostrar o tamanho dos planetas na mesma escala de suas órbitas, porque nesse caso eles seriam pequenos demais para ser enxergados. E assim por diante. Mas a ciência é um empreendimento que se autocorrige. Para serem aceitas, muitas ideias novas devem sobreviver a rigorosos padrões de evidência. Vênus tem quase a mesma massa,6 o mesmo tamanho e a mesma densidade da Terra.

A primeira pessoa que olhou para Vênus por um telescópio foi Galileu, em O que ele viu foi um disco sem características próprias. Vênus, é claro, estava coberto por uma densa camada de uma nuvem que o obscurecia. Quando olhamos para o planeta no céu matutino ou vespertino, o que vemos é o Sol refletido nas suas nuvens.

As nuvens descaracterizadas de Vênus refletiam nossas próprias predisposições. Quando um raio de uma intensa luz branca comum passa por uma fenda estreita e depois por um prisma ou uma grade, ele se espalha num arco-íris de cores chamado espectro.

O espectro vai das altas frequências7 da luz visível até as mais baixas — na sequência, violeta, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Como enxergamos essas cores, ele é chamado o espectro da luz visível. Mas existe muito mais luz do que a que corresponde a esse pequeno segmento de espectro que conseguimos ver.

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Nas altas frequências, acima do violeta, fica uma parte do espectro chamada de ultravioleta; um tipo de luz real, que mata micróbios. A temperatura subiu. Havia luz incidindo no termômetro, mesmo que invisível a nossos olhos. Em , o filósofo Auguste Comte estava em busca de um exemplo de um tipo de conhecimento que estivesse sempre oculto. Mas apenas três anos após a morte de Comte, descobriu-se que um espectro pode ser usado para determinar a química de objetos distantes.

Moléculas de elementos químicos diferentes absorvem frequências diferentes de cores de luz, às vezes no espectro visível, às vezes em outros setores do espectro. Cada substância tem sua assinatura espectral característica. Os gases de Vênus podem ser identificados da Terra, a 60 milhões de quilômetros de distância. Ela ainda me espanta. Auguste Comte escolheu um exemplo particularmente infeliz. Um radiotelescópio funciona mais como um medidor de luz do que como uma câmera.

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Uma é o fato de estarem quentes. Vênus, constatou-se, ferve de calor. Ao cumprimentar uma amiga, eu a estou vendo numa luz visível refletida gerada pelo Sol, digamos, ou por uma lâmpada.

Os raios de luz se refletem em minha amiga e chegam a meus olhos. Hoje combinamos laser e uma fotocélula, ou um transmissor de radar e um radiotelescópio, e desse modo fazemos contato ativo, usando luz, com objetos distantes. Têm-se obtido imagens de radar de Vênus, algumas de telescópios de radar na superfície terrestre, outras do veículo espacial Pioneer Venus, em órbita em torno do planeta. Elas mostram evidências sugestivas de crateras de impacto. Agora vemos diante de nós um mundo que esteve antes oculto por nuvens — seus aspectos explorados pelo radar e por veículos espaciais.

Para sobreviver algum tempo no planeta, um veículo espacial teria de ser refrigerado e também ter a estrutura de um submersível de grandes profundidades. Continuemos no rastro dessas missões pioneiras e visitemos outros mundos. À medida que vamos mais fundo, as partículas da nuvem tendem a ser maiores.

A névoa cor de enxofre estende-se para baixo até uns 45 quilômetros acima da superfície, onde emergimos numa atmosfera densa, porém clara como cristal. A luz do sol vai se refletindo nas moléculas da atmosfera até que se perde toda imagem dela.

Agora parece ser razoavelmente claro que a alta temperatura da superfície acontece devido a um imenso efeito estufa. Esta, aquecida, irradia o calor de volta para o espaço.

Mas voltaremos a Vênus. Ele é fascinante por si só. Muitos heróis das mitologias grega e nórdica, afinal, empreenderam celebrados esforços para visitar o inferno. Seu rosto foi uma vez claramente definido. Agora é indistinto por causa de milhares de anos de tempestades de areia no deserto egípcio e por chuvas ocasionais.

Grandes estruturas, como cadeias de montanhas, sobrevivem dezenas de milhões de anos; crateras de impacto menores, talvez mil;11 e artefatos humanos em grande escala talvez apenas alguns milhares. Vulcões atiram detritos nas atmosferas da Terra e de Io. Processos geológicos internos deformam a superfície de Vênus, Marte, Ganimedes e Europa, bem como da Terra. A maior parte da Europa esteve uma vez coberta de gelo. Ele mantém os oceanos no estado líquido e a vida, possível.

Uma pequena estufa é uma coisa boa. Se a Terra se aproximasse apenas um pouquinho do Sol, a temperatura aumentaria ligeiramente. Isso libertaria algum CO2 da superfície das rochas, gerando um efeito estufa mais forte, o que por sua vez elevaria a temperatura ainda mais. O ambiente na superfície venusiana é uma advertência: algo catastrófico pode acontecer a um planeta bem parecido com o nosso. Mas também temos perturbado o clima no sentido oposto. Durante centenas de milhares de anos seres humanos têm queimado e derrubado florestas e encorajado animais domésticos a pastarem e destruírem pradarias.

Vênus é quente demais. Marte é frio demais. Afinal, evoluímos aqui. Estamos perturbando nosso pobre planeta de um modo muito sério e contraditório. A resposta simples é que ninguém sabe. Mas nós, seres humanos, representamos agora um novo e talvez decisivo fator. Nossa inteligência e nossa tecnologia nos deram o poder de afetar o clima. Como vamos usar esse poder? Tem de ser amada e bem cuidada. A primeira sonda a conseguir cumprir o feito de acompanhar e pousar em um cometa foi a Roseta, da agência espacial europeia ESA.

Ceres, o maior dos asteroides, tem diâmetro de quase mil quilômetros. Descobertos pela Voyager, em , mas ainda hoje estudados. Sabe-se hoje que Netuno possui seis anéis. Blues para um planeta vermelho Nos pomares dos deuses, ele vigia os canais… Enuma Elish, Suméria, c. Têm havido excessos nos dois campos. Essas paixões fortes comprometeram um pouco a tolerância com a ambiguidade que é essencial para a ciência. Blues têm sido tocados mais de uma vez para o planeta vermelho.

Por que marcianos? Porque Marte parece, a um primeiro olhar, ser muito parecido com a Terra. É o planeta mais próximo cuja superfície podemos ver. Tem calotas polares de gelo, nuvens brancas à deriva, furiosas tempestades de areia, padrões que mudam em sua superfície vermelha segundo as estações, até mesmo um dia de 24 horas. É tentador pensar que é um mundo habitado. Marte tornou-se uma espécie de arena mítica na qual projetamos nossas esperanças e medos terrenos.

O Marte verdadeiro é um mundo de maravilhas. É possível que aquelas criaturas unicelulares sob o microscópio estejam fazendo a mesma coisa.

Wells, de , mantêm seu obsedante poder até hoje. Porém o amor da vida de Lowell era o planeta Marte. Lowell resolveu dar continuidade ao trabalho.

Ficam-se horas ao telescópio, no frio da madrugada. Vez ou outra a imagem se estabiliza e as características do planeta aparecem nítidas por um instante, maravilhosamente. Deve-se pôr os preconceitos de lado e com a mente aberta registrar os prodígios de Marte. Acreditava que Marte era muito parecido com a Terra. No fim das contas, ele acreditou demais. Ainda assim, um deserto como os da Terra.

O que foi, em retrospecto, o mais sério desafio contemporâneo às ideias de Lowell veio de uma fonte inesperada. Deveria haver um permafrost, uma subsuperfície perpetuamente congelada.

O ar era muito mais rarefeito do que Lowell tinha calculado. O planeta inteiro foi mapeado. Se algo mudou quanto aos mistérios de Marte, foi que estes se aprofundaram, desde a época de Lowell. Os cadernos de anotações com as observações de Percival Lowell refletem um esforço contínuo ao telescópio durante muitos anos. Mostram que Lowell estava bem consciente do ceticismo expresso por outros astrônomos quanto à realidade dos canais.

Mas o quê? Lowell dizia sempre que a regularidade dos canais era sinal inconfundível de que eram de origem inteligente. Os marcianos de Lowell eram benévolos e esperançosos, até um pouco divinos, muito diferentes da ameaça maligna apresentada por Wells e Welles em A guerra dos mundos.

Lembro-me de ter lido quando criança, com um fascínio ofegante, os romances sobre Marte de Edgar Rice Burroughs. Acompanhei hordas de animais de carga com oito patas, os thoats. Fiz amizade com um guerreiro verde de quatro metros de altura chamado Tars Tarkas. Vagueei pelas cidades em espirais e estações de bombeamento abobadadas de Barsoom, e ao longo das margens verdejantes dos canais Nilosyrtis e Nepenthes. Nunca funcionou. Devia haver outra maneira. O foguete começou, bem como a pólvora que de início o impulsionava, na China, onde era usado para fins cerimoniais e estéticos.

Importado para a Europa por volta do século XIV, foi usado como arma de guerra, considerado no fim do século XIX, pelo professor de escola russo Konstantin Tsiolkovsky, como meio de transporte para os planetas, e pela primeira vez desenvolvido com seriedade pelo cientista americano Robert Goddard.

Nessa escala, pode-se discernir vida inteligente em Boston, Washington e Nova York. Os humanos têm estado muito ocupados. Essas fotos foram tiradas à luz do dia. Poderia algum organismo sobreviver em tal meio ambiente?

Nelas as temperaturas variam de maneira cíclica dentro do típico âmbito marciano, desde um pouco acima do ponto de congelamento, por volta do meio-dia, até oitenta graus Celsius negativos logo antes do amanhecer, numa atmosfera anóxica composta sobretudo de CO2 e N2. Discovery Channel. National Geographic Vídeo. Esquemas convêncionais de cores para a hipsometria começam com verde escuro para baixa altitude e, passando por amarelo e vermelho, até cinza e branco para grandes elevações.

Um esquema semelhante pode ser utilizado também para representar o relevo dos oceanos, neste caso o mapa é chamado de carta batimétrica em inglês, "bathymetric". Quatro estrelas 2 classificações. Parabéns professor Leandro. Complete o desafio para continuar. Portal do Governo Brasileiro.

Aumentar fonte. Diminuir fonte. Download aula Imprimir aula. Terra — Um Planeta Dinâmico. Compartilhar por E-mail. Compartilhar no Tweet. Compartailhar no Orkut. Autor: Leandro Faber Lopes. Estrutura Curricular. Dados da Aula.